Governo lança Plano Safra para agricultura familiar da Amazônia

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O governo federal lançou neste sábado (5) o Plano Safra da Agricultura Familiar na Amazônia. As medidas previstas foram apresentadas em cerimônia em Belém, durante os Diálogos Amazônicos. O lançamento foi transmitido online pelo Canal Gov.

O Plano Safra foi desenvolvido sob a coordenação do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, ouvindo as comunidades locais e buscando atender demandas específicas da região. Ele engloba ações de investimentos e financiamento com juros mais baixos para a produção familiar.

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As medidas foram bem recebidas pelo movimento social. Lideranças que se manifestaram durante a cerimônia classificaram o Plano Safra como uma conquista. “Esperamos que sua implementação seja de fato uma prioridade e que as ações cheguem a todas as populações do campo”, disse Cleidiane Vieira, da coordenação do Movimento dos Atingidos por Barragem (MAB).

São previstas medidas específicas para o Norte e o Nordeste. No mês passado, foi lançado em Fortaleza o Plano Safra da Agricultura Familiar no Nordeste. O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, defendeu a aposta nas vocações regionais.

“Além de apoiar as cooperativas, queremos financiar a agroindústria para o açaí, o café, o maracujá, a laranja para agregar valor à produção familiar. E fazer uma luta para que tenha água, energia solar e cobertura de internet”, disse.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, o governo irá garantir o maior volume de crédito rural da história. Serão R$ 71,6 bilhões para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), 34% superior ao anunciado na safra passada.

A taxa de juros foi reduzida de 5% para 4% ao ano para quem produzir alimentos como arroz, feijão, mandioca, tomate, leite e ovos, entre outros. Os agricultores familiares que optarem pela produção sustentável de alimentos saudáveis, com foco em orgânicos, produtos da sociobiodiversidade, bioeconomia ou agroecologia, terão outros incentivos. Os juros serão de 3% ao ano para o custeio e 4% para o investimento.

“É um grande esforço do governo federal enquanto a nossa Selic está em 13%”, disse Fernanda Machiaveli, secretária executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, que apresentou as principais diretrizes do Plano Safra. Definido pelo Banco Central, o patamar da Selic, considerada a taxa de juros básica, tem sido criticado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por outros representantes do governo. Nesta semana, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa em 0,5 ponto percentual, para 13,25% ao ano.

O Plano Safra também estabeleceu mudanças no microcrédito produtivo. A renda familiar máxima para classificação do agricultor de baixa renda foi ampliada de R$ 23 mil para R$ 40 mil.

As medidas envolvem ainda estímulos à produção sustentável de alimentos saudáveis, incentivos à compra de máquinas agrícolas, ampliação do microcrédito produtivo para agricultores familiares do Norte e do Nordeste e mais crédito para as mulheres do campo.

Os Diálogos Amazônicos são um evento prévio à Cúpula da Amazônia. Ambos ocorrem em Belém, sendo os Diálogos responsáveis pela produção das propostas da sociedade civil a serem apresentadas aos presidentes dos países amazônicos participantes da cúpula.

Gabriel Araújo fatura bicampeonato mundial nos 50 metros costas


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O mineiro Gabriel Araújo garantiu o bicampeonato mundial da prova dos 50 metros costas da classe S2 (limitação físico-motora) neste sábado (5) em Manchester (Inglaterra). Ele fechou a prova com o tempo de 54s08. O polonês Jacek Czech (57s44) ficou com a prata e o ucraniano Roman Bondarenko (1min03s55) garantiu o bronze.

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A conquista do nadador do Praia Clube, de Uberlândia (MG), foi o destaque da seleção brasileira no penúltimo dia de campeonato. A outra medalha dourada conquistada pelo time verde e amarelo veio no revezamento misto 4×100 metros estilo livre – 49 pontos (atletas com deficiência visual). Carol Santiago (S12), Matheus Rheine (S11), Lucilene Sousa (S12) e Douglas Matera (S12) fecharam a prova em 3min56s03, superando a Espanha (3min57s73) e a Ucrânia (3min59s30). Com a medalha no revezamento, Carol Santiago se mantém como a mais vencedora de todo Mundial. São sete medalhas em sete provas disputadas: cinco ouros (100 metros borboleta, livre e costas, 50 metros livre e revezamento misto), uma prata (100 metros peito) e um bronze (revezamento misto 4×100 metros medley – 49 pontos). No domingo, último do torneio, ela ainda competirá nos 200 metros medley S12 (baixa visão). Agora, já são 14 ouros ganhos pelos brasileiros na edição 2023 do evento.

O país também conquistou neste sábado uma prata com a gaúcha Susana Schnarndorf, nos 200 metros livre da classe S3 (limitação físico-motora) ao finalizar a distância em 4min18s18, e dois bronzes, da fluminense Mariana Gesteira, com o tempo de 1min10s11 nos 100 metros costas S9 (limitação físico-motora), e do revezamento misto 4×100 metros medley S14 (deficiência intelectual) formado por Ana Karolina, João Pedro Brutos, Beatriz Carneiro e Gabriel Bandeira.

Com estas conquistas o Brasil está na quarta posição do quadro de medalhas. A Itália é a líder, a China é a segunda colocada e a Ucrânia aparece em terceiro.

Ministério admite bloqueio, mas diz que Auxílio Gás será pago


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O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) confirmou neste sábado (5) o bloqueio de verbas previamente orçadas para bancar o pagamento do Auxílio Gás, um dos programas sociais do governo. A pasta, contudo, negou a interrupção no pagamento do benefício.

O bloqueio de verbas do Auxílio Gás foi informado ao Congresso Nacional por meio de um decreto, em 28 de julho, e revelado nesta semana pelo jornal O Estado de S. Paulo, com base em levantamento da Associação Contas Abertas, dedicada a acompanhar os gastos públicos.

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O governo foi obrigado a contingenciar recursos em razão do limite estabelecido pelo teto de gastos de 2023, ainda em vigor. O valor total bloqueado é de R$ 1,5 bilhão. O corte temporário atinge dez pastas, e Saúde e Educação correspondem a metade dos valores retidos.

No caso do MDS, foram contingenciados R$ 144 milhões. A pasta informou ter remanejado o orçamento de modo a não afetar os pagamentos de programas sociais. No caso do Auxílio Gás, o ministério afirmou que a despesa bloqueada “só será executada no mês de dezembro”, e que até lá a expectativa é que todos os valores sejam liberados.

“Caso o desbloqueio do Orçamento Federal seja insuficiente, o MDS fará um remanejamento de recursos de outras ações discricionárias para garantir o pagamento do Auxílio Gás, cumprindo a diretriz do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de fazer os recursos federais chegarem a quem mais precisa”, diz a nota do MDS.

Hoje o Auxílio Gás é um programa que funciona de modo auxiliar ao Bolsa Família e é pago a cada dois meses, no valor de um botijão de gás. Em abril, por exemplo, o valor pago foi de R$ 110 para 5,7 milhões de famílias, de acordo com dados do MDS.

O bloqueio de gastos também poderá ser revisto caso seja aprovado em definitivo no Congresso o novo arcabouço fiscal, com o qual o governo pretende substituir as regras do teto de gastos, que foram aprovadas em 2016, no governo de Michel Temer.

O novo arcabouço fiscal já foi aprovado na Câmara, mas é agora reanalisado pelos deputados após o texto ter sofrido alterações no Senado.

Jogos Mundiais Universitários – Dia 13: Sábado de medalhas na natação


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Não poderia sair de Chengdu (China) sem acompanhar a natação. Afinal, em todo meu percurso desde o Rio de Janeiro até aqui estive ao lado de atletas desta modalidade e notei como eram unidos. Em São Paulo, ainda no hotel, eles estavam sempre juntos e torcendo pelos seus companheiros que disputavam o Mundial de Esportes Aquáticos, em Fukuoka (Japão).

Assim que chegaram à Vila dos Atletas, já partiram para a piscina para realizarem o primeiro treino. Foi desta forma, unido, que o Brasil conquistou a medalha de bronze no revezamento 4×100 metros estilo livre misto no Dong’an Lake Sports Park Aquatics Centre. A China levou o ouro e a Itália conquistou a medalha de prata. O quarteto brasileiro entrou na piscina com Luanna Nunes, Fernanda Celidônio, Vinicius Assunção e Breno Correia.

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Para Luanna Nunes, o trabalho em conjunto deu resultado: “Nós somos muito unidos. Parecemos estar muito felizes, mas com muita vontade de cair na água e fazer o nosso melhor. Acreditamos na medalha, mas precisávamos fazer para ver o que ia acontecer. Independente de a medalha ser de bronze, foi como se fosse de ouro. A união faz a força”.

Tanta união fez com que os atletas conseguissem, inclusive, alcançar seus melhores tempos em toda a carreira durante esta prova, como disse Fernanda Celidônio: “A medalha era nossa meta desde o primeiro dia. Foi a primeira vez que eu nadei para 55 segundos na minha vida, foi a primeira vez que a Luanna nadou para 55 baixo na vida dela. Foi um revezamento muito forte, com resultados expressivos para nós quatro”.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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O Brasil levou outra medalha de bronze neste sábado com Lucas Peixoto nos 100 metros livre, com um tempo de 49s34. O ouro ficou para o polonês Kamil Sieradzki e a prata para o italiano Giovanni Carraro.

* Maurício Costa viajou como integrante da delegação da Confederação Brasileira de Desporto Universitário (CBDU). A entidade convidou a EBC para participar da cobertura durante os 17 dias de competição em Chengdu.

Geração Distribuída aumenta no país e reduz valor de contas de energia

A capacidade em geração própria de energia elétrica, também chamada de Geração Distribuída (GD), atingiu no Brasil o volume de 23 gigawatts (GW). A energia solar responde por mais de 98% do total em GD, que inclui ainda a eólica, a biomassa e outros tipos de energia. Conforme a Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), o Brasil faz parte do grupo dos dez maiores produtores de energia solar do mundo. A previsão para este ano é um investimento do setor de cerca de R$ 38 bilhões e chegar até dezembro com 26GW de potência gerada. 

Dados da ABGD indicam que atualmente o país já tem mais de 3 milhões de unidades consumidoras (UC’s) que utilizam a geração própria de energia. Conforme a entidade, cada UC representa uma residência, um estabelecimento comercial ou outro imóvel abastecido por micro ou mini usinas, todas elas utilizando fontes renováveis.

A extensão territorial e as condições climáticas do Brasil têm favorecido o crescimento da geração distribuída com a instalação de sistemas fotovoltaicos em residências, comércios e indústrias. Avanços tecnológicos e incentivos do poder público também têm tornado a geração distribuída cada vez mais atrativa. Essa evolução tem resultado em queda nos custos para a compra dos equipamentos, instalação e manutenção.

“Quanto maior o número de interessados, de empresas que estão no Brasil e de distribuidoras de equipamentos, isso aumentou muito o número de pessoas fazendo instalação. Isso tudo ao longo do tempo ajudou a ter um preço mais competitivo”, afirmou o presidente da ABGD, Guilherme Chrispim, em entrevista à Agência Brasil.

Conforme o professor de engenharia elétrica do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Djalma Falcão, a primeira resolução da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a GD foi em 2012, mas somente em 2016 a procura começou a aumentar, com crescimento muito rápido.nos últimos três ou quatro anos.

Redução nas contas

Além de ser um tipo de energia mais limpa e de fonte renovável, a economia é outro fator que desperta o interesse de consumidores e empreendedores e tem permitido o avanço do setor. Chrispim citou a redução de gastos que ele próprio teve em casa depois que instalou o sistema. “Antes de ter o sistema eu tinha uma fatura média mensal na faixa de R$ 800, às vezes um pouco mais nos meses de inverno, hoje a média na minha fatura é em torno de R$120. É muito!”, informou, acrescentando que em alguns estados a diferença pode ser ainda maior com a isenção de impostos sobre a energia.

“Quem determina isso é a legislação tributária de cada estado. Tem estado que cobra o ICMS sobre a energia. Minas Gerais, por exemplo, não cobra. Dá uma diferença em alguns casos em função disso, de cobranças que alguns estados isentaram. Em alguns estados você tem uma maior compensação da energia que está gerando”, destacou Chrispim.

Comunidades

Para fazer chegar a geração própria de energia elétrica a outra parcela da população, a ONG Revolusolar, criada há sete anos, desenvolve projetos em comunidades, como a da Babilônia, na zona sul do Rio. Lá, atualmente 34 famílias participam do programa, entre elas a de Bruna Santos, que é presidente da Cooperativa de energia renovável Percília e Lúcio, fundada em janeiro de 2021.

A Revolusolar instalou uma usina na comunidade e a perspectiva, segundo a presidente, é que até o fim do ano o número de usinas seja ampliado chegando a 100 famílias incluídas neste tipo de fornecimento de energia.

“Hoje nós estamos com uma usina em funcionamento, uma em homologação e três em preparo para funcionamento. Até o final de 2023 nós estaremos com quatro usinas em operação. Atualmente são 34 casas e a ideia é expandir para até o final do ano alcançar 100 famílias beneficiadas”, contou Bruna à Agência Brasil.

As 34 famílias que já participam do programa, de acordo com a presidente, foram escolhidas por meio de uma chamada realizada pela Revolusolar para a inscrição de interessados em integrar o projeto. Agora, para a ampliação de cooperados, novamente haverá uma chamada pela ONG. “Eles vão entrando na medida em que há possibilidade. Agora, com a segunda usina, vai entrar um outro grupo e vamos fazer uma nova chamada à medida em que as pessoas vão se inscrevendo e que tenha capacidade de incluí-las na usina, assim é feito”, informou Bruna.

Uma pesquisa realizada no ano passado revelou em que as pessoas incluídas no projeto estavam investindo o valor da redução nas contas. “Algumas têm revertido para alimentação, que estava complicada. As pessoas tinham que escolher entre pagar a conta de luz ou comer e agora está dando para comprarem mais comida. Tem algumas pessoas que destinam para o lazer, umas outras para comprar medicamentos. Então, as pessoas têm conseguido equilibrar o orçamento”, disse a presidente da Cooperativa.

Para Bruna, o desenvolvimento do projeto representa uma mudança para os moradores da Babilônia e a democratização da energia solar. A primeira instalação na comunidade foi em 2018 na Escolinha Tia Percilia.

O diretor executivo da Revolusolar, Eduardo Ávila, disse que o projeto é realizado em parceria com os moradores, lideranças da comunidade e parceiros técnicos de fora. Além da geração própria de energia, capacita moradores para o uso dos sistemas. “Ali foi criada a primeira cooperativa em energia solar em favelas do Brasil. Para ter autonomia e autossuficiência na comunidade também tem o programa de formação profissional de eletricistas solares para fazer a instalação e manutenção dos sistemas, além de atividades de educação e cultura com as crianças e a comunidade como um todo para participar desse processo”, revelou à reportagem.

Eduardo Ávila informou que recentemente a Revolusolar está replicando o modelo para outras comunidades como a Maré e Cidade Nova, no Rio, e para outros estados como São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, além de uma comunidade indígena no Amazonas, para fazer com que mais instituições e comunidades também recebam este benefício da revolução solar, completou.

Escolha

Para saber o sistema necessário, o primeiro passo do consumidor é contratar um instalador ou integrador, profissional que vai avaliar de acordo com a demanda de energia, qual deve ser o tamanho do sistema que será usado. Se for menor que a demanda, a diferença terá que ser suprida pela distribuidora e no lugar de crédito, o consumidor terá uma fatura a pagar. Mas o contrário pode ocorrer e instalar uma capacidade maior, caso o consumidor esteja pensando em fazer mais uso de energia no futuro. O cálculo do profissional é feito com base na média anual de consumo.

“É como um consumo qualquer, por exemplo, de água. O sistema a ser feito vai considerar o seu consumo, quantas pessoas têm na casa. Enfim, a ideia é que fique muito próximo a sua geração do consumo mensal”, concluiu o presidente da ABGD.

Até mesmo em um prédio com vários moradores o sistema pode ser instalado. Os créditos são passados aos condôminos, que neste caso, terão os CPFs registrados. O professor esclareceu que à noite, quando não é possível produzir a energia nestes sistemas pela falta de sol, o consumidor tem o fornecimento feito pelas distribuidoras. No entanto, no resto do dia pode consumir da quantidade que produz.

“É o sistema de crédito. É uma troca. Se a pessoa produzir mais do que consome ela não ganha nada porque não pode vender essa energia, agora se produzir menos do que consome tem que pagar à distribuidora”, pontuou Falcão em entrevista à Agência Brasil.

Investimento

Os custos com investimento variam conforme a quantidade necessária de energia e dos impostos cobrados pelo estado em que o sistema for instalado. Chrispim calculou que uma família de quatro pessoas, em média, dependendo da situação climática do estado, pode consumir aproximadamente 600kw/h por mês e por isso precisará de um sistema 5k ou 6k (equivalente a 6 mil watts). “Os custos diminuíram nos últimos meses, o sistema vai ficar em torno de R$18 mil”, contou, acrescentando que já tem muitos bancos, tanto públicos como privados, oferecendo linhas de financiamento para sistemas fotovoltaicos aos interessados.

Potência

Chrispim chamou atenção para a comparação com a capacidade instalada da geração distribuída com a oferecida pela Usina Hidrelétrica de Itaipu. Enquanto na geração distribuída é atualmente de 23 gigawatts, Itaipu está em 14 gigawatts. “Dá para dizer que quase todos os municípios do Brasil têm, pelo menos, uma usina de geração distribuída”, revelou, observando que geralmente a instalação é em telhados dos imóveis.

Segundo Djalma Falcão, a previsão é que em dois anos a capacidade da GD espalhada em telhados de casas e de prédios do Brasil vai superar em mais de duas vezes a da Usina de Itaipu, que é a maior do país. “É uma coisa significativa e inclusive começa a trazer preocupações para o Operador Nacional do Sistema [ONS], porque é muito mais difícil controlar essa geração espalhada do que em uma usina concentrada. O operador está tentando melhorar as suas técnicas operativas para levar em consideração esse novo tipo de geração que vem crescendo”, alertou.

Transição energética

Falcão ressaltou a importância da geração distribuída para a transição energética do Brasil. “Sem dúvida [contribui], porque a maior parte dessa geração é fotovoltaica com emissão zero, então é uma fonte renovável e aumenta ainda mais a nossa porcentagem de energia renovável no sistema elétrico. Então, ela é positiva para a transição energética”, avaliou, acrescentando que no momento a GD cresce mais do que as outras fontes renováveis, mas a tendência é que no horizonte de quatro anos se estabilize e as grandes usinas de solar e eólica avancem mais com o aumento da demanda.

Do choro alto ao desmame: os desafios de mães neurodivergentes

Na reta final da Semana Mundial da Amamentação, o Podcast Histórias Raras publica o episódio Mães Neurodivergentes. Nesta edição, diferentes mães destacam como a descoberta de um cérebro atípico na vida adulta transformaram a maternidade de cada uma.

A partir de Alana Yaponirah, Taís Gollo e Ana Rosa Aguiar, a gente ouve relatos de como determinadas experiências maternas como o desmame, o choro alto de um bebê ou o toque excessivo dos filhos podem ser extremamente desafiantes para uma mãe atípica.

Alana é mãe de João Vitor, de 19 anos, e de Maya, de seis. Ela já tinha aparecido no episódio anterior, Raros e Nada Típicos, para falar sobre a descoberta tardia do transtorno do Déficit de Atenção (TDAH) aos 43 anos. Agora, Alana compara o que mudou na sua maternagem depois do diagnóstico. 

Taís Gollo é profissional de educação física e foi diagnosticada com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e Síndrome de Erlhers-Danlos. Ela e o marido (também autista) têm duas meninas: a Lis, de oito anos, e a Beatriz, de dois. Em Mães Neurodivergentes, Taís conta um pouco sobre gestar, parir e amamentar.

E o episódio traz ainda a Ana Rosa Aguiar, psiquiatra e mãe de uma outra Lis. Asua Liz se escreve com Z e tem seis anos. Ela trabalha em um instituto dedicado ao estudo e apoio ao autista no espectro adulto. Ana Rosa, que se descobriu com TEA e Síndrome de Savant (um distúrbio raro e neurocognitivo), nos traz um olhar sobre as dificuldades no diagnóstico de mulheres, e do impacto e a importância desse diagnóstico tardio.

Em 2023, a Semana Mundial da Amamentação começou na terça-feira (1º) e termina na segunda-feira (7). O slogan deste ano é Possibilitando a Amamentação: Fazendo a Diferença para Mães e Pais que Trabalham. Entre os objetivos, está o de informar sobre as perspectivas dos pais trabalhadores com relação à amamentação e paternidade.

▶️ Podcast Histórias Raras: como ouvir os episódios

Neurodivergentes é o tema da segunda temporada de Histórias Raras, um podcast original da Radioagência Nacional.

▶️ Histórias Raras #6 Mães Neurodivergentes.

▶️ #5 Raros e Nada Típicos.

Os episódios podem ser ouvidos em primeira mão na Radioagência Nacional.  Neste link, você encontra os últimos episódios lançados, a transcrição detalhada de cada um deles, além de conteúdos e links complementares. 

No Spotify e no Youtube, o Histórias Raras vira videocast (Áudio + Libras). Cada episódio recebe a interpretação simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Histórias Raras está na segunda temporada e é apresentado por Patrícia Serrão, responsável pela concepção de pauta e entrevistas, e Leyberson Pedrosa, idealizador do formato do projeto e responsável pelo roteiro final, direção e montagem.  

A Patrícia Serrão assina o roteiro deste episódio ao lado de Bia Arcoverde.

A Bia  é responsável pela coordenação de equipe e também participa deste episódio como apresentadora convidada.

O apoio de produção é de Simone Magalhães, tem sonoplastia de José Maria Pardal e identidade visual de Caroline Ramos. Os créditos completos ficam disponíveis aqui.