Tuna Luso vence Humaitá e fica perto da classificação na Série D


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A partida entre a Tuna Luso, do Pará, e o Humaitá, do Acre, marcou, neste sábado (1º), o início das transmissões da Série D do Campeonato Brasileiro de Futebol pela TV Brasil em 2023. Os paraenses venceram por 2 a 0, no Estádio Francisco Vasques, o Sousa, em Belém, pela 11ª rodada da competição, equivalente à quarta divisão do futebol nacional.

A vitória levou a Tuna aos 22 pontos, praticamente encaminhando a classificação à etapa eliminatória da Série D. A Águia Guerreira – como é conhecida a equipe de Belém – iniciou o fim de semana na vice-liderança do Grupo A.

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No momento, são nove pontos de diferença para o Princesa do Solimões, do Amazonas, time quinto colocado e que está jogando nesta tarde contra o São Raimundo, de Roraima, no Canarinho, em Boa Vista.

O Humaitá – também chamado de Tourão de Porto Acre – permanece com 14 pontos, na quarta posição, mas deve ser ultrapassado por Princesa (13 pontos) ou São Raimundo (11 pontos). Os quatro primeiros da chave avançam para o mata-mata. Restam três rodadas para o fim da fase de grupos.

As equipes voltam a campo no próximo fim de semana. No sábado (8), às 18h, o Humaitá recebe o Águia de Marabá, do Pará, no Florestão, em Rio Branco. No domingo (9), às 15h, a Tuna encara o São Francisco, do Acre, novamente no Souza.

A Série D na TV Brasil, por sua vez, continua neste domingo (2), com o duelo gaúcho entre Brasil de Pelotas e Caxias, às 15h, no Estádio Bento Freitas, em Pelotas (RS). A partida vale pelo Grupo H da competição.

Superioridade paraense

Com o elenco todo à disposição, o técnico da Tuna, Júlio César Nunes, repetiu a formação que venceu o Águia de Marabá por 3 a 1 na rodada passada, no Estádio Zinho de Oliveira, em Marabá. No Humaitá, foram quatro mudanças em relação ao time derrotado pelo São Francisco por 1 a 0, no Florestão. Houve, ainda, troca na comissão, com o preparador de goleiros Dorielson Mendes comandando a equipe e Maurício Carneiro – que estava como treinador – reassumindo a preparação física.

O primeiro tempo foi totalmente dominado pela Tuna. Pressionando o Humaitá no campo defensivo, o time da casa assustou logo no primeiro minuto, com Emerson Nike. O atacante desviou de cabeça um cruzamento pela esquerda do lateral Cássio, acertando a trave. Na sequência, o atacante Pedrinho arriscou o chute de fora da área e obrigou o goleiro Tião a se esticar todo para mandar a bola para fora.

Aos 13 minutos, o meia Lukinha teve a chance em cobrança de falta na entrada da área, mas a batida saiu mascada e parou em Tião, que defendeu em dois tempos. A pressão dos anfitriões, enfim, deu resultado aos 25. Pedrinho bateu escanteio pela direita e o atacante Paulo Rangel, de cabeça, mandou para as redes.

O segundo gol não demorou a sair. Aos 34 minutos, Pedrinho avançou pela esquerda e cruzou rasteiro. Paulo Rangel deixou a bola passar e Emerson Nike finalizou no canto, ampliando a vantagem paraense. Aos 43, após a troca de passes na entrada da área, Lukinha chutou de bico, rente à trave esquerda. Nos acréscimos, Tião ainda salvou uma batida perigosa de Paulo Rangel, quase na pequena área, pela direita, desviando para a trave.

O cenário não se alterou na volta do intervalo, com a Tuna tomando conta do campo do Humaitá. Aos 13 minutos, o atacante Miliano dominou na área, pela direita, e cruzou na cabeça de Paulo Rangel, que escorou de cabeça no canto de Tião. O gol, porém, foi anulado, por impedimento do jogador da Águia Guerreira.

As alterações, algumas motivadas por lesão, diminuíram sensivelmente a intensidade da partida no segundo tempo. Confortável com a vitória, a Tuna passou a marcar a partir do meio de campo, poupando fôlego e saindo com perigo nos contra-ataques. O Humaitá, apesar de ter mais a bola que nos 45 minutos iniciais, pouco assustou a meta dos anfitriões, que chegaram ao décimo jogo sem derrotas na Série D.

Regulamento

A Série D reúne 64 times, sendo os quatro rebaixados da Série C do ano passado (Brasil de Pelotas, Atlético-CE, Ferroviário-CE e Campinense-PB) e 60 que se classificaram de acordo com vagas distribuídas via torneios estaduais de 2022.

Na primeira fase, os clubes estão divididos em oito grupos com oito equipes em cada, que duelam entre si duas vezes, totalizando 14 partidas. As chaves são regionalizadas.

As etapas seguintes são eliminatórias, com jogos de ida e volta. Os quatro semifinalistas garantem acesso à terceira divisão nacional de 2024.

Afegãos transferidos para Praia Grande somam 128


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O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) já transferiu 128 dos 150 afegãos que se abrigavam no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, para a Colônia de Férias do Sindicato dos Químicos, em Praia Grande.

O transporte do grupo teve início na noite dessa sexta-feira (30) e está sendo concluído à medida que vão sendo cadastrados pelo Alto-Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur). Entre os transferidos, 35 são crianças e 16 são adolescentes com idades entre 12 e 17 anos.

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Os afegãos estão sendo acomodados e também recebendo alimentação e atendimento médico, se necessário, além de vacinação, informou o ministério à Agência Brasil. O prédio da Colônia de Férias possui 50 apartamentos equipados com cozinha, fogão, geladeira, microondas, beliches, ventilador, banheiro e televisão. Nas áreas comuns, há jardim, piscina, uma grande área de convivência e espaço para tratamento de saúde e refeições.

A retirada dos afegãos do aeroporto ocorre após denúncias de contaminação dos imigrantes por sarna,  um dos fatores que demonstram a precariedade a que estavam sujeitos. A doença, altamente infecciosa, se prolifera rapidamente em locais de má higiene, e foi detectada no dia 21 de junho. 

Além do Acnur, integram a parceria que permitiu a transferência dos afegãos o governo de São Paulo, a prefeitura de Guarulhos, a prefeitura de Praia Grande, a Organização Internacional para as Migrações (OIM) e a Cáritas Arquidiocesana de São Paulo, entre outras entidades da sociedade civil que atuam na causa.

Segundo o relatório mais atual do Acnur, 6.194 afegãos chegaram ao Brasil no período de janeiro de 2022 a abril de 2023. Somente em junho de 2023, 356 afegãos tinham solicitação ativa de refúgio e, até abril deste ano, 733 já possuíam o status de refugiados reconhecido pelo governo brasileiro.

O Posto Avançado de Atendimento Humanizado ao Imigrante (Paahm) – instalado no Aeroporto Internacional de Guarulhos – atendeu a 3.545 afegãos, entre janeiro de 2022 e maio de 2023. No momento classificado pelo Acnur como o mais crítico – entre novembro de 2022 e maio de 2023 – houve 2.106 atendimentos.

Contexto do país

A população do Afeganistão lida, há décadas, com conflitos e adversidades como a seca e baixas temperaturas no inverno, uma conjuntura que lança parte dela à miséria.

As dificuldades multiplicaram-se em 2021, quando o Talibã voltou a controlar o país, com a retirada das tropas dos Estados Unidos. A retomada do poder pelo grupo fundamentalista islâmico, que já teve o domínio entre 1996 e 2001, agravou as vulnerabilidades sociais, fazendo crescer o deslocamento forçado de parcela significativa dos afegãos.

Segundo o Acnur, cerca de 3,5 milhões de pessoas estão deslocadas devido ao conflito. Entre 2,6 milhões de pessoas refugiadas do Afeganistão, 2,2 milhões estão registradas somente no Irã e Paquistão.

Desde 2 de dezembro de 2020, o Brasil reconhece a vulnerabilidade dos afegãos e facilita o processo de reconhecimento de sua condição de refugiados, caso recorram a ajuda no país.

Justiça itinerante realiza 59 requalificações de civis em Cabo Frio


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A edição especial da Justiça Itinerante voltada para o público LGBTQIA+ realizou 59 requalificações civis em Cabo Frio (RJ). Essas pessoas receberam os novos registros com o nome e o gênero escolhidos. O balanço foi divulgado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (PJERJ).

Esta foi a 8º edição do evento de Requalificação Civil voltado para atendimento jurídico de lésbicas, gays, bissexuais, transexuais, queer, intersexuais, assexuais e outros e aconteceu no Fórum do município. Os atendimentos ocorreram na última sexta-feira (30). 

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As pessoas atendidas foram identificadas pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Cabo Frio. E, a partir da identificação das suas demandas, elas foram encaminhadas para a Defensoria Pública, que direcionou os pedidos para a Justiça Itinerante.  

Segundo o PJERJ, desde maio de 2018, quando o atendimento específico ao público LGBTQIA+ foi iniciado no posto da Justiça Itinerante Maré/Fiocruz foram distribuídas 3.228 ações de redesignação do estado sexual. 

A Justiça Itinerante é um programa que leva juízes e membros do Ministério Público e Defensoria Pública ao encontro de cidadãos que estão em locais de vulnerabilidade social e de difícil acesso a serviços públicos. 

Alíquota de importação para compra do exterior é prejudicial ao varejo

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participou de uma reunião com representantes do Instituto para o Desenvolvimento do Varejo (IDV), hoje (1°), em São Paulo. A pauta foi a cross border, categoria de vendas viabilizada por meio de plataformas digitais, e o gancho para o pedido de reunião, por parte do instituto, foi a Portaria nº 612, editada pela pasta nesta sexta-feira (30), que reduz a zero a alíquota de importação para compras do exterior de até US$ 50.

Conforme explicou o presidente do IDV, Jorge Gonçalves Filho, a entidade acompanha o assunto mais de perto há três anos e sente a necessidade de se afinar a tributação nessa esfera, algo justificado, sobretudo, com o aumento da demanda durante a pandemia de covid-19.

“O que nós viemos falar, nesse momento, é que essa redução que foi feita na portaria publicada nesta semana é muito prejudicial para o varejo, para a indústria e poderá levar a um forte desemprego, ao fechamento de lojas, algo que não é visível de imediato, mas, da forma que está, pode levar a essa consequências muito ruins para o país, que precisa gerar emprego. Inclusive, a redução de tributos, de que o país está precisando tanto”, afirmou Gonçalves Filho.

“Nós viemos mostrar ao ministro que precisamos, em um curtíssimo prazo, que não queremos impostos, aumento de tributos, nós queremos isonomia, que o nosso varejo, que quem trabalha aqui, quem vende, a indústria tenham as mesmas condições de quem traz produto de fora. Nós temos toda a folha de pagamento, os tributos estaduais, federais, financeiros, que devem estar contemplados nessa alíquota. Foi estabelecido já uma alíquota estadual e precisamos trabalhar, essa foi a proposta com o ministro, a curtíssimo prazo, se possível, ainda antes de agosto, uma alíquota que dê isonomia na competição”, explicou.

A avaliação dos representantes do instituto é de que o encontro foi positivo e de que houve sinalização “de compreensão” por parte do governo.

O conselheiro do IDV Sergio Zimerman reiterou a fala do presidente da organização, ressaltando o argumento que se persegue é a “isonomia de tratamento”. “O que a gente defende é a igualdade de tratamento. Se puder ser imposto baixo para todo mundo, maravilhoso, mas não faz sentido o imposto para quem gera empregos no Brasil ser mais alto do que quem vende fora do Brasil”, disse.

O ministro Haddad partiu após a reunião, sem falar com a imprensa.

Filme Sonhos exilados traz histórias de imigrantes africanos em SP

Da África para o Brasil, mulheres e homens imigrantes vieram com sonhos e expectativas, mas se depararam com desilusões e xenofobia. São histórias que podem ser vistas no curta do angolano Paulo Chavonga, que traz a narrativa de vendedores imigrantes africanos nas ruas de São Paulo.

Paulo conta que a ideia surgiu quando chegou no Brasil e viu muitos imigrantes parecidos com ele, mas ao mesmo tempo muito diferentes. “Mas, o Brasil colocava a gente no mesmo grupo. O fato da gente vir aqui com sonhos nos fez pensar que chegaríamos no Brasil como um país irmão, porque muitos deles se sentiram muito atraídos, por exemplo, pelo futebol e pelo fato da seleção brasileira ter muitos jogadores negros, então passava uma imagem de país muito acolhedor. Mas, ao chegar aqui a gente se depara com uma série de questões que nos excluem: tem a xenofobia e o racismo, que a gente não sabe muito lidar”, conta Chavonga.

São Paulo (SP) - O curta “Sonhos exilados” traz histórias de imigrantes africanos nas ruas de São Paulo, do angolano Paulo Chavonga, aborda, sob olhar humanista cotidiano dos africanos no Brasil.
Foto: Gabryel Sampaio/Sonhos exilados

Paulo Chavonga aborda cotidiano dos africanos no Brasil – Gabryel Sampaio

Artista nascido em Benguela (Angola), Paulo atualmente vive em São Paulo. Ele conta que em sua terra natal, o sofrimento é pela desigualdade social, não por racismo. “Viemos de um país em que a gente no máximo sofria desigualdade social, mas nunca por falta de referências, por falta de oportunidade e não essa desigualdade por conta da raça. Trouxe as histórias dessas pessoas que são muito silenciadas”.

O cineasta mostra que o racismo no país leva muitos imigrantes africanos à migração reversa, ou seja, quando os imigrantes saem do Brasil para outros países ou mesmo para retornarem à sua terra natal.

“No filme eles contam os sonhos que tinham antes de vir para o Brasil e o sonhos que eles têm já aqui,  inclusive mostro também uma migração reversa, dessas pessoas que vieram para o Brasil para poder procurar melhores condições de vida, mas por conta desses estigmas, dessa violência, eles fazem o caminho de volta ou vão para outros países”, explicou.

Além dos dissabores, o filme aborda também a alegria ao viver no país e a atração dos africanos pelo Brasil. “É de fato um povo muito alegre, a cultura é muito diversa e a gente se encanta com o jeito de ser do Brasil, com essa mistura, essa alegria. Como falei do futebol, essa diversidade racial na seleção brasileira, isso nos atrai de alguma forma. E o fato também do Brasil nos oferecer um misto de experiências, isso amplia nosso campo de visão sobre o mundo quando a gente chega aqui”. 

O cineasta pretende, com o filme, abrir o diálogo entre os imigrantes africanos e os brasileiros. “O filme abre porta para o diálogo e também pretende questionar o imaginário brasileiro sobre o imigrante africano e negro, porque o Brasil tem essa máscara de um país super acolhedor, mas tem questões que nos silenciam e vão consumindo a gente por dentro. Meu objetivo com o filme é abrir um diálogo e também questionar as pessoas, o imaginário brasileiro, o continente africano e negro aqui no Brasil”. 

O curta foi lançado na última terça-feira (27), no Cine Olido, em São Paulo e já pode ser assistido no Canal Conexão Angola Brasil, do Youtube. A produção integra a exposição “Onde o arco íris se esconde”, que começa em 8 de julho, no Museu da Imigração, em São Paulo e será exibido também no local.

Exposição

Além de cineasta, Paulo Chavonga, é poeta e artista plástico. Na exposição individual do artista,  organizado pelo coletivo conexão Angola Brasil através do projeto “Histórias que pintam África Pelas Ruas de São Paulo”, mostra suas obras.

São Paulo (SP) - O curta “Sonhos exilados” traz histórias de imigrantes africanos nas ruas de São Paulo, do angolano Paulo Chavonga, aborda, sob olhar humanista cotidiano dos africanos no Brasil.
Foto: Sonhos exilados/Divulgação

Exposição de Paulo Chavonga Onde o arco íris se esconde – Gabryel Sampaio

Na exposição Onde o arco íris se esconde, Chavonga faz conexões entre trajetórias de imigrantes africanos, a experiência cotidiana em outro país e o universo da representatividade artística.  A exposição integra 60 pinturas, uma instalação que reproduz uma barraca de venda de tecidos da Praça da República, dois vídeos e 12 poemas, que serão apresentados escritos ou em áudios espalhados pelo Museu. No dia da estreia, os poemas serão declamados pelos poetas angolanos Ermi Pazo e Mwana N´gola.

O projeto “Histórias que pintam África Pelas Ruas de São Paulo” foca nas múltiplas relações construídas entre Angola e Brasil pelas artes.

Yago Dora vence etapa de Saquarema do circuito mundial de surfe

O paranaense Yago Dora conquistou, neste sábado (1º), a etapa de Saquarema (RJ) do circuito da Liga Mundial de Surfe (WSL, sigla em inglês). Nascido em Curitiba e radicado em Florianópolis, o surfista de 27 anos ainda não havia vencido na elite da modalidade, da qual faz parte desde 2018.

Iniciada no último dia 23 de junho, a competição ficou uma semana interrompida devido à falta de ondas. As disputas retornaram na última quinta-feira (29) e tiveram que ser aceleradas, para terminarem neste sábado, data limite para o encerramento da etapa. Tanto que Yago foi às águas da praia de Itaúna três vezes no último dia do evento.

O primeiro confronto do paranaense neste sábado foi contra outro brasileiro, o potiguar Jadson André. Yago acertou uma sequência de manobras que garantiu uma nota 8,50, levando a soma das duas melhores notas a 14,00 (ele já tinha um 5,50), dificultando a missão do adversário. Jadson não passou de um 8,13 de somatória (5,43 e 2,70) se despediu do evento.

O duelo seguinte opôs Yago e o havaiano John John Florence, bicampeão mundial. Os surfistas tiveram dificuldades para encontrar boas ondas, mas o brasileiro, mesmo assim, levou a melhor e se classificou à decisão, com 6,00 e 4,60 de melhores notas, totalizando 10,60, contra 6,50 de somatória do rival (4,00 e 2,50).

Na final, o paranaense mediu forças com o australiano Ethan Ewing. Assim como na fase anterior, as primeiras ondas resultaram em notas baixas, com Yago na frente por poucos décimos. Foi então que o surfista de Curitiba brilhou, acertando uma manobra aérea e completando a rotação, garantindo uma nota 10,0, decisiva para assegurar a vitória. O brasileiro obteve 14,83 (10,0 e 4,83) de somatória, ante 10,83 (6,00 e 4,83) de Ewing.

A vitória levou Yago à quinta posição da temporada, com 32.120 pontos (a conquista rendeu 10.000 pontos ao paranaense, que subiu sete posições no ranking). O top-5 do circuito – que define os atletas que disputarão o título mundial em setembro, no WSL Finals, em Trestles (Estados Unidos) – tem outros dois brasileiros. O paulista e atual campeão Filipe Toledo lidera, com 44.980 pontos. O fluminense João Chianca, o Chumbinho, é o quarto, com 39.640 pontos.

No feminino, o título de Saquarema ficou com a jovem norte-americana Caitlin Simmers, de apenas 17 anos, que superou a australiana Taylor Wright na final. O Brasil foi representado pela gaúcha Tatiana Weston-Webb e a cearense Silvana Lima, mas ambas perderam na primeira fase e foram eliminadas na repescagem. Tati, que já está garantida na Olimpíada de Paris (França), foi derrotada justamente por Simmers.

Na classificação da temporada, Tati está em sexto lugar, com 31.625 pontos, deixando o top-5 ao ser ultrapassada por Simmers, que assumiu a quinta posição. A liderança é da havaiana Carissa Moore, pentacampeã mundial, com 51,660 pontos. Silvana – que no momento não compete na elite da WSL – participou do evento em Saquarema como convidada.

Restam duas etapas para o fim da temporada regular – que antecede o WSL Finals. A próxima será entre 13 e 22 de julho, em Jeffrey’s Bay (África do Sul). Já de 11 a 20 de agosto, a disputa será em Teahupo’o (Tahiti).