INFORMAÇÃO FALSA

O Conselho Federal de Medicina (CFM) esclarece que os atestados médicos emitidos em papel continuarão válidos em 2026. É falsa a informação de que, a partir desse período, apenas atestados médicos digitais teriam validade.

Conforme nota oficial divulgada pelo CFM, os atestados médicos físicos (em papel) e os atestados digitais seguem válidos e plenamente aceitos em todo o território nacional, uma vez que não houve qualquer alteração na legislação vigente que determine a emissão exclusiva de atestados por meio digital.

Com o objetivo de combater fraudes, o CFM instituiu a plataforma Atesta CFM, destinada à emissão, validação e verificação de atestados médicos. Quando plenamente em funcionamento, o sistema prevê que o médico seja notificado por e-mail sempre que um atestado for emitido em seu nome, permitindo a rápida identificação de irregularidades e a prevenção do uso de documentos falsos.

VITÓRIA ESMAGADORA! NOSSOS DIREITOS ESTÃO BLINDADOS

A luta em Brasília rendeu frutos históricos! Após a votação do dia 06/11, com uma VITÓRIA ESMAGADORA por 14 votos a 04, garantimos que o texto do SUBSTITUTIVO (aos PLs 3361/12, 5.814/19 e 4.847/23) proteja integralmente a nossa categoria!

CONFIRA O PONTO CRUCIAL DA NOSSA CONQUISTA:

O Art. 4º do Substitutivo traz um destaque que é a garantia do nosso futuro:

“A ESTA LEI NÃO SE APLICA A CATEGORIA DE TRABALHADORES EM TRANSPORTES RODOVIÁRIOS DE CARGAS PRÓPRIAS, QUE TEM NA SUA BASE DE REPRESENTAÇÃO JÁ CONSOLIDADA A CATEGORIA DIFERENCIADA DE TODOS OS MOTORISTAS, AJUDANTES DE MOTORISTAS E OPERADORES EM EMPILHADEIRA NOS SETORES DA INDÚSTRIA, COMÉRCIO, SERVIÇOS, EVENTOS, INSTITUIÇÕES FINANCEIRAS, EDUCACIONAIS E TELECOMUNICAÇÕES.”

Isso significa que nossa representação e nossos direitos de CATEGORIA DIFERENCIADA estão FORTALECIDOS E INEGOCIÁVEIS!

Lançamento da FENATRACAP

No dia de hoje, no auditório da UGT em São Paulo, ocorreu o lançamento da FENATRACAP – Federação Nacional dos Trabalhadores Condutores em Transportes Rodoviários de Cargas Próprias. O evento contou com a presença de presidentes de sindicatos de Cargas Próprias representando diversas localidades, incluindo São Paulo, Maranhão, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e Bahia, que aprovaram a fundação da entidade e elegeram a primeira diretoria.

Marcelo Carvalho, presidente do Sintracap-BA e agora também da Fenatracap, enfatizou em seu discurso a relevância de uma federação que defenda os interesses do setor. Ele abordou os desafios enfrentados na formação dos sindicatos de cargas próprias no Brasil e sublinhou que a nova federação será proativa e estará firmemente comprometida com a defesa da categoria.

Magno Lavigne relatou as dificuldades encontradas na criação do sindicato de cargas próprias na Bahia; contudo, destacou que, por meio da persistência, o movimento se consolidou e tornou-se essencial para o setor de transporte em todo o país.

Além dos líderes estaduais presentes, estavam também Magno Lavigne, Secretário de Qualificação e Geração de Emprego e Renda do Ministério do Trabalho, e Ricardo Path, presidente da UGT. Em sua fala, Ricardo Path compartilhou sua longa trajetória com o Cargas Próprias São Paulo, ressaltando a importância do trabalho colaborativo com foco em objetivos claros para o fortalecimento da categoria.

A Diretoria do Sindicapropar acaba de negociar uma incrível Convenção Coletiva com o Sindivale!

A Diretoria do Sindicapropar acaba de negociar uma incrível Convenção Coletiva com o Sindivale!

Com um aumento de 7,5%, estamos garantindo melhorias significativas para a nossa categoria! E tem mais: o vale refeição agora é de R$27,00, a diária completa de R$54,00 e a hora extra ganhou um super acréscimo de 100%! 💪

Um sindicato forte é aquele que batalha sempre pelo melhor para todos nós! Juntos, somos invencíveis! ✊💖

Atenção, profissional da contabilidade, para esta recomendação do Ministério do Trabalho

O Ministério Público do Trabalho – Procuradoria do Trabalho da 15ª Região recomenda que os profissionais da contabilidade se abstenham de coagir, estimular, auxiliar e/ou induzir o(a) trabalhador(a) a se opor ou resistir ao desconto de contribuições sindicais, legais, normativas ou negociadas, ou de qualquer outra espécie.

 

Condutas antissindicais serão objeto de investigação ministerial e consequente Ação Civil Pública movida contra quem incentivar essas ações.

 

Veja na íntegra a Recomendação n.º 213502-2024, do MPT, sobre condutas antissindicais.

Ópera leva moradores de Congonhas a visitarem a própria história

Os banquinhos de plástico transformaram-se em poltronas para assistir à novidade. Não era um teatro, e o vento soprava na praça em que Maria Conceição Fabri, de 73 anos, trabalha todos os dias vendendo água de coco.

Diante do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, na histórica Congonhas (MG), a 80 quilômetros de Belo Horizonte, Conceição ficou encantada ao assistir a um espetáculo de ópera pela primeira vez na vida.

O espetáculo Devoção encenava, ao ar livre, na noite do último sábado (13), a saga do português Feliciano Mendes que, em pagamento a uma promessa, construiu a igreja com a venda de ouro e doações que conseguiu na cidade.

Congonhas (SP), 13.07.2024 - Maria da Conceição Fabri e Maria Cristina Assis. Ópera Devoção. Foto: Luiz Claudio Ferreira/Agência Brasil

Maria Conceição e Maria Cristina aproveitaram a praça cheia para conferir a Ópera Devoção e vender quitutes na praça – Luiz Claudio Ferreira/Agência B

Em cena, nessa pré-estreia, os artistas contracenavam com os 12 profetas esculpidos em pedra sabão por Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho, no lugar que é patrimônio cultural da humanidade. Emocionada com o espetáculo, Conceição não descuidava do seu ouro de todo dia: “oi família! Bora comprar água de coco?”.  

“A gente sabe a história daqui da igreja, e do Feliciano Mendes, mas desse jeito fica até mais bonito”, diz a comerciante, que já foi doméstica, cozinheira e se aposentou.

Ao lado dela, a aposentada Maria Cristina Assis, de 77, também ficou emocionada porque se lembrou da própria história, ao pagar promessas para ter saúde. Ouviu do tenor: “foi uma longa jornada…” e reagiu: “foi mesmo. A minha jornada, também”. “Que vozeirão o dele. Essas luzes ficam tão bem! Como ele lembra dessa música tão longa? É a nossa história”.

Coro

Maria Cristina sonhou em ser professora, mas precisou parar o curso de magistério. Precisava cuidar da família. “Tive 21 filhos, mas perdi oito. Já paguei promessa para melhorar de saúde. Casei nova, mas nunca fui feliz no casamento. Nunca tive tempo de sonhar nada”.

Ela não teve “qualquer ouro” para pagar a promessa, vive da aposentadoria por invalidez e reza todos os dias no santuário que era o cenário da ópera. “Vivo com uma filha que é mãe solteira e penso como ajudar 12 netos e seis bisnetos. Tenho vários problemas de saúde e sempre recorro ao Bom Jesus”.

Ela lembra que a mãe dela também orava por saúde. “O que nós temos para doar é a fé. A única coisa que a gente tinha era minhas roupas”.

A aposentada Maria Cristina recorre ao Bom Jesus como um dia pediu socorro o português Feliciano Mendes, nascido em 1726, tema da ópera que os congonhenses assistiram no último sábado.

Segundo a biografia publicada pelo escritor e pesquisador mineiro Domingos da Costa, o homem tinha formação de pedreiro e era filho de família humilde no povoado de Santa Maria de Gêmeos, no norte português.

Ao ter conhecimento do ouro que havia do outro lado do Atlântico, o rapaz conseguiu chegar ao Rio de Janeiro e depois em Minas Gerais. “A atividade no garimpo deixou ele gravemente enfermo. Foi quando resolveu fazer a promessa ao Bom Jesus de Matosinhos de construir a igreja”, disse o escritor à Agência Brasil.

Congonhas (SP), 13.07.2024 - Ópera Devoção. Foto: Márcia Charnizon/Divulgação

Ópera Devoção, no Santuário de Bom Jesus de Matosinhos – Márcia Charnizon/Divulgação

Primeiro ato

A obra de Domingos da Costa, Congonhas: da fé de Feliciano à genialidade de Aleijadinho, inspirou os autores da ópera, como o músico André Cardoso, que assina o libreto (texto explicativo do espetáculo). Para ele, a ópera deve ser popularizada e encenada a todos os públicos.

“Não deve haver estigmas em relação à ópera. Sempre que aberta ao povo, há encenações lotadas. Oferecer ópera à população é uma escolha que se faz. É uma honra contar a história deles para a cidade, uma história de sacrifícios em prol da devoção”.

Cardoso explica que, junto a personagens reais, a encenação também criou personagens fictícios para facilitar a dramaturgia e preencher as lacunas.

O compositor do espetáculo, João Guilherme Ripper, salienta que a ideia não era fazer um documentário sobre Feliciano, mas encenar uma ficção histórica. “Não é a devoção apenas cristã, mas a devoção mineira no seu sentido mais amplo e sincrético”. 

Inclusive, há uma variação de ritmos ao final do espetáculo com o uso de tambores. Ripper explica que seu método de composição inclui imaginar as cenas na hora em que são escritas. Assim, pensou que seria um espetáculo que seria montado ao ar livre e também no teatro.

Para o diretor musical Ronaldo Zero a música é capaz de comover em todos os lugares. “É uma história muito abrangente, que fala dessa devoção desse homem sonhador, que enfrentou dificuldades. A música é acessível e tem que estar em todos os lugares”, afirmou.

Congonhas (SP), 13.07.2024 - Ópera Devoção. Foto: Márcia Charnizon/Divulgação

Ópera Devoção encenada ao ar livre em Congonhas – Márcia Charnizon/Divulgação

O espetáculo vai ser encenado, nesta semana, em ambiente fechado no Palácio das Artes, em Belo Horizonte, de 19 a 23 de julho. Mas a entrada, nesse cenário, não será gratuita. Os ingressos custam a partir de R$ 30. No espetáculo, estão envolvidos aproximadamente 200 artistas e 400 técnicos, além de movimentar 230 figurinos e 500 adereços.

Além da ópera, para quem quer saber mais sobre a história de Feliciano Mendes e não tiver acesso ao espetáculo, pode visitar o Museu de Congonhas, que foi inaugurado há nove anos. O diretor do lugar, Sérgio Reis, entende que o maior desafio com o espaço cultural é garantir a multiplicação das informações sobre a cidade.

“Das mais velhas às mais novas, as pessoas passam a ter orgulho do lugar em que vivem e ficam interessadas em preservar e se manter na cidade”.  

Segundo Ato

O santuário tem levado as crianças da região a conhecer mais sobre a história do lugar e também sobre Aleijadinho que, no começo do  século 19, esculpiu em pedra sabão os 12 profetas que estão na frente da igreja. Feliciano Mendes havia morrido quatro décadas antes.

A história de Feliciano Mendes era pouco conhecida, inclusive entre a população de Congonhas – cerca de 52 mil habitantes. “Ele adoeceu, fez a promessa e obteve a cura. Ele fixou a cruz no alto do Morro do Maranhão, no ano de 1757”, afirma o biógrafo Domingos da Costa. 

Ele explica que a igreja demorou um século para ficar na forma como está hoje. Nem Feliciano nem Aleijadinho viram o santuário pronto. “Quando Feliciano faleceu, em 1765, faltava construir as duas torres”.

Toda essa história impressionou a maestrina do espetáculo, Ligia Amadio. “É muito diferente fazer [encenar] em ambiente fechado. Mas achei muito emocionante encenar no local em que os fatos ocorreram”.

O secretário de Cultura de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, conta que a montagem custou R$ 3 milhões e que pretende levar o espetáculo inclusive para Portugal. Por reunir música, teatro e dança, a ópera é uma das manifestações mais completas.  “A próxima que queremos fazer será sobre o sertão mineiro”.

Vozes

A dupla de protagonistas, o tenor mineiro Matheus Pompeu, que interpreta Feliciano Mendes, e a soprano portuguesa Carla Caramujo, que faz Mercês, uma esposa criada para a ficção, estavam emocionados. “Muito bom voltar para contar a nossa história”, disse o artista. “Eu fiquei tocada porque fala sobre um compatriota e seus sonhos”, disse a cantora.  

Congonhas (SP), 13.07.2024 - Lúcia dos Santos. Ópera Devoção. Foto: Luiz Claudio Ferreira/Agência Brasil

Lúcia dos Santos se emocionou com a encenação – Luiz Claudio Ferreira/Agência B

O vozeirão de ambos tocou fundo a plateia, inclusive a comerciante Lúcia dos Santos, de 66 anos, que vendia broa de milho e o cubu, uma iguaria típica da região feita com fubá. Enquanto atraía os clientes, batia palmas a cada cena completa. “Eles não vão me ouvir daqui, mas fiquei feliz”.

Os pais dela também foram para Congonhas para trabalhar nas empresas de minério. “Foi um pouco como a história do Feliciano Mendes”. Ela, que já trabalhou como cuidadora, hoje está devotada à culinárias, ou às quitandas, como prefere dizer. “Quando as pessoas conhecem nosso lugar ficam mais interessadas em cuidar e nos visitar, né? Não vou me esquecer o dia que vi uma ópera”.

Serviço

Ópera Devoção, em Belo Horizonte
Data: 19 a 23 de julho, às 20h
Local: Grande Teatro Cemig Palácio das Artes
Ingressos: R$ 60 e R$ 30 (meia) Informações aqui

*Repórter viajou a convite da Fundação Clóvis Salgado