Portuguesa goleia Operário para se garantir nas oitavas da Série D


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A Portuguesa goleou o Operário de Várzea Grande por 4 a 0, na tarde deste sábado (5) no Estádio Luso-Brasileiro, na Ilha do Governador, para garantir a classificação para as oitavas de final da Série D do Campeonato Brasileiro. A partida foi transmitida, ao vivo, pela TV Brasil.

O time do Rio de Janeiro entrou em campo precisando reverter a vantagem do adversário, que havia vencido por 1 a 0 na ida. Com isso, os mandantes partiram em busca do resultado e dominaram a partida desde o início. Antes mesmo do intervalo da partida, a Lusa já tinha o placar favorável. O meio-campista João Paulo aproveitou um rebote, bateu firme da entrada da área e contou com um desvio da zaga para abrir o placar aos 15 minutos.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Nove minutos depois o meia Anderson Rosa mostrou oportunismo e concluiu jogada na frente do goleiro adversário alcançar o segundo. Esse placar já era suficiente para colocar os cariocas nas oitavas de final da competição. Mas, logo aos 5 minutos da etapa final, o atacante Dodô fez o terceiro. Ele bateu forte da entrada da área e, depois de a bola desviar em dois adversários, o goleiro Bruno não evitou o gol.

Para definir o placar, Romarinho, que tinha acabado de entrar no gramado, completou de fora da área uma boa troca de passes da Portuguesa para fechar o placar em 4 a 0 aos 31 minutos.

Na próxima fase a Portuguesa pega o vencedor do confronto entre Patrocinense e Brasil de Pelotas. No primeiro jogo, no Rio Grande do Sul, o resultado foi um empate de 0 a 0. A partida de volta será disputada no próximo domingo (6), a partir das 11h (horário de Brasília) em Minas Gerais.

PF prende garimpeiro suspeito de atirar em indígenas na TI Yanomami


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A Polícia Federal informou neste sábado (5) ter prendido um garimpeiro suspeito de ser autor de disparos contra indígenas na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A operação para prender o suspeito ocorreu na sexta-feira (4) e contou com o apoio da Polícia Militar de Roraima (PMRR).

O ataque de garimpeiros armados ocorreu na comunidade Uxiú, em 29 de abril. Dois indígenas, de 24 e 31 anos, ficaram feridos e foram deslocados para Boa Vista, onde receberam atendimento médico. Um terceiro indígena chegou a ser socorrido, mas morreu ainda na TI, após ser atingido na cabeça – Ilson Xiriana, de 36 anos, que trabalhava como agente de saúde comunitário.

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De acordo com a PF, as investigações sobre o episódio, conduzidas no local com o apoio da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), resultaram na identificação de dois suspeitos.

O nome do preso nesta sexta (4) não foi informado. Pesava contra ele um mandado de prisão expedido pela 4ª Vara Federal Criminal de Roraima e o suspeito era considerado foragido desde junho.

O episódio de violência foi um dos que ainda marcam os esforços de desintrusão de milhares de garimpeiros da TI Yanomami, após o governo federal ter decretado emergência de saúde pública na região.

Segundo a PF, ações para expulsar invasores continuam ocorrendo, em operações integradas com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), as Forças Armadas, a Força Nacional de Segurança Pública e a Funai.

Universidades podem combinar conhecimentos tradicionais e acadêmicos

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Conhecimentos tradicionais e acadêmicos podem se somar, ampliando horizontes e benefícios para gente e meio ambiente. É o que pensa o primeiro indígena a integrar a Direção Executiva da União Nacional dos Estudantes (UNE), Tel Guajajara, de 23 anos.

Estudante do quinto semestre de direito da Universidade Federal do Pará (UFPA), o diretor de Cultura da UNE é originário da Terra Indígena Morro Branco, localizada em Grajaú, no Maranhão. E é filho da cacique de sua aldeia – a Cacique Virgulino.

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“Sou filho da luta”, apresenta-se o estudante “extremamente ativo” no ambiente universitário. Foi idealizador do 1º Encontro dos Estudantes Indígenas da Amazônia, tendo inclusive ajudado na criação da União Plurinacional dos Estudantes Indígenas, entre 2021 e 2022. Fundou também o Circuito Curupira, que é uma rede de ações estudantis em defesa de ações climáticas.

Ele é um dos participantes da plenária transversal sobre juventude do Diálogos Amazônicos, evento preparatório que resultará em sugestões de políticas públicas a serem encaminhadas aos chefes de Estado que participarão da Cúpula da Amazônia, nos dias 8 e 9, em Belém.

Dois mundos

A vivência no ambiente universitário possibilitou ao estudante indígena “vivenciar dois mundos”: o das tradições indígenas e o acadêmico. E também o levou a algumas conclusões. Uma delas é que a universidade “pode ser a intersecção desses dois mundos”, motivo pelo qual defende, entre seus pares, a criação da Universidade Integrada da Amazônia. “Ela facilitaria a produção de debates transversais, juntando conhecimentos”, disse à Agência Brasil o estudante indígena e dirigente da UNE.

Segundo Tel Guajajara, o mundo acadêmico, tem muito a aprender sobre os conhecimentos tradicionais. “Afinal, somos também campo de estudo”, disse o jovem. “Nossa sensação, ao viver no ambiente acadêmico, é de que ensinamos tanto quanto aprendemos, uma vez que as pessoas nos desconhecem. Para nós, as universidades são uma ferramenta que pode nos ajudar a melhorar a vida de nossos povos”, acrescentou.

O aprender

Para Tel Guajajara, existe uma certa limitação entre os não indígenas sobre o termo “aprender”. “Nossas comunidades são também uma espécie de universidade. É curioso vermos que os brancos só aprendem por meio de papel escrito. Nós aprendemos muito a partir das conversas. Temos muita tradição oral.”

“O problema é que as secretarias de Educação não reconhecem isso, e as universidades cobram diplomas de papel. Com isso, nos limitam ao ensino médio. Lamento muito o fato de muitos dos meus primos não terem o privilégio que tenho, de ser estudante universitário”, afirmou.

Para ampliar o acesso das comunidades indígenas ao ensino superior, Tel defende a criação de universidades em territórios indígenas. Ele, no entanto, considera fundamental que as instituições tenham uma boa estrutura de laboratórios.

“As universidades precisam ser interiorizadas, mas com estrutura e com disposição para enxergar isso como uma via de duas mãos, onde o conhecimento é compartilhado. Todos aprenderão com todos”, disse.

Áreas com potencial

Segundo Tel Guajajara, o potencial disso seria imenso, principalmente para áreas de conhecimento como as de biologia, química, farmácia e medicina. “Mas, repito, é fundamental que isso seja feito com uma boa estrutura de laboratórios.”

O acesso do estudante à universidade foi possível graças às ações afirmativas que garantiram cotas para indígenas no ensino superior. Ele percebe que majoritariamente a opção dos cotistas é por cursos das áreas de direito e saúde – faltando, portanto, profissionais indígenas nas áreas de ciências aplicadas e de comportamento humano.

“Isso nos possibilitaria avançar nas questões ambientais e de conscientização”, disse ele, ao defender, também, mais estudantes indígenas em cursos da área relações internacionais. “Eu mesmo penso em, depois de cursar direito, fazer relações internacionais porque a diplomacia pode ser um elo entre as comunidades indígenas e o mundo”, argumentou.

Outras áreas de conhecimento acadêmico citadas por ele como de potencial para as comunidades indígenas são os voltados para a tecnologia e a inovação. “Pensamos em cursos que nos ajudem a usar satélites para monitorarmos, com maior independência, nossas florestas.”

Disputas

A competitividade no mundo acadêmico é uma coisa que incomoda o estudante indígena. “Essas disputas internas são bastante prejudiciais e representam um grande choque cultural que vivenciamos. Inclusive, há casos de estudantes indígenas que se apresentam como não indígenas, para evitar serem vítimas de racismo.”

“Eu mesmo já fui chamado de Come Sapo até por professores, quando estudei o ensino médio. No primeiro semestre da universidade, alguns estudantes se recusaram a fazer trabalhos acadêmicos comigo, sob a justificativa de que as temáticas pensadas por mim não tinham precedentes”, acrescentou.

E o trabalho proposto por ele era exatamente sobre “visibilidade dos povos indígenas nas universidades”.

Mundial de natação: Carol Santiago e Cecília Araújo conquistam ouro


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O Brasil conquistou mais duas medalhas de ouro nesta sexta-feira (4), penúltimo dia do Mundial de natação paralímpica de Manchester (Inglaterra). As conquistas vieram com a potiguar Cecília Araújo, da classe S8 (limitação físico-motora), e com a pernambucana Carol Santiago, da classe S12 (baixa visão).

Além dos títulos de Cecília e Carol, o Brasil garantiu duas pratas – com a mineira Patrícia Pereira, nos 50 metros livre da classe S4 (limitação físico-motora), e com o fluminense Daniel Mendes, nos 50 metros livre S6 (limitação físico-motora) – e mais quatro bronzes – com a paraense Lucilene Sousa, nos 100 metros livre S12, com o paulista Gabriel Cristiano, nos 50 metros livre S8, com a gaúcha Susana Schnarndorf, nos 50 metros livre S3 (limitação físico-motora), e com o revezamento misto 4×100 metros medley 34 pontos.

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Com estas conquistas o Brasil chegou ao total de 36 pódios no torneio (12 ouros, 10 pratas e 14 bronzes) e ocupa a quarta colocação do quadro de medalhas. A liderança é da Itália, a China está em segundo e a Ucrânia está em terceiro.

O ouro de Cecília foi o segundo conquistado no Reino Unido em um período de 24 horas. Após subir ao lugar mais alto do pódio nos 100 metros livre na última quinta-feira (3) ela se sagrou tricampeã mundial (Cidade do México, Ilha da Madeira e Manchester) nos 50 metros livre da classe S8 com o tempo de 30s03, novo recorde das Américas.

“Faltaram três centésimos para eu chegar à marca de 29 segundos, que é a minha meta. Mas fico feliz porque sei que vou conseguir em breve. Tive algumas falhas na prova. Então, os 29 segundos estão dentro de mim. Esse tempo é real. Sempre queremos mais, mas tenho que agradecer por ter feito o melhor tempo da vida e conquistado mais um título”, disse a potiguar.

Já Carol Santiago disputou sua sexta prova em cinco dias de Mundial, subindo ao pódio em todas. Foram quatro ouros (100 metros livre, costas e borboleta, além dos 50 metros livre), uma prata (100 metros peito) e um bronze (revezamento 4×100 metros medley 49 pontos). A última medalha dourada até aqui veio nos 100 metros livre, com o recorde da competição: 58s87.

“Acordei me sentindo um pouco mais cansada hoje. Confesso que foi mais psicológico do que fisicamente. O programa é muito longo. Mas, à tarde, já estava mais organizada. Comemorei com o Léo [Leonardo Tomasello, técnico], pois fiz bem a primeira metade da prova. Ele me disse que estou no caminho certo e posso nadar ainda melhor nos Jogos Paralímpicos de Paris”, explicou a pernambucana.

Ministro do STF absolve acusado de furtar camisa de R$ 65

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), absolveu um homem condenado pelo furto de uma camisa avaliada em R$ 65. Na decisão, assinada na terça-feira (1°), o ministro aplicou o princípio da insignificância para anular a condenação.

Mendonça aceitou pedido de absolvição feito pela Defensoria Pública de Minas Gerais. Ele foi condenado pela Justiça do estado a dois anos de prisão em regime fechado pelo furto da peça de roupa.

Antes de chegar ao Supremo, o réu obteve a redução da pena para um ano de prisão, mas o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação por entender que o caso envolve um acusado reincidente por quatro vezes.

Ao determinar a absolvição, André Mendonça avaliou que a conduta não caracterizou grave ameaça e que somente os antecedentes não impedem a aplicação do benefício.

“O princípio da insignificância foi afastado, exclusivamente, em razão do histórico criminal do paciente, tendo em vista as múltiplas condenações transitadas em julgado. Tal circunstância, porém, não é apta a, isoladamente, impedir a benesse”, concluiu o ministro.

São Paulo encerra segunda-feira o Projeto do Peito ao Prato


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O projeto Do Peito ao Prato, que posiciona a alimentação nas diversas fases da vida humana no centro das atenções, chega ao fim na próxima segunda-feira (7), na capital paulista. Para o fechamento do evento, a rede do Serviço Social do Comércio (Sesc) São Paulo oferece uma série de atividades.

Neste sábado(5), o Sesc 24 de Maio convida o público para a oficina Minibolo: nutritivo e com afeto, em que a nutricionista e pedagoga Jéssica Batista ensinará a preparar uma receita com beterraba e cacau, ideal para a alimentação de bebês. Podem participar tanto adultos como crianças.

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Os moradores da zona leste da capital também contam com programação do projeto. No Sesc Itaquera, a nutricionista Paola Preusse joga na roda uma discussão sobre como experimentar alimentos saudáveis desde cedo pode determinar hábitos pelo resto da vida. A atividade recebe crianças e adultos.

No último dia da programação, segunda-feira, quem tiver interesse pode participar da roda de conversa Amamentação e volta ao trabalho: como dar certo?, em que serão abordados os direitos das trabalhadoras lactantes. A atividade será conduzida pela consultora de amamentação, doula e jornalista Giovanna Balogh, no Sesc Carmo.

A amamentação é, ainda, o princípio de uma brincadeira no Sesc de Sorocaba, amanhã (5). Na unidade, a atriz e palhaça Bruna Moscatelli e a dançarina Beatriz Miguez tratarão do assunto com leveza e muito riso. O leite materno é tido como um alimento padrão ouro, já que supre todas as necessidades do bebê e, por essa razão, é defendido na campanha Agosto Dourado.

No domingo (6), o Sesc Sorocaba realiza também uma atividade de confecção de colares montessorianos para amamentação. O adereço ajuda a manter o bebê focado durante a amamentação, pois tem formas e cores chamativas, que o deixam entretido e com as mãos ocupadas.