Lula: Brasil precisa da agricultura e da indústria, não há rivalidade


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Durante a abertura da 17ª edição do Bahia Farm Show, no município de Luis Eduardo Magalhães (BA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse, nesta terça-feira (6), que o Brasil precisa tanto da agricultura quanto da indústria. “A verdade é que precisamos dos dois, uma coisa complementa a outra”, destacou. “Temos que valorizar os dois. Quando a agricultura vai bem, a indústria de máquinas vai bem.” 

“De vez em quando, se inventa uma discussão que não tem nem pé nem cabeça. As pessoas que defendem a industrialização do país dizem assim: ‘Não queremos ser exportadores de commodities, queremos exportar produtos manufaturados, porque a indústria paga um salário melhor. Só commodity não interessa’.” 

Luis Eduardo Magalhães (BA), 06.06.2023 - Presidente Lula participa da abertura da 17ª Bahia Farm Show  Foto: Ricardo Stuckert/PR

Presidente Lula na abertura da 17ª edição do Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães – Ricardo Stuckert/PR

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Outra polêmica citada pelo presidente é a rivalidade entre o pequeno proprietário e o agronegócio. “Ora, são duas coisas totalmente necessárias ao país. Não há rivalidade. Não há porque o preconceito do grande contra o pequeno ou do pequeno contra o grande. O Brasil precisa dos dois porque os dois ajudam o Brasil. Temos 4,6 milhões de propriedades nesse país com menos de 100 hectares, completou. 

“É preciso parar de construir rivalidade onde ela não existe. A gente não pode dar corda para o discurso ignorante. Por que eu poderia ser contra um produtor rural que quer terra pra trabalhar? Por que eu poderia ser contra um grande produtor que está produzindo e vendendo sua soja ou fazendo o Brasil voltar a plantar algodão?” 

Crédito

O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou a liberação de R$ 3,6 bilhões para o Plano Safra (Safrinha) e de R$ 4 bilhões em linha de financiamento em dólar para investimentos no Crédito Rural – para a construção e ampliação de armazéns, obras de irrigação, formação e recuperação de pastagens, geração e distribuição de energia de fontes renováveis e regularização ambiental da propriedade.

“A linha dolarizada parou de ser agora só para investimentos em máquinas. Ela é agora uma linha de crédito para programas. Tudo aquilo que o produtor tiver necessidade, quer seja compra de calcário, a conversão de pastagens em áreas de agricultura, todos os investimentos em máquinas, armazéns. Inclusive, a construção civil dessas obras será financiada por essa linha de crédito dolarizada”, explicou.

O ministro destacou ainda uma linha de crédito de apoio à estradas vicinais, permitem o fluxo de mercadorias e serviços na zona rural dos municípios. Em geral, essas rotas são geradas por meio do aproveitamento de trilhas e caminhos já existentes, condicionadas a um traçado geométrico carregado de fortes rampas e curvas acentuadas.

“Já conversamos com governador [da Bahia, Jerônimo ], o [ministro da Casa Civil], Rui Costa, bancada de deputados do estado da Bahia, para que nós façamos parcerias em estradas vicinais. O Ministério da Agricultura, governo do estado da Bahia, governo do presidente Lula e os produtores para substituir pontes de madeira, galerias tubulares, cascalhar as rodovias, integrar com as rodovias pavimentadas e dar mais competitividade logística”, afirmou Fávaro.

Crédito bancário aumenta 14% em 2022, puxado por pessoas físicas


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A carteira de crédito do Sistema Financeiro Nacional (SFN) encerrou 2022 com forte crescimento pelo terceiro ano consecutivo, segundo o Relatório de Economia Bancária de 2022, divulgado hoje (6) pelo Banco Central.

No primeiro semestre, o crescimento do saldo manteve-se em ritmo elevado, impulsionado pelas modalidades de custo mais alto no segmento de pessoas físicas (PFs) e pelo capital de giro no segmento de pessoas jurídicas (PJs). No segundo semestre, entretanto, o BC observou desaceleração na expansão do crédito, com o arrefecimento do crédito livre.

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O saldo total dos empréstimos e financiamentos cresceu 14% no ano, alcançando R$ 5,3 trilhões. Porém, o documento aponta que a alta da taxa Selic, atualmente em 13,75% ao ano, foi repassada para os juros cobrados nas operações de crédito contratadas no ano passado. A taxa média de juros dos novos contratos aumentou de forma mais acentuada no segmento de PFs com recursos livres. No que se refere à inadimplência, houve aumento nos atrasos do crédito livre, especialmente no segmento das famílias.

No primeiro semestre de 2022, o crescimento do crédito no segmento de pessoas físicas manteve-se em ritmo elevado, atingindo variação equivalente a 17,7% ao ano em junho, mesmo com a implementação da política monetária mais contracionista, desde o início de 2021. Já a relação entre crédito e Produto Interno Bruto (PIB) atingiu 53,8% em dezembro, um crescimento de 1,2 ponto percentual no ano.

“A expansão do crédito voltado para as PFs em 2022 ocorreu de forma heterogênea entre as regiões geográficas, com a Região Norte apresentando o maior crescimento e a Região Sudeste, o menor. O crédito para o gênero feminino apresentou crescimento levemente superior ao masculino em 2022, ao contrário dos dois anos anteriores, quando havia crescido menos. Em termos de faixa etária, os mais jovens experimentaram maior desaceleração do crédito e maior aumento da inadimplência em 2022”, diz o relatório.

Pessoas jurídicas

Em relação ao crédito para pessoas jurídicas (PJs), o ritmo de expansão no ano passado também foi heterogêneo entre as regiões do Brasil, com a Região Sudeste apresentando o menor crescimento. As empresas mais jovens foram as que tiveram as maiores taxas de crescimento do saldo crédito, o que reforça a tendência dos últimos anos. Em 2022, houve crescimento do crédito para as PJs de todos os setores de atividade econômica, com destaque para Construção e Indústrias Extrativas.

Ouro ponto destacado no relatório, é que a expansão do crédito para pessoas jurídicas em 2022 foi puxada pelas micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), cujo saldo da carteira de crédito continuou ganhando participação na carteira PJs.

Por outro lado, a taxa de inadimplência das empresas de menor porte (micro e pequenas) segue com tendência de alta, contrária à tendência das grandes empresas, que apresentaram taxas de inadimplência decrescentes nos últimos dois anos.

Com isso, a Pesquisa Trimestral de Condições de Crédito (PTC) registrou situações mais restritivas de aprovação de crédito por parte das instituições financeiras ao longo de 2022, consistente com o cenário de taxas de juros crescentes.

Dentre os fatores que contribuíram para a maior restrição ao crédito estão as condições gerais da economia doméstica no segmento de grandes empresas; nível de inadimplência no caso de MPMEs; nível de comprometimento da renda no segmento de crédito ao consumo; e custo ou disponibilidade de funding (financiamento) no caso do crédito habitacional.

Do lado da demanda, nos segmentos de crédito PJs, a necessidade de capital de giro foi apontada como o principal fator de aumento de demanda. A alteração da taxa de juros foi percebida pelas instituições financeiras como importante fator de inibição da demanda nos dois segmentos de crédito às PFs e às MPMEs.

No balanço final de 2022, o estoque de crédito às pessoas físicas registrou acréscimo de 17,7% (21% em 2021), com variações de 17,4% nas modalidades de crédito livre (destaque para o crédito consignado) e 18% no crédito direcionado (ressaltando-se tanto o crédito rural como os financiamentos imobiliários).

No segmento de pessoas jurídicas, observou-se aumento no saldo de 9% (10,6% em 2021), com variação de 10,1% no crédito livre, ressaltando-se as modalidades de capital de giro, desconto de duplicatas e recebíveis e financiamento de veículos.

O crédito direcionado avançou 6,9%, com crescimentos de 5,5% no saldo das operações do BNDES, 12% no do crédito rural e 5% na modalidade outros créditos direcionados, em que estão classificados o Programas Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) e o Programa Emergencial de Acesso ao Crédito (Peac).

Custo do Crédito

O Indicador de Custo do Crédito (ICC), média do custo de toda a carteira do sistema financeiro, registrou, em dezembro de 2022, taxa de 21,5% ao ano. O ICC dos empréstimos com recursos livres alcançou 30,7%, sendo de 19,4% para as pessoas jurídicas e de 40,4% para as pessoas físicas.

Já o ICC dos empréstimos com recursos direcionados alcançou 9%, sendo 9,4% para as pessoas jurídicas e 8,8% para as pessoas físicas. A trajetória do spread do ICC também foi ascendente, passando de 11,8 ponto percentual no final de 2020 para 13,9 ponto percentual no final de 2022.

O documento reforça que a elevação da Selic foi repassada aos juros cobrados nas operações de crédito contratadas em 2022, atingindo uma taxa média de 30,1% ao ano em dezembro, um aumento de 5,5 ponto percentual ao longo do ano. No crédito livre, a taxa média de juros de teve aumento de 7,9 ponto percentual, encerrando o ano em 41,7% ao ano.

A taxa média das modalidades com recursos livres nas contratações das pessoas físicas chegou a 55,4% a.a. em dezembro, com aumento de 10,4 p.p. no ano. Houve um aumento acima da média nos juros cobrados na modalidade cartão de crédito rotativo, que ficou em 60,3 ponto percentual.

Em dezembro, no segmento de pessoas jurídicas a taxa livre alcançou 23,1% ao ano, um aumento de 3,4 ponto percentual no ano.

Inadimplência

Em 2022, houve aumento na inadimplência do crédito concedido no âmbito do Sistema Financeiro Nacional. O índice de inadimplência nos empréstimos às famílias com recursos livres cresceu de forma mais acentuada no primeiro semestre, principalmente nas modalidades cartão de crédito rotativo e crédito pessoal não consignado. No segmento de pessoas jurídicas com recursos livres, verificou-se piora nos atrasos superiores a 90 dias no quarto trimestre, especialmente na modalidade capital de giro.

A taxa de inadimplência do crédito bancário aumentou 0,7 ponto percentual no ano, alcançando 3% em dezembro. A inadimplência da carteira de crédito às pessoas jurídicas subiu 0,4 ponto percentual, para 1,7%, com acréscimo de 0,6 ponto percentual no crédito livre e estabilidade no direcionado. Já o crédito às pessoas físicas cresceu 0,9 ponto percentual, atingindo 3,9%, com variação de 1,5 ponto percentual nas modalidades livres e também estabilidade nas direcionadas.

Dívidas de até R$ 5 mil poderão ser parceladas em 60 meses


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O governo federal publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira (6) medida provisória que lança o Programa Emergencial de Renegociação de Dívidas de Pessoas Físicas Inadimplentes, o chamado Desenrola Brasil.

Primeira das três etapas de execução do programa, a publicação da MP nº 1.176 produz efeitos jurídicos imediatos. A sua plena efetivação, no entanto, dependerá de aprovação do Congresso Nacional. A Câmara dos Deputados e o Senado têm até 120 dias para apreciar o texto e votar a admissibilidade da conversão da MP em lei.

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A expectativa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, é que a iniciativa esteja em vigor em julho, permitindo a adesão de credores e devedores e a renegociação de dívidas. “Tem uma série de providências burocráticas a serem tomadas até abertura do sistema dos credores”, disse o ministro nessa segunda-feira (5).

Segundo o Ministério da Fazenda, o objetivo da medida é combater a inadimplência no país e ajudar os brasileiros endividados a pagar suas dívidas. A mais recente pesquisa sobre o endividamento – realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (Cndl) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) -aponta que, em abril deste ano, 66,08 milhões de brasileiros tinham deixado de pagar alguma conta. Além disso, quatro em cada dez brasileiros estavam negativados, ou seja, tiveram seus nomes incluídos na lista de inadimplentes elaboradas por um dos órgãos de proteção ao crédito, como o SPC e a Serasa.

Renegociação

O texto da MP – editada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva – estabelece que o Desenrola Brasil busca “incentivar a renegociação de dívidas de natureza privada de pessoas físicas inscritas em cadastros de inadimplentes para reduzir seu endividamento e facilitar a retomada do acesso ao mercado de crédito”.

Os credores interessados em participar do programa deverão renegociar as condições de pagamento de dívidas, oferecendo descontos aos devedores e se comprometendo a excluir dos cadastros de inadimplentes os créditos de pequeno valor a que têm direito, bem como as dívidas renegociadas no âmbito do programa.

Já os interessados em saldar uma dívida poderão aderir ao programa e contratar uma nova operação de crédito com um agente financeiro previamente habilitado a participar do Desenrola Brasil.

Os agentes deverão financiar as dívidas incluídas no programa com seus próprios recursos financeiros, mas poderão cobrar tarifa pelos serviços prestados aos credores, respeitando os limites estabelecidos pelo Ministério da Fazenda.

“Vamos refinanciar para o devedor, mas o credor não vai ter que ficar esperando o pagamento. Ele vai ter a certeza do recebimento. Queremos melhorar as condições de descontos dos credores e facilitar a vida dos devedores”, afirmou o ministro Fernando Haddad, em nota.

A expectativa do governo federal é que, como quem tem dívidas poderá escolher a instituição habilitada com a qual prefere financiar seu passivo, os agentes financeiros concorram entre si, oferecendo maiores descontos e taxas de juros mais baixas.

Faixas

O programa contempla duas faixas de benefícios. A primeira beneficia pessoas que recebem até dois salários mínimos ou que estão inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico).

Nestes casos, serão renegociadas dívidas negativadas até 31 de dezembro de 2022. Além disso, os agentes financeiros habilitados poderão exigir garantia do Fundo de Garantia de Operações (FGO), a fim de financiar a quitação de dívidas bancárias e não bancárias que não ultrapassem R$ 5 mil por devedor.

Ao oferecer garantia para os novos financiamentos, o governo federal garante maiores descontos nas dívidas e taxas de juros mais baixas. Caso o devedor deixe de pagar as parcelas da dívida renegociada, o banco iniciará o processo de cobrança, e poderá fazer nova negativação.

A dívida repactuada poderá ser paga à vista ou por financiamento bancário em até 60 meses, sem entrada, com 1,99% de juros ao mês e primeira parcela após 30 dias. No caso de parcelamento, o pagamento pode ser realizado em débito em conta, boleto bancário e pix. O pagamento à vista será feito via Plataforma e o valor será repassado ao credor.

Já a Faixa II será destinada somente a pessoas físicas com dívidas com bancos que poderão oferecer a seus clientes a possibilidade de renegociação de forma direta. Essas operações não terão a garantia do FGO. Nesse caso, o governo federal oferecerá às instituições financeiras – em troca de descontos nas dívidas – um incentivo regulatório para que aumentem a oferta de crédito.

Nas duas faixas, caberá ao Banco Central fiscalizar o cumprimento dos critérios do programa Desenrola Brasil, acompanhando, avaliando e divulgando mensalmente os resultados alcançados.

Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente abre inscrições


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Com a proposta de estimular os jovens a construir conhecimentos e refletir de forma crítica e criativa sobre questões relacionadas à saúde e ao meio ambiente no Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) abriu nesta terça-feira (6) as inscrições para a 12ª Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente (Obsma). As instituições de ensino devem preencher a inscrição no site da Fiocruz

Serão três modalidades de produção para os trabalhos e cada projeto deve ser inscrito em apenas uma delas: Produção Audiovisual, Produção de Texto e Projeto de Ciências.

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A professora Juana Nunes, diretora do Departamento de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), destaca que o evento visa mobilizar os jovens e as escolas para pensar em um país sustentável, discutindo ciências básicas para um desenvolvimento sustentável.

Menina Hoje, Cientista Amanhã

Um dos destaques da Obsma fica por conta do 3º Prêmio Menina Hoje, Cientista Amanhã, que selecionará um trabalho ou projeto inscrito na olimpíada que tenha sido desenvolvido por alunas e professoras. O prêmio homenageia cientistas mulheres e suas trajetórias profissionais em cada uma das edições.

Nesta edição, a escolhida é Alda Lima Falcão. Ela atuou como entomologista por décadas. Primeiro pelo Serviço Nacional de Malária em Fortaleza, depois em Belo Horizonte. Falcão atuava em análises sobre os flebótomos, que são insetos vetores de doenças como a leishmaniose.

“A partir desta pauta, queremos mobilizar as meninas para que elas possam se engajar, participar da ciência, pois o MCTI quer mais diversidade na ciência, mais meninas e mulheres, e reinventar nosso país criando novas tecnologias”, disse Juana Nunes.

Para concorrer ao Menina Hoje, Cientista Amanhã, basta se inscrever normalmente na olimpíada e escolher a opção de participar do prêmio no formulário de inscrições. O trabalho pode atender a qualquer uma das modalidades.

Lançamento

Na abertura da cerimônia, a vice-presidente de Educação, Informação e Comunicação da Fiocruz, Cristiani Vieira Machado, representando o presidente da fundação, Mario Moreira, disse que a Obsma valoriza o trabalho coletivo. “É uma olimpíada diferente, já que não se baseia somente na lógica no mérito individual ou no brilhantismo dos estudantes, mas sim uma olimpíada que trabalha o coletivo, trabalha a escola no seu conjunto e trabalha com os professores”.

A coordenadora nacional da Obsma, Cristina Araripe, destacou que, além da competição, a olimpíada promove outras atividades com os estudantes. “Fazendo uma visita ao campus da Fiocruz, vendo como trabalhamos a temática da sustentabilidade, e sobretudo uma visita à fábrica de vacinas, é com esse espírito de abrirmos as portas para recebermos os jovens estudantes da educação básica e seus professores, que começamos essa 12ª edição”.

No evento desta segunda-feira, os estudantes tiveram a oportunidade de visitar o Complexo Tecnológico de Vacinas de Bio-Manguinhos-Fiocruz, um dos maiores centros de produção da América Latina, que garante a autossuficiência em vacinas essenciais para o calendário básico de imunização do Ministério da Saúde.

Projeto

A Olimpíada Brasileira de Saúde e Meio Ambiente é voltada para estudantes e professores da educação básica, do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e do Ensino Médio, de escolas públicas ou privadas, por meio da inscrição de trabalhos relacionados à saúde e ao meio ambiente, interligados à educação e a ciência e tecnologia. O tema dos projetos é de livre escolha dos participantes.

A Obsma acontece a cada dois anos e prevê atividades como oficinas pedagógicas para atualização de professores e programas educativos para estudantes interessados em seguir carreiras científicas.

A competição tem o apoio do CNPq, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e de instituições de ensino e pesquisa.

Outras informações pedem ser acessadas no site da Obsma.

* Estagiário sob supervisão de Akemi Nitahara

Brasil fica a uma medalha da 500ª na história do Parapan de Jovens


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O Brasil chegou, na última segunda-feira (5), a 499 medalhas na história dos Jogos Parapan-Americanos de Jovens. O evento, que reúne atletas de 12 a 20 anos com deficiência e acontece desde 2005, ocorre este ano em Bogotá (Colômbia). A busca pelo 500º pódio brasileiro prossegue nesta terça-feira (6), em quatro modalidades: tênis em cadeira de rodas, basquete em cadeira de rodas, futebol de paralisados cerebrais (PC) e goalball.

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No basquete em cadeira de rodas feminino (que é disputado com três atletas de cada lado), o Brasil encara a Argentina às 12h30 (horário de Brasília), em busca da terceira vitória na competição, após os triunfos sobre El Salvador (9 a 3) e Chile (13 a 1), na segunda-feira (5). Às 14h, elas reencontram as salvadorenhas. Pelo torneio masculino (cinco contra cinco), o compromisso desta terça será às 17h, diante dos chilenos. Na segunda, os meninos superaram os argentinos por 58 a 54, na prorrogação.

No goalball, a equipe masculina enfrenta Cuba às 13h desta terça, enquanto a feminina encara as peruanas às 14h15. As meninas buscam a reabilitação, após a derrota por 11 a 8 para as argentinas, na segunda. No mesmo dia, os rapazes fizeram 10 a 0 em Porto Rico.

Já no tênis em cadeira de rodas, Lorenzo Godoy encara o uruguaio Alfonso Llovet, às 13h, pelas quartas de final. Depois, às 15h, Luiz Calixto e Vitória Miranda estreiam nas duplas mistas, contra os peruanos Walter Peralta e María Fernanda Santivañez. Mais cedo nesta terça, Calixto enfrentou o venezuelano Ronald Diaz, valendo lugar nas semifinais da chave masculina individual.

A seleção de futebol PC abriu os trabalhos desta terça duelando com a Colômbia, em partida que começou às 11h. A equipe verde e amarela estreou na segunda-feira, empatando por 2 a 2 com a Argentina, buscando a igualdade no último lance do jogo. Cesinha marcou os dois gols brasileiros.

seleção brasileira - basquete em cadeira de rodas - Parapan de Jovens 2023 - 05.06.23 - Brasil x Argentina

Pelo torneio masculino de basquete em cadeira de rodas (cinco contra cinco), o Brasil entra em quadra às 17h desta terça (6) contra o Chile – Wander Roberto/CPB/Direitos Reservados

Quadro de medalhas

O Brasil lidera a tabela de medalhas com 11 ouros, três pratas e três bronzes, totalizando 17. Cinco delas vieram na segunda-feira, todas no tênis de mesa. Nas duplas femininas da classe WD14-20 (a soma da classe das atletas tem de ficar entre 14 e 20), Sophia Kelmer e Lethícia Lacerda (ambas da classe oito) garantiram o topo do pódio ao derrotarem a também brasileira Karina Moura (classe sete) e a chilena Joseline Yevenes por 3 sets a 1 (11/6, 8/11, 11/4 e 11/9).

Outro ouro veio nas duplas mistas XD4-10 (a soma das categorias deve estar entre quatro e dez), para cadeirantes, com Lucas Arabian (classe cinco) e Nicole Santos (classe três). Eles superaram o brasileiro Carlos Eduardo Morares e salvadorenha Josselyn Miranda por 3 a 0 (11/6, 11/4 e 11/5).

Nas duplas masculinas MD 14-18, Gabriel Antunes (classe dez) e Jean Mashki (classe oito) levaram a láurea dourada ao baterem os colombianos Santiago Ramirez e Miguel Castro na final, por 3 a 2 (11/6, 8/11, 9/11, 11/6 e 11/6). Mashki ainda foi bronze na classe XD14-17 das duplas mistas, com Lethícia Lacerda, enquanto Gabriel e Sophia Kelmer ficaram com a prata na XD20.

Vale lembrar que a delegação brasileira não está presente nas disputas de atletismo e natação, as que mais movimentam o quadro. O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) tomou a decisão pela organização do Parapan não ter garantido a classificação funcional (processo que define a classe em que o atleta com deficiência compete) a todos os competidores de ambos os esportes.

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