Judô brasileiro garante mais dois ouros e chega a dez medalhas no Pan


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Em dois dias, o judô brasileiro chegou a dez medalhas, em 12 possíveis, nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile. Após seis pódios no sábado (28), mais quatro foram alcançados no domingo (29): dois ouros, uma prata e um bronze.

A categoria até 73 quilos (kg) teve dobradinha brasileira, com Gabriel Falcão levando a medalha dourada e Daniel Cargnin ficando com a prata. Eles, porém, não chegaram a se enfrentar na final, pois Daniel – bronze na Olimpíada de Tóquio, no Japão, em 2021 – sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo durante a semifinal e não teve condições de voltar ao tatame.

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Na categoria até 81 kg, Guilherme Schmidt encarou o anfitrião Jorge Pérez na decisão. Contra o atleta da casa, o brasileiro teve que lidar com a pressão da torcida, reforçada até pelo presidente chileno, Gabriel Boric, mas conseguiu a vitória com um wazari (quando o judoca é derrubado de lado) e uma imobilização.

O bronze deste domingo veio com Ketleyn Quadros, na categoria até 63 kg, superando a colombiana Paola Mera com um wazari. A experiente judoca, de 36 anos, possui um bronze olímpico conquistado em Pequim, na China, em 2008, mas ainda não tinha um pódio no Pan.

Ao contrário de sábado, porém, o Brasil não atingiu 100% de aproveitamento. Havia possibilidade de duas medalhas de bronze, na categoria até 70 kg, mas Luana Carvalho e Alexia Castilhos foram superadas, respectivamente, pela venezuelana Elvismar Rodriguez e a equatoriana Celinda Corozo.

Nesta segunda-feira (30), mais sete brasileiros brigam por medalha em Santiago: Samanta Soares, Eliza Ramos (ambas da categoria até 78kg), Beatriz Souza (acima de 78 kg), Rafael Macedo (até 90 kg), Kayo Santos, Leonardo Gonçalves (ambos até 100 kg) e Rafael Silva (acima de 100 kg). Na terça-feira (31), ocorre a competição de equipes mistas. As eliminatórias começam às 10h (horário de Brasília).

Tênis: Bia Haddad Maia conquista maior título de simples da carreira


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A paulista Beatriz Haddad Maia conquistou, neste domingo (29), em Zhuhai, na China, o maior título na categoria simples de sua carreira. Número 19 do ranking da Associação de Tênis Feminino (WTA, na sigla em inglês), a brasileira foi campeã do WTA Elite Trophy, torneio que reúne as melhores tenistas fora do top-8 mundial.

A brasileira precisou de duas horas e 50 minutos de jogo para superar a chinesa Qinwen Zheng, 18ª do mundo, por 2 sets a 0, ambos definidos no tie-break, com parciais de 7/6 (13-11) e 7/6 (7-4). O troféu conquistado em Zhuhai é o terceiro de Bia em disputas de simples. Em junho do ano passado, a paulista foi campeã dos torneios de Nottinhgam e Birmingham, no Reino Unido.

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O título na China reaproximará Bia do top-10 do ranking mundial. Na próxima atualização da lista, a brasileira terá 700 pontos a mais e aparecerá na 11ª posição. A melhor colocação da paulista na carreira foi o décimo lugar, atingido em junho, após ser semifinalista de Roland Garros, na França, um dos quatro principais torneios do circuito, conhecidos como Grand Slams.

Bia também foi campeã do torneio de duplas do Elite Trophy. Na final, realizada após a decisão de simples, ela e a russa Veronika Kudermetova derrotaram a japonesa Miyu Kato e a indonésia Aldila Sutjiadi por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/3.

A competição de duplas não soma pontos no ranking da WTA, onde a brasileira aparece na 24ª posição. A parceira Kudermetova está na 30ª colocação, enquanto as rivais Sutjiadi e Kato ocupam, respectivamente, o 26ª e o 27º postos.

Apesar disso, o título garantiu à parceria uma bonificação de US$ 55 mil (R$ 274 mil, aproximadamente), a ser dividida entre as atletas.

Pelo título de simples, Bia embolsou outros US$ 605 mil (R$ 3,01 milhões). Com isso, ao todo, a paulista se despediu da China com um total de US$ 632,5 mil (R$ 3,15 milhões) em premiações.

Entidades dizem que ajuda liberada a Gaza é insuficiente


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Entidades internacionais de ajuda humanitária afirmaram hoje (29) que os caminhões com remédios e mantimentos liberados por autoridades israelenses para atender a população civil na Faixa de Gaza ocorre em número insuficiente.

Segundo a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF), antes do início da Guerra entre o Estado de Israel e o Hamas, cerca de 300 a 500 caminhões com suprimentos entravam diariamente em Gaza para ajudar a população. Desde o último dia 20, foram autorizados a entrar no enclave apenas 118 caminhões.

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“Uma resposta extremamente inadequada às necessidades constantes e crescentes em Gaza”, destacou a organização MSF, em publicação.

“Antes do dia 7 de outubro, entre 300 e 500 caminhões de suprimentos entravam em Gaza todos os dias, em uma região onde a maioria das pessoas já dependia de ajuda humanitária”.

De acordo com o presidente internacional da MSF, Christos Christou, a entidade está pronta para aumentar a ajuda humanitária a Gaza, com equipes e suprimentos médicos de prontidão. “Mas, enquanto os bombardeios continuarem com a intensidade atual, qualquer esforço para aumentar a ajuda médica será inevitavelmente insuficiente”, disse.

“Pessoas indefesas estão sendo submetidas a bombardeios terríveis. As famílias não têm para onde correr ou se esconder enquanto o inferno é lançado sobre elas. Precisamos de um cessar-fogo agora”, acrescentou.

Armazéns

Agência da Organização das Nações Unidas (ONU) para Refugiados da Palestina (UNRWA) informou que milhares de pessoas invadiram ontem (28) armazéns e centros de distribuição da agência nas áreas central e Sul da Faixa de Gaza para pegar farinha de trigo e itens básicos de sobrevivência, como suprimentos de higiene pessoal.

“Este é um sinal preocupante de que a ordem civil começa a ruir depois de três semanas de guerra e de um cerco rigoroso a Gaza. As pessoas estão assustadas, frustradas e desesperadas. As tensões e o medo são agravados pelos cortes nos telefones e nas linhas de comunicação pela Internet. Eles sentem que estão sozinhos, isolados das suas famílias dentro de Gaza e no resto do mundo”, disse o diretor de assuntos da UNRWA na Faixa de Gaza, Thomas White.

De acordo com a agência da ONU, o deslocamento em massa de pessoas do Norte da Faixa de Gaza para o Sul faz com que a estrutura da região Sul entrasse em colapso. Há famílias que receberam até 50 parentes e agora estão todos abrigados em uma mesma casa.

“Os fornecimentos no mercado estão esgotando enquanto a ajuda humanitária que chega à Faixa de Gaza em caminhões provenientes do Egito é insuficiente. As necessidades das comunidades são imensas, mesmo que apenas para a sobrevivência básica, enquanto a ajuda que recebemos é escassa e inconsistente”, destacou White.

Segundo a agência, ontem (28), não houve ingresso de caminhões com ajuda humanitária devido ao apagão nas comunicações: a UNRWA – principal intermediadora na recepção e armazenamento de ajuda na Faixa de Gaza – não conseguiu estabelecer comunicação com os diferentes agentes envolvidos no processo para coordenar a passagem do comboio.

“O atual sistema de comboios está fadado ao fracasso. Muito poucos caminhões, processos lentos, inspeções rigorosas, suprimentos que não correspondem aos requisitos da UNRWA e de outras organizações de ajuda e, principalmente, a proibição contínua de combustível, são todos uma receita para um sistema falido”, disse White.

“Apelamos a uma linha de fluxo regular e constante de fornecimentos humanitários para a Faixa de Gaza para responder às necessidades, especialmente à medida que as tensões e frustrações aumentam”, acrescentou White.

A UNRWA relatou que parte dos serviços e ligações à Internet foram restaurados hoje.

Brasil garante ouros no tênis e na canoagem slalom do Pan de Santiago


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Entre a noite de sábado (28) e a manhã deste domingo (29), a delegação brasileira amealhou mais 15 medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile. Destaques para o tênis e a canoagem slalom, em que o país esteve no topo do pódio.

No tênis, o Brasil dominou os torneios de duplas, com dois ouros e uma prata. No feminino, Luísa Stefani e Laura Pigossi – bronze na Olimpíada de Tóquio, no Japão, em 2021 – derrotaram as colombianas Fernanda Herazo e Paulina Perez por 2 sets a 0, com parciais de 7/5 e 6/3. O país não tinha uma parceria campeã entre as mulheres no Pan desde a edição de 2003, em Santo Domingo, na República Dominicana, com Bruna Colósio e Joana Cortez.

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Neste domingo, às 17h (horário de Brasília), Laura busca o ouro no individual, contra a argentina Lourdes Carlé. No sábado, horas antes de ir à quadra com Luísa, ela travou uma batalha de mais de três horas contra a também argentina Júlia Riera, pela semifinal.

A vitória por 2 sets a 1, com parciais de 4/6, 6/4 e 7/6 (7/5), classificou Laura para a Olimpíada de Paris, na França, em 2024. Para manter a vaga, a brasileira precisa se manter entre as 400 primeiras do ranking de simples da Associação de Tênis Feminino (WTA, sigla em inglês). Ela, atualmente, está na 125ª posição.

O jejum de títulos nas duplas masculinas no Pan, que era ainda maior que no feminino, chegou ao fim graças à suada vitória de Marcelo Demoliner e Gustavo Heide, por 2 sets a 1, com parciais de 6/1, 2/6 e 10-7 (nas duplas, o último set é disputado em um formato de “super tie-break”, no qual vence quem atingir dez pontos primeiro), sobre os anfitriões chilenos Alejandro Tabilo e Tomas Barrios.

A última parceria nacional a vencer a competição entre os homens foi a de André Sá e Paulo Taicher, na edição de Winnipeg, no Canadá, há 24 anos.

A disputa de simples teve um duelo 100% brasileiro valendo o bronze, entre o jovem Heide, de 21 anos, vice-campeão nos Jogos Sul-Americanos do ano passado, e o experiente Thiago Monteiro, de 29 anos, que passou boa parte das últimas sete temporadas entre os cem melhores do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP). No saibro (quadra de terra batida) chileno, o resultado foi melhor para o veterano, que ganhou por 2 sets a 1, parciais de 1/6, 6/3 e 7/6 (7/5).

Nas duplas mistas, o Brasil ficou com a prata. Horas depois de irem à quadra nas respectivas finais, Luisa e Demoliner encararam os colombianos Nicolas Barrientos e Yulia Lizarazo, que levaram a melhor por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 6/4.

Canoagem slalom

Campeã dos Jogos Pan-Americanos nas edições de Toronto, no Canadá, em 2015; e de Lima, no Peru, em 2019, Ana Sátila garantiu, pela terceira vez, a medalha de ouro da canoagem slalom no C1 (canoa individual). Quinta colocada no Mundial deste ano, a brasileira já era a principal favorita da prova e deixou para trás a canadense Lois Betteridge (prata) e a paraguaia Ana Paula Castro (bronze).

Ana ainda brilhou no caiaque cross, em que quatro atletas competem entre si ao mesmo tempo (no slalom “tradicional”, os canoístas encaram a descida de maneira individual). Ela venceu a norte-americana Evy Leibfarth (prata) e, novamente, a canadense Betteridge (bronze).

Na mesma prova, mas entre os homens, a medalha de ouro também foi para um brasileiro: Guilherme Mapelli, que superou Alex Baldoni, do Canadá; e Eriberto Robles, do Peru.

O Brasil conquistou outras três pratas na modalidade. No C1 masculino, Kauã Silva levou uma punição de dois segundos por tocar em um dos obstáculos no fim do percurso, o que custou a medalha de ouro. O norte-americano Zachary Lokken acabou ficando na primeira colocação, com tempo menos de dois segundos abaixo do registrado por Kauã.

Já no K1 (caiaque individual), as pratas foram obtidas por Omira Estácia (que é irmã de Ana Sátila) e Pedro Gonçalves. Omira fez o segundo tempo da final feminina, superada pela norte-americana Leibfarth, mas à frente da canadense Lea Baldoni. Pepê, como é conhecido o canoísta brasileiro, sofreu três punições de dois segundos cada ao longo da descida e ficou atrás de Joshua Joseph, dos Estados Unidos. O bronze foi do canadense Mael Rivard.

Hipismo CCE

O concurso completo de equitação (CCE) é um evento do hipismo que reúne três diferentes provas: adestramento, saltos e cross-country (em que os conjuntos – cavaleiro e cavalo – são testados pela capacidade de superarem obstáculos naturais a uma velocidade elevada). Na disputa por equipes, o quarteto do Brasil (Márcio Jorge Carvalho, Carlos Parro, Rafael Losano e Ruy Fonseca) foi bronze.

O resultado garantiu ao Brasil uma vaga na Olimpíada de Paris. Somente os dois primeiros se classificavam, mas como os Estados Unidos (que ficaram com a prata) já tinham lugar assegurado em 2024, os brasileiros herdaram a vaga. O ouro em Santiago foi para o Canadá.

Na disputa individual, a medalha brasileira foi de prata, com Márcio Jorge e o cavalo Castle Howard Casanova. A norte-americana Caroline Pamukcu, montando HSH Blake, garantiu o ouro, com a canadense Lindsay Traisnel e a montaria Bacyrouge ficando com o bronze.

Águas abertas e marcha atlética

Na natação em águas abertas, Ana Marcela Cunha levou a medalha de prata nos dez quilômetros. A campeã olímpica – que se submeteu a uma cirurgia no ombro há menos de um ano e ficou oito meses sem competir –, ainda tentou uma aproximação no fim da prova, mas não alcançou a norte-americana Ashley Twichell, que conquistou o ouro. O pódio teve dobradinha brasileira, com o bronze para Viviane Jungblut.

A prova esteve ameaçada de não acontecer, devido à baixa temperatura da água (17ºC). Por conta disso, as atletas tiveram que competir utilizando trajes de borracha que mantêm o corpo aquecido, mas também atrapalham a execução dos movimentos.

“Foi uma prova muito difícil para mim porque foi justamente usando o traje que eu me lesionei e estava há um ano e seis meses sem usar. Então, fica sempre aquele receio. O mais importante foi que eu nadei no meu ritmo, no meu tempo, sem sentir dores. É claro que a gente sempre quer ganhar o ouro, mas a forma como eu nadei aqui me deixou bastante satisfeita”, comentou Ana Marcela, à assessoria do Time Brasil.

Já na marcha atlética, Caio Bonfim conquistou a prata na prova de 20 quilômetros, totalizando três medalhas em Jogos Pan-Americanos. Ele já tinha um bronze de Toronto e uma prata de Lima. O brasileiro ficou apenas quatro centésimos atrás do equatoriano David Hurtado, que levou o ouro. O mexicano Eduardo Olivas completou o pódio.

Mauro Vieira participa de nova reunião do Conselho de Segurança, em NY


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O Itamaraty informou que o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, embarcará na noite de hoje (29) para Nova York, onde participará da reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) para tratar da guerra entre Israel e o Hamas.

A reunião ocorre amanhã (30). Será mais uma tentativa de definir medidas para garantir o acesso da população de Gaza à assistência humanitária e proteger os civis. O Brasil preside o colegiado até o dia 31 de outubro.

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Desde a primeira reunião do Conselho de Segurança para debater o avanço da guerra, pelos menos quatro propostas de resoluções foram vetadas pelos países que fazem parte do órgão das Nações Unidas. Foram duas propostas da Rússia, uma do Brasil e outra dos Estados Unidos.

O Conselho de Segurança da ONU é o responsável por zelar pela paz internacional. Ele tem cinco membros permanentes: China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. Fazem parte do conselho rotativo Albânia, Brasil, Equador, Gabão, Gana, Japão, Malta, Moçambique, Suíça e Emirados Árabes.  

Contato

Ontem (28), o Escritório de Representação do Brasil em Ramala, na Cisjordânia, informou que retomou contato telefônico com os brasileiros que estão nas cidades de Rafah e Khan Yunis, ao sul da Faixa de Gaza. Bombardeios derrubaram a rede de telefonia na última sexta-feira.

Segundo a representação brasileira, a comunicação foi restabelecida, e não há relatos de pessoas feridas em decorrência dos bombardeios. O grupo é formado por 34 pessoas, sendo 24 brasileiros, sete palestinos em processo de imigração e três palestinos familiares. Eles aguardam sinal verde do governo egípcio para serem resgatados e retornarem ao Brasil.

Israel protesta contra Rússia por receber membros do Hamas


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Israel convocou o embaixador russo neste domingo (29) para apresentar um protesto contra o fato de Moscou ter recebido, na semana passada, uma delegação do Hamas, o grupo militante palestino cujo ataque de 7 de outubro a Israel matou pelo menos 1.400 pessoas e levou à guerra em Gaza.

Convidar o Hamas “envia uma mensagem que legitima o terrorismo contra os israelenses”, disse o Ministério das Relações Exteriores de Israel em um comunicado, citando o que seus altos funcionários disseram ao embaixador Anatoly Viktorov. O país descreveu a convocação como um protesto e não como uma reprimenda.

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A Rússia explicou o fato de acolher o Hamas como um esforço para manter contatos com todas as partes do conflito Israel-Hamas.

Conversa com Biden

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, conversou neste domingo com o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse o gabinete de Netanyahu, depois que Israel expandiu as incursões terrestres na guerra em Gaza, agora em sua quarta semana. O comunicado israelense não trouxe mais informações sobre a conversa.

O conselheiro de segurança nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, disse também neste domingo, que Israel tem a responsabilidade de proteger as vidas de pessoas inocentes em Gaza. Ele acrescentou que os EUA foram claros sobre essa questão e que Biden reiteraria a posição em uma ligação com Benjamin Netanyahu.

Com o número de mortos na Faixa de Gaza na casa dos milhares e aumentando, a administração do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, tem estado sob crescente pressão para deixar claro que o seu apoio inabalável a Israel não se traduz num endosso geral a tudo o que o seu aliado está fazendo no enclave em retaliação ao ataque de 7 de outubro pelo Hamas.

Numa série de entrevistas veiculadas pela televisão, Sullivan disse que Washington estava fazendo perguntas difíceis a Israel, incluindo sobre questões relacionadas à ajuda humanitária, à distinção entre terroristas e civis inocentes e sobre como Israel está pensando através da sua operação militar.

“O que acreditamos é que a cada hora, a cada dia desta operação militar, as IDF (Forças de Defesa de Israel), o governo israelense deveriam usar todos os meios possíveis à sua disposição para distinguir entre terroristas do Hamas que são alvos militares legítimos e civis que não são”, disse Sullivan à CNN.

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