Governador do Rio de Janeiro cobra acordo sobre Santos Dumont

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, cobrou nesta terça-feira (8) o cumprimento do acordo sobre o remanejamento de voos do Aeroporto Santos Dumont para o Galeão. Após reunião com o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, Castro disse que as negociações estão avançando mais lentamente que o esperado.

“As negociações estão acontecendo, mas acho bem difícil”, disse Castro, ao ser perguntado sobre a possibilidade de o acordo ser anunciado na sexta-feira (11), durante a visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Rio de Janeiro para lançar a nova versão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).

Segundo Castro, as conversas transcorrem “dentro do prazo”, mas disse confiar no compromisso assumido por Lula de assinar uma portaria restringindo o funcionamento do Santos Dumont às pontes aéreas Rio–São Paulo e Rio–Brasília.

“A palavra foi do presidente Lula, e espero que os ministros dele façam a palavra dele ser cumprida, assim como eu faço com os meus secretários fizeram com que minha palavra seja cumprida”, acrescentou o governador ao deixar o Ministério da Fazenda.

Tanto a prefeitura do Rio como o governo estadual querem o remanejamento de voos do Santos Dumont para o Galeão, que enfrenta queda de movimento por causa da distância em relação ao centro da cidade. O Ministério de Portos e Aeroportos, no entanto, quer fazer a mudança por meio de projeto de lei em regime de urgência no Congresso, sob o argumento de dar tempo para as companhias aéreas se adaptarem e de evitar prejuízos a quem comprou passagens.

Imbróglio

Na semana passada, o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu a possibilidade para que empresas e consórcios privados que estejam devolvendo concessões públicas renegociem termos e retomem os contratos. A concessionária Changi, que administra o Galeão desde 2014, aguarda uma definição sobre o remanejamento de rotas do Santos Dumont para decidir se continua a administrar o terminal ou se desiste da concessão.

Atualmente, a concessionária Changi, precisa pagar R$ 1,3 bilhão por ano à União para manter a concessão do Galeão. No entanto, por causa da baixa movimentação no terminal, pede a redução do valor à metade para manter-se como administradora do aeroporto.

No ano passado, a Changi anunciou a desistência da concessão, com o governo autorizando uma nova relicitação, mas a concessionária voltou atrás e passou a negociar uma alternativa com o Ministério de Portos e Aeroportos após a mudança de governo.

TSE multa Bolsonaro por propaganda irregular nas eleições de 2022

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, nesta terça-feira (8), multar o ex-presidente Jair Bolsonaro em R$ 20 mil por campanha eleitoral irregular nas eleições do 2022.

Por maioria de votos, os ministros entenderam que a campanha de Bolsonaro voltou utilizar no pleito do ano passado conteúdo antigo de fake news sobre o “kit gay”.

Nas eleições anteriores, o tribunal entendeu como desinformação as postagens que citaram uma inexistente distribuição dos kits durante o governo de Dilma Rousseff.

O julgamento foi motivado por uma ação protocolada pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pediu a retirada do conteúdo sobre do kit da página “Lulaflix”, criada pela coligação de Bolsonaro durante a campanha.

Durante o julgamento, a defesa da coligação de Bolsonaro defendeu o arquivamento da ação diante do fim do pleito e citou que a campanha de Lula também criou um site chamado “Bolsoflix”.

Libertadores: Flu supera Argentinos Juniors em jogo tenso e avança


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O Fluminense mostrou sangue-frio para derrotar o Argentinos Juniors (Argentina) por 2 a 0 em um jogo muito tenso, na noite desta terça-feira (8) no estádio do Maracanã, para garantir a classificação para as quartas de final da Copa Libertadores. Na próxima fase da competição, o Tricolor das Laranjeiras enfrenta quem se classificar entre Flamengo e Olimpia (Paraguai).

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A equipe comandada pelo técnico Fernando Diniz chegou ao confronto desta terça com a vantagem de decidir em casa após empatar em 1 a 1 em partida disputada na última semana no estádio Diego Armando Maradona, em Buenos Aires. Porém, desde o apito inicial o Argentinos Juniors mostrou que seria um adversário complicado de ser batido, se fechando bem na defesa e buscando oportunidades de contra-atacar. Já o Fluminense até criava oportunidades, mas falhava nas finalizações.

Com isso, o placar permaneceu inalterado até a segunda etapa, quando, já aos 40 minutos, a bola sobrou para Samuel Xavier, que soltou uma bomba no ângulo do gol defendido por Acosta para abrir o marcador. Passando a precisar da vitória, a equipe argentina partiu para o ataque, e o Fluminense aproveitou os espaços para ampliar já nos acréscimos. Aos 51, Daniel lançou John Kennedy. O atacante avançou em velocidade, driblou Villalba e bateu na saída do goleiro para dar números finais ao placar.

Inter elimina River Plate

Outro brasileiro a se garantir nas quartas de final foi o Internacional. Em partida disputada no Beira-Rio, em Porto Alegre, o Colorado bateu o River Plate (Argentina) por 2 a 1 no tempo regulamentar para forçar a disputa de pênaltis, na qual saiu vencedor por 9 a 8.

Precisando vencer após perder de 2 a 1 no confronto de ida das oitavas de final, disputado em Buenos Aires, a equipe gaúcha se lançou ao ataque desde o primeiro minuto de bola rolando. E as melhores oportunidades na primeira etapa foram criadas pelo equatoriano Enner Valencia, que parou no goleiro Armani.

No segundo tempo o Colorado chegou a abrir uma vantagem de 2 a 0, graças a gols de Mercado e Alan Patrick. Porém, Rojas descontou aos 44 e forçou a disputa de pênaltis, na qual o Internacional foi mais eficiente para vencer por 9 a 8.

Derrota nos pênaltis

Quem também decidiu a sua vida nas penalidades máximas foi o Athletico-PR, que, na Arena da Baixada, em Curitiba, bateu o Bolívar (Bolívia) por 2 a 0 para forçar a disputa de pênaltis, após perder por 3 a 1 no confronto de ida disputado na altitude de La Paz.

Nos 90 minutos o Furacão começou a construir sua vitória sobre o Bolívar aos 30 minutos do primeiro tempo com Fernandinho, em cobrança de pênalti. O time brasileiro continuou pressionando e chegou ao segundo aos 21 da etapa final com Vitor Roque.

Como a vitória de 2 a 0 do Athletico-PR perdurou até o final dos 90 minutos a vaga teve que ser decidida nas penalidades máximas, nas quais o zagueiro Thiago Heleno falhou e permitiu que o Bolívar vencesse por 5 a 4.

Corinthians pega Old Boys para definir situação na Copa Sul-Americana


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O Corinthians define sua situação na Copa Sul-Americana na partida de volta das oitavas de final contra o Newell’s Old Boys (Argentina), que será disputada a partir das 21h30 (horário de Brasília) desta terça-feira (8) no estádio Coloso del Parque, em Rosário. A Rádio Nacional transmite o confronto decisivo ao vivo.

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Após triunfar na ida por 2 a 1, o Timão garante a vaga nas quartas de final mesmo com um empate. Em caso de vitória dos argentinos por um gol de diferença o classificado será definido nas penalidades máximas. Já o Newell’s Old Boys avança nos 90 minutos caso triunfe com dois ou mais gols de diferença.

O técnico Vanderlei Luxemburgo terá que fazer ao menos uma mudança na equipe titular do Corinthians. Como o meio-campista Renato Augusto será poupado na partida contra os argentinos, o comandante do Timão terá que encontrar outro jogador para assumir o posto de principal articulador de jogadas da equipe do Parque São Jorge.

Uma possível equipe titular do Corinthians para enfrentar o Newell’s Old Boys na partida decisiva é: Cássio; Bruno Méndez, Gil, Murillo e Matheus Bidu; Maycon, Fausto Vera e Matheus Araújo; Adson, Guilherme Biro e Yuri Alberto.

Transmissão da Rádio Nacional

A Rádio Nacional transmite Newell”s Old Boys e Corinthians com a narração de André Luiz Mendes, comentários de Waldir Luiz e reportagem de Bruno Mendes. Você acompanha o Show de Bola Nacional aqui:

Entenda o que é e como funcionará o real digital


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A versão virtual do real deu, nesta segunda-feira (7), mais um passo rumo à implementação. O Banco Central (BC) anunciou que a moeda digital brasileira se chamará Drex.

Com a plataforma em fase de testes desde março e as primeiras operações simuladas previstas para setembro, o real digital pretende ampliar as possibilidades de negócios e estimular a inclusão financeira. Tudo num ambiente seguro e com mínimas chances de fraudes.

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A ideia, segundo o BC, é que o Drex seja usado no atacado para serviços financeiros, funcionando como um Pix – sistema de transferências instantâneas em funcionamento desde 2020 – para grandes quantias e com diferentes finalidades. O consumidor terá de converter reais em Drex para enviar dinheiro e fazer o contrário para receber dinheiro.

Confira como vai funcionar a nova moeda digital oficial do país:

O que é o Drex?

Também chamado de real digital, o Drex funcionará como uma versão eletrônica do papel-moeda, que utiliza a tecnologia blockchain, a mesma das criptomoedas. Classificada na categoria Central Bank Digital Currency (CBDC, Moeda Digital de Banco Central, na sigla em inglês), a ferramenta terá o valor garantido pela autoridade monetária. Cada R$ 1 equivalerá a 1 Drex.

Considerado à prova de hackers, o blockchain é definido como uma espécie de banco de dados ou de livro-razão com dados inseridos e transmitidos com segurança, rapidez e transparência. Sem um órgão central de controle, essa tecnologia funciona como uma espécie de corrente de blocos criptografados, com cada elo fechado depois de determinado tempo. Nenhuma informação pode ser retirada ou mudada porque todos os blocos estão conectados entre si por senhas criptografadas.

Qual a diferença em relação às demais criptomoedas?

As criptomoedas obedecem à lei da demanda e da oferta, com o valor flutuando diariamente, como uma ação de uma empresa. Sem garantia de bancos centrais e de governos, a cotação das criptomoedas oscila bastante, podendo provocar perdas expressivas de valor de um dia para outro.

Atrelado às moedas oficiais, o CBDC oscila conforme a taxa diária de câmbio, determinada pelos fundamentos e pelas políticas econômicas de cada país. A taxa de câmbio, no entanto, só representa diferença para operações entre países diferentes. Para transações internas, o Drex valerá o mesmo que o papel-moeda.

Outra diferença em relação às criptomoedas está no sistema de produção. Enquanto moedas virtuais como Bitcoin, Ethereum e outras podem ser “mineradas” num computador que resolve algoritmos e consome muita energia, o Drex será produzido pelo Banco Central, com paridade em relação ao real.

Qual a diferença do Drex para o Pix?

Embora possa ser considerado primo do Pix, por permitir pagamentos instantâneos entre instituições financeiras diferentes, o Drex funcionará de maneira distinta. No Pix, a transferência ocorre em reais e obedece a limites de segurança impostos pelo BC e pelas instituições financeiras. No Drex, a transferência utilizará a tecnologia blockchain, a mesma das criptomoedas. Isso permitirá transações com valores maiores.

Que serviços poderão ser executados com o Drex?

Serviços financeiros em geral, como transferências, pagamentos e até compra de títulos públicos. Os consórcios habilitados pelo Banco Central poderão desenvolver mais possibilidades, como o pagamento instantâneo de parcelas da casa própria, de veículos e até de benefícios sociais, conforme anunciado pelo consórcio formado pela Caixa Econômica Federal, a Microsoft do Brasil e a bandeira de cartões de crédito Elo.

O Drex permitirá o uso de contratos inteligentes. No caso da venda de um veículo, não haveria a discussão se caberia ao comprador depositar antes de pegar o bem ou se o vendedor teria de transferir os documentos antes de receber o dinheiro. Todo o processo passará a ser feito instantaneamente, por meio de um contrato automatizado, reduzindo o custo com burocracias, intermediários e acelerando as operações.

Como se dará o acesso ao Drex?

Prevista para chegar ao consumidor no fim de 2024 ou início de 2025, o Drex só funcionará como uma moeda de atacado, trocada entre instituições financeiras. O cliente fará operações com a moeda digital, mas não terá acesso direto a ela, operando por meio de carteiras virtuais.

O processo ocorrerá da seguinte forma. Primeiramente, o cliente (pessoa física ou empresa) deverá depositar em reais a quantia desejada numa carteira virtual, que converterá a moeda física em Drex, na taxa de R$ 1 para 1 Drex. Essas carteiras serão operadas por bancos, fintechs, cooperativas, corretoras e demais instituições financeiras, sob a supervisão do BC. Novos tipos de empresas com carteira virtual poderão ser criados, conforme a evolução da tecnologia.

Após a tokenização (conversão de ativo real em ativo digital), o cliente poderá transferir a moeda digital, por meio da tecnologia blockchain. Caberá ao receptor converter os Drex em reais e fazer a retirada.

A tokenização pode ser definida como a representação digital de um bem ou de um produto financeiro, que facilita as negociações em ambientes virtuais. Por meio de uma série de códigos com requisitos, regras e processos de identificação, os ativos (ou frações deles) podem ser comprados e vendidos em ambientes virtuais.

Testes

Em março, o BC escolheu a plataforma Hyperledger Besu para fazer os testes com ativos de diversos tipos e naturezas. Essa plataforma tem baixos custos de licença e de royalties de tecnologia porque opera com código aberto (open source).

Em junho, o BC escolheu 16 consórcios para participar do projeto piloto. Eles construirão os sistemas a serem acoplados ao Hyperledger Besu e desenvolverão os produtos financeiros e as soluções tecnológicas. A lista completa de entidades selecionadas pelo Comitê Executivo de Gestão está no site do BC.

Previstos para começarem em setembro, os testes com os consórcios ocorrerão com operações simuladas e testarão a segurança e a agilidade entre o real digital e os depósitos tokenizados das instituições financeiras. A testagem será feita em etapas até pelo menos fevereiro do próximo ano, quando ocorrerem operações simuladas com títulos do Tesouro Nacional.

Ativos

Os ativos a serem testados no projeto piloto serão os seguintes:

•    depósitos de contas de reservas bancárias;

•    depósitos de contas de liquidação;

•    depósitos da conta única do Tesouro Nacional;

•    depósitos bancários à vista;

•    contas de pagamento de instituições de pagamento;

•    títulos públicos federais.

Rio: mostra sobre carnaval abre ciclo cultural no Palácio Tiradentes


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A exposição O Carnaval que Ninguém Vê: O Encanto da Arte Fotográfica na Marquês de Sapucaí, de Riccardo Giovanni, abre nesta terça-feira (8), às 10h, a agenda de mostras temporárias do Palácio Tiradentes, sede histórica da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O espaço foi reaberto ao público em abril deste ano para visitas guiadas.

“E, agora, a gente reabre com exposições culturais. O objetivo é inserir o Palácio Tiradentes no roteiro cultural do centro histórico do Rio de Janeiro”, disse à Agência Brasil a diretora de Cultura da Alerj, Fernanda Figueiredo.

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Para a reabertura, a escolha recaiu no tema do carnaval, um dos mais representativos da cultura carioca. “É uma mostra linda, do fotógrafo Riccardo Giovanni, em parceria com a Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Secec). A gente está muito feliz em abrir as portas para mostrar o olhar das expressões e sentimentos do carnaval e, além disso, aproximar a população mais ainda da cultura, de forma gratuita e com qualidade”, disse Fernanda.

Montada no terceiro andar do Palácio Tiradentes, a exposição tem entrada gratuita e poderá ser vista até o dia 31 deste mês, de 10h às 17h, de segunda a sexta-feira. A mostra reúne 24 obras que trazem um diferencial para o público. Cada foto tem um QRCode no qual a pessoa pode colocar o celular e ouvir o samba que tocava no momento em que a foto foi tirada. “É uma experiência que permitirá ao visitante sentir a cultura e o carnaval”, disse a diretora de Cultura da Alerj.

Impressa em tecido, a exposição é uma promoção da agência de gestão cultural Pronto RJ e tem curadoria de Fabiana Amorim. Desenvolvida ao longo de oito anos por Riccardo Giovanni, a mostra é fruto de uma técnica de interpretação monocromática, em que o artista explora os conceitos do hiper-realismo, tridimensionalidade e textura. Nos painéis de grande porte, são destacados sorrisos de euforia, lágrimas, além de detalhes da maquiagem e do figurino, de modo a valorizar quem faz a magia do carnaval.

Fotógrafo

Rio de Janeiro (RJ) - Mostra de carnaval no Palácio Tiradentes.
Foto: Arquivo pessoal/Divulgação

Riccardo Giovanni, ao lado de uma de suas obras – Arquivo pessoal/Divulgação

Membro do Conselho Empresarial de Assuntos Culturais da Associação Comercial do Rio de Janeiro, o fotógrafo Riccardo Giovanni desenvolveu uma técnica para “capturar” os desfiles na Sapucaí sob uma perspectiva artística. É criador do site I Love Rio, dedicado à vida e à cultura da capital fluminense, e publicou o livro em inglês Think Rio, que traz mais de 400 páginas sobre aspectos culturais da cidade e do estado.

Pelos trabalhos executados ao longo dos anos, o artista foi reconhecido com a Medalha Tiradentes.

A exposição que começa hoje no Palácio Tiradentes já esteve em cartaz no Museu de Arte Moderna do Rio, na Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa, no Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) e nas cidades de Angra dos Reis e Volta Redonda.