Museu de Arte do Rio leva exposição itinerante a outros municípios


Logo Agência Brasil

O Museu de Arte do Rio, localizado no centro da cidade do Rio de Janeiro, está levando uma exposição gratuita a outros municípios fluminenses. A mostra itinerante Meu Lugar é montada em contêineres e levada a áreas centrais dessas cidades.

10/11/2023, Exposição Meu Lugar explora elementos de casas populares. Foto: Museu de Arte do Rio/Divulgação

Exposição Meu Lugar explora elementos de casas populares – Museu de Arte do Rio/Divulgação

O projeto começou em setembro, em São Gonçalo, no Grande Rio, e agora está na Praça da Apoteose de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, onde fica montada até o próximo dia 19. Depois, segue para os municípios de Guapimirim, também no Grande Rio (de 22 de novembro a 22 de dezembro), e Campos dos Goytacazes, no norte do estado (de 24 de janeiro a 18 de fevereiro de 2024).

Notícias relacionadas:

A exposição Meu Lugar conta com 90 obras de 40 artistas, que levam o público a refletir sobre os sentimentos de habitar no Rio de Janeiro, com seus problemas de moradia e as soluções criativas adotadas pelos moradores, sem ajuda de arquitetos ou engenheiros.

O Museu de Arte do Rio é mantido e apoiado por várias empresas, além da prefeitura do Rio, governo fluminense e Ministério da Cultura.

Mercado de carbono: como Petrobras garante neutralização de gasolina?


Logo Agência Brasil

O crescimento do mercado de carbono é uma das principais apostas de especialistas de todo o mundo para reduzir o ritmo das mudanças climáticas.

No Brasil, uma proposta de regulação deste mercado vem sendo discutida no Congresso. Mesmo que uma legislação sobre o assunto ainda não tenha sido aprovada, transações envolvendo créditos de carbono já são uma realidade no país há alguns anos.

Notícias relacionadas:

No mês passado, a Petrobras anunciou importante movimentação, lançando a gasolina Podium Carbono Neutro. Mas como a empresa garante a neutralização das emissões do combustível?

Mercado voluntário de carbono

Como ainda não há um mercado regulado no Brasil, a movimentação ocorreu no chamado mercado voluntário de carbono. Através dele, empresas podem compensar as emissões decorrentes de sua operação e do uso de seus produtos custeando projetos ambientais.

Funciona da seguinte forma: organizações que desenvolvem medidas para reduzir os estoques de gases na atmosfera, por exemplo, através de ações de preservação e de reflorestamento, acumulam créditos de carbono que podem ser vendidos às empresas que desejam compensar suas emissões. Cada crédito corresponde à neutralização de uma tonelada de gás carbônico (CO2).

Há duas semanas, a Agência Brasil visitou o Centro de Pesquisas da Petrobras (Cenpes) no Rio de Janeiro e teve acesso a informações sobre o desenvolvimento da gasolina Podium e sobre o processo de neutralização das emissões. A Petrobras entrou em acordo com a Envira Amazônia, projeto que se dedica à conservação de áreas de floresta no Acre. Foram adquiridos 175 mil créditos de carbono, referentes à safra de 2019. Ou seja, são créditos acumulados pela Envira Amazônia ao longo do ano de 2019, por meio da preservação de 570 hectares de mata. A iniciativa não envolve reflorestamento.

No mercado voluntário de carbono, não há participação de órgãos públicos na regulação. Nesse caso, todos os cálculos foram realizados pela Petrobras ou por agentes privados. A própria companhia estimou o total de suas emissões com a gasolina Podium. Foi aplicada a metodologia de avaliação do ciclo de vida (ACV), cujas diretrizes são fixadas na norma ISO 14040 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). A partir dela, foram mensurados os gases lançados pelo produto, considerando diferentes etapas do seu ciclo de vida: extração e produção das matérias-primas, transportes, processamento, distribuição e uso final pelo consumidor.

Os cálculos da Petrobras foram validados pela ACV Brasil, uma certificadora privada. Embora seja responsável pela regulação do setor petrolífero, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) não possui atribuição legal para fiscalizar a participação das empresas no mercado de carbono. No caso da gasolina Podium, por exemplo, cabe a ela apenas verificar se a Petrobras atende aos padrões de desenvolvimento do produto e aos parâmetros para a composição do combustível.

Desta forma, o cálculo realizado pela Petrobras para afirmar que compensou as emissões do combustível não passou por nenhuma avaliação da ANP. A consultora da Petrobras, diz Katia Moniz, explica que a análise da agência se dá com base nas normas vigentes. Precisam ser respeitados, por exemplo, limites para a temperatura de destilação e para o teor de enxofre. “A ANP tem duas especificações. Uma é a gasolina comum. E outra é a gasolina Premium. Cada uma dela tem os seus parâmetros. Gasolina com octanagem acima de RON 97 é considerada premium. A gasolina Podium da Petrobras tem RON 103, a maior do mercado. Mas para a ANP, ela é considerada como uma gasolina premium”.

O trabalho da Envira Amazônia também foi certificado por uma entidade privada. Ela recebeu o selo VCS (Verified Carbon Standard) da Verra, certificadora que atua em nível global. Também obteve o selo CCB [Climate, Community and Biodiversity], que valida não apenas sua capacidade de preservação ambiental e seu efeito para o clima como também atesta co-benefícios sociais associados ao crédito de carbono. Isto é, indica que as comunidades locais estariam envolvidas e seriam favorecidas pela iniciativa.

As cifras pagas pela Petrobras para adquirir os 175 mil créditos do Envira Amazônia não são públicas. A empresa afirma que os valores são confidenciais para não prejudicar compras de créditos futuros. Ao mesmo tempo, garante que o investimento não foi repassado ao consumidor. De acordo com a Petrobras, a negociação evoluiu após uma análise de projetos de diferentes organizações. Um dos critérios estabelecidos pela companhia para sua inserção no mercado de carbono foi a compra de créditos gerados a partir de iniciativas envolvendo exclusivamente biomas nacionais.

Transição energética

De acordo com o gerente de comercialização no mercado interno da Petrobras, Sandro Barreto, a movimentação no mercado de carbono deverá crescer, e vem acompanhada do interesse da companhia em exercer papel importante no processo de transição energética, que envolve a redução gradativa do uso de fontes de energia mais poluentes, em busca de uma matriz energética mais limpa. Ele cita, no entanto, aspectos econômicos que impedem uma rápida descarbonização da sociedade.

“O petróleo é a base de energia do mundo. Permite o fornecimento de energia de diferentes formas. Houve muito desenvolvimento em cima dele. É fácil transportar de um lugar que tem acesso no mundo para outro lugar que tenha falta. Quando comparado com fontes alternativas, continua sendo a forma de energia mais barata existente. Quando a gente fala em transição, significa trocar por algo mais caro”, diz.

Em sua visão, é preciso agregar uma percepção de justiça no processo de transição energética. “A energia é um bem dos mais essenciais para qualquer cidadão, para qualquer empresa, para a sociedade brasileira como um todo. Ser justo significa que as pessoas precisam continuar conseguindo comprar a energia necessária e as empresas brasileiras têm que continuar competitivas no mercado global. Se a transição fosse fácil e barata, não precisava ser regulada e obrigada”, acrescentou.

Segundo Barreto, a transição energética deve ter o ritmo correto para que a sociedade se adapte. O mercado de carbono seria assim um aliado nesse processo, pois permite que os efeitos do uso do petróleo sejam mitigados enquanto a sociedade ainda se mostra fortemente dependente dessa fonte de energia. Por atender um nicho específico, a gasolina Podium representa apenas 1% do mix de vendas de combustíveis para a rede de postos da Petrobras.

Barreto, no entanto, aponta que ela tem se mostrado atraente no mercado e que há sinais de crescimento. Seu preço em torno de R$ 7,80 é aproximadamente 38% superior ao da gasolina comum, considerando a média de R$ 5,65 apurada no último levantamento da ANP.

Criado em 2002 como um combustível de alta performance, a gasolina Podium vem sendo aprimorada desde então, e é a mais avançada do Brasil, de acordo com a Petrobras. Além de carregar o selo de carbono neutro, a nova versão recém-lançada alcançou a octanagem de fábrica RON 102. Isso significa que ela possui alta capacidade de resistência à detonação.

Dessa forma, em motores de alto desempenho que comprimem o combustível sob altas temperaturas, há um funcionamento mais eficiente e econômico. O ganho de eficiência foi comprovado no processo de desenvolvimento. “A gente fez testes no motor turbo GDI. Houve um aumento de 19% na potência”, diz Barreto.

Carros populares, que não possuem motores turbo, não terão ganho de potência com a gasolina Podium, mas podem usufruir de outros benefícios. É um combustível mais estável e que gera menos formação de depósitos no motor, ampliando sua vida útil e deixando-o menos suscetível a oxidação. É recomendado por exemplo para veículos pouco usados, em que a gasolina fica armazenada por muito tempo no tanque. Além disso, seu teor de enxofre, de 20 BPM, é considerado o menor do mercado brasileiro e é 60% menor do que o encontrado na gasolina padrão. Só por isso já é menos poluente.

No momento, o produto está acessível em cerca de mil postos com bandeira Petrobras, dos 8 mil existentes em todo o país. A maioria se concentra nas regiões Sul e Sudeste. “Existe um plano de expansão”, diz Maurício Fontenelle, diretor de produtos da Vibra Energia, empresa responsável pela distribuição da gasolina Podium.

Regulação

A ideia de um mercado de carbono ganha força no Protocolo de Quioto, firmado em 1997 e ratificado em mais de 170 países. Ele definiu metas de redução de emissões para as nações desenvolvidos, consideradas os maiores poluidores.

O artigo 12 criou o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo. Por meio dele, parte dos compromissos assumidos pelos países desenvolvidos poderia ser cumprido com a aquisição de créditos de carbono gerados por projetos baseados em países em desenvolvimento, como o Brasil. Foram definidas ainda entidades capazes de certificar as reduções de emissões resultantes de cada projeto.

Com o tempo, diversos países criaram regulações internas para o mercado de carbono, nas quais empresas que emitem mais gases do que os limites estipulados precisam compensar, comprando créditos de carbono. Boa parte deles usa o modelo conhecido como Cap and Trade. Nele, as empresas recebem cotas para emissão de gases. Aquelas que economizarem suas cotas podem vendê-las para aquelas que extrapolarem.

O Acordo de Paris, assinado em 2015 por quase 200 países, voltou a apontar o mercado de carbono como um instrumento indicado para o cumprimento das metas estabelecidas com vistas ao combate do aquecimento global. 

Tema de debate

No Brasil, a regulação interna é tema de debate. Por enquanto, como em outros locais do mundo, transações ocorrem em um mercado de carbono voluntário. Isso significa que ainda não há metas ou obrigações legais para empresas nacionais. A discussão, no entanto, tem avançado neste ano a partir da tramitação do Projeto de Lei 412/2022.

Preocupações em torno do tema cresceram no mês passado após a Defensoria Pública do Pará denunciar três empresas por suspeita de grilagem de terras públicas e uso de certificados de crédito de carbono obtidos de forma fraudulenta.

A importância da atuação de um órgão regulador público na engrenagem do mercado de carbono tem sido apontada por diferentes especialistas para coibir crimes. “A experiência mostra que é preciso estruturar uma governança e procedimentos normativos robustos para evitar fraudes e certificados sem lastros”, registra nota técnica sobre o tema divulgada em dezembro de 2020 pela Empresa de Pesquisa Energética, vinculada ao Ministério de Minas e Energia.

Pesquisa revela desigualdades nas favelas brasileiras


Logo Agência Brasil

Um estudo da Universidade Federal Fluminense (UFF) revelou que as favelas brasileiras não são áreas homogêneas e apresentam segregação econômica mesmo dentro de seus próprios territórios. A pesquisa, publicada na revista Cities, mostra que há disparidades racial, de renda e de acesso a serviço nessas áreas.

Os pesquisadores Camila Carvalho e Vinícius Netto, professor do Departamento de Urbanismo da UFF, analisaram 16 assentamentos informais em nove cidades, selecionadas nas cinco regiões do país: Rio de Janeiro, Campinas, Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, São Luís, Porto Alegre, Manaus e Belém. 

Notícias relacionadas:

Segundo Camila, a ideia do estudo era verificar se os padrões de segregação que existem nas cidades, em termos de desigualdade entre bairros, também existiria dentro das favelas, em termos de disparidades entre setores censitários localizados no interior dessas comunidades. 

Com base nos dados do Censo de 2010, o estudo verificou, nas 16 favelas, a existência de setores que concentram famílias com renda mais alta em determinadas áreas dessas comunidades, ao mesmo tempo em que há setores que reúnem pessoas com renda mais baixa (ou seja, com renda per capita em média 60% mais baixa).

No Rio de Janeiro, por exemplo, esse padrão foi verificado nos complexos do Alemão e da Maré, na zona norte da cidade do Rio. O estudo constatou ainda que nas áreas com renda mais alta da favela, há maior percentual de pessoas brancas (36%) que nas áreas mais pobres (27%).

Há ainda disparidades na oferta de serviços públicos, principalmente na coleta de lixo e no esgotamento sanitário. Enquanto nas áreas de renda mais alta, os percentuais de coleta de lixo e de esgoto sanitário de 83% e 62%, respectivamente, nas áreas de renda mais baixa, os percentuais são de 68% e 48%.

“A gente conseguiu detectar essa reprodução do padrão que a gente vê na escala da cidade, então a gente viu que tinha menos pessoas brancas morando nas áreas de mais baixa renda mesmo dentro das favelas e a gente também viu que a infraestrutura, o acesso aos serviços era mais baixo nas áreas de mais baixa renda das favelas”, afirma Camila.

Segundo a pesquisadora, o estudo não se debruçou sobre os motivos pelos quais há uma segregação dentro das favelas, mas acredita-se que isso e deva a diversos fatores, como a valorização imobiliária em áreas mais urbanizadas. 

Por exemplo, em áreas com ruas mais largas, casas melhores, mais iluminação pública e oferta de saneamento básico, os imóveis custam mais caro (tanto em termos de compra quanto de aluguel), atraindo pessoas com renda relativamente mais alta.

Há ainda áreas menos favorecidas dentro da própria comunidade. Nos casos dos morros, as áreas mais elevadas e com maior dificuldade de acesso, por exemplo, os imóveis costumam ser mais desvalorizados.

“Em outro artigo, a gente viu a relação entre a topografia, ou seja, as áreas mais altas e mais baixas, com a renda. Então a gente conseguiu detectar que as áreas mais altas nas favelas de topografia mais acidentada, de difícil acesso e tudo mais, são áreas de mais baixa renda. Onde as pessoas mais altas renda vão ficar? Nas áreas de melhor acesso, onde se consegue entrar e sair mais fácil”, explica Camila.

Segundo ela, é importante que a sociedade e o poder público entendam que existe segregação nas favelas e que essa questão seja levada em consideração no planejamento de políticas públicas.

“Só investir na favela, não significa nada, se você vai concentrar investimento numa área que já tem uma boa infraestrutura. Tem partes das favelas que a gente não consegue diferenciar da área formal da cidade, porque é muito similar. Qual o sentido de concentrar investimento nessas aí, se existem áreas muito mais precárias [nessas mesmas comunidades]?”, conclui a pesquisadora.

Fla enfrenta Flu no Maracanã de olho no título Brasileiro


Logo Agência Brasil

Sonhando com o título do Campeonato Brasileiro, o Flamengo mede forças com o Fluminense, a partir das 18h30 (horário de Brasília) deste sábado (11) no estádio do Maracanã, em partida válida pela 34ª rodada da competição. A Rádio Nacional transmite o jogo ao vivo.

Motivado após uma boa vitória de 3 a 0 sobre o Palmeiras na última quarta-feira (8), o Rubro-Negro, que tem 56 pontos, tenta somar o terceiro triunfo consecutivo para alcançar a mesma pontuação do líder Botafogo, que mede forças com o Bragantino no próximo domingo (12) em Bragança Paulista.

Porém, ao ser questionado, em entrevista coletiva após o triunfo sobre o Palmeiras, se o Flamengo já podia ser visto como real candidato ao título, o técnico Tite desconversou: “Se, em algum momento estivermos com uma pontuação ou a uma partida, falamos [sobre a disputa do título]. Por enquanto é a realidade daquilo que nos propusemos. É o próximo jogo, é o próximo passo, é a performance, é produzir bem, é vencer jogos e crescer. Não sei onde quero chegar, mas nosso objetivo é crescimento”.

Para o confronto com o Fluminense o técnico Tite contará com importantes retornos: o atacante Bruno Henrique, o volante Thiago Maia e o lateral Filipe Luís. Mas, caso o treinador opte por manter a mesma formação que bateu o Palmeiras, o Rubro-Negro entra em campo com: Rossi; Matheuzinho, Fabrício Bruno, Léo Pereira e Ayrton Lucas (Filipe Luís); Erick Pulgar, Gerson e Arrascaeta; Luiz Araújo, Everton (Bruno Henrique) e Pedro.

Do outro lado do gramado estará o atual campeão da Copa Libertadores. Após garantir o inédito título continental no último sábado (4), o Fluminense (que não busca mais nada no Brasileiro e tem o Mundial de Clubes como novo alvo) ficou no 0 a 0 com o Internacional na última quarta (8) em partida na qual entrou em campo com uma equipe mesclada.

Agora, em um clássico regional, a dúvida que fica é se o Tricolor das Laranjeiras usará força máxima. Segundo o técnico Fernando Diniz, a ideia é avaliar jogo a jogo e escalar o que tiver de melhor: “Vou pensar jogo a jogo e escalar os melhores [jogadores] que tivermos. Talvez, quando estiver mais perto [do Mundial] e se tiver necessidade [vamos poupar]. Mas, a princípio, tentaremos levar o que tem de melhor para conseguir fazer bons jogos e conquistar pontos”.

Com Felipe Melo e Marcelo desgastados após a decisão da Libertadores, há a possibilidade de Diogo Barbosa e Marlon permanecerem na equipe titular. Quem deve voltar é o argentino Gérman Cano. Com isso, o Flu deve entrar em campo com: Fábio; Samuel Xavier, Nino, Marlon (Felipe Melo) e Diogo Barbosa (Marcelo); André, Martinelli (John Kennedy) e Ganso; Arias, Keno e Cano.

Tempero extra

O confronto deste sábado tem um tempero extra, além da rivalidade regional. O Fla-Flu colocará frente a frente Fernando Diniz e Tite, respectivamente o atual e o último técnicos da seleção brasileira. Além disso, esta será uma partida entre as duas últimas equipes que conquistaram a Copa Libertadores da América: o Flamengo, em 2022, e o Fluminense, em 2023.

Transmissão da Rádio Nacional

A Rádio Nacional transmite Flamengo e Fluminense com a narração de André Luiz Mendes, comentários de Waldir Luiz e reportagem de Rodrigo Ricardo. Você acompanha o Show de Bola Nacional aqui:

Lula nomeia três novos ministros do STJ


Logo Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta sexta-feira (10) a nomeação de três novos ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A confirmação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU). 

A advogada Daniela Teixeira e os desembargadores Teodoro Silva Santos, do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), e José Afrânio Vilela, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), foram indicados para o cargo pelo próprio presidente e tiveram os nomes aprovados pelo Senado no dia 25 de outubro. 

Notícias relacionadas:

Por 68 votos a 5, a advogada Daniela Teixeira foi aprovada pela maioria dos senadores e se tornará a quinta mulher na atual composição do STJ, tribunal que possui 33 cadeiras. Antes de chegar ao STJ, a nova ministra foi conselheira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Daniela tem mestrado em Direito Penal.

O desembargador Teodoro Silva Santos recebeu 63 votos favoráveis e nenhum contrário. O magistrado é mestre em Direito Constitucional pela Universidade de Fortaleza e atua como desembargador desde 2011.

O desembargador José Afrânio Vilela foi aprovado por 68 votos a um. O magistrado tomou posse como juiz em 1989 e está na função de desembargador desde 2005.

A posse dos três novos ministros será no dia 22 de novembro. 

Valéria Barcellos será intérprete do Hino Nacional na Parada LGBTI+


Logo Agência Brasil

A atriz e cantora Valéria Barcellos será a intérprete oficial do Hino Nacional da Parada do Orgulho LGBTI+ do Rio de Janeiro. A 28ª edição da manifestação acontecerá no dia 19 de novembro, a partir das 11h, no Posto 5, em Copacabana, com o tema O amor, a cidadania e a luta LGBTI+ jamais vão recuar.

Mulher trans negra, Valéria assume o posto ocupado por 12 anos pela ativista e transexual histórica da noite carioca Jane di Castro, que morreu em 2020.

Notícias relacionadas:

Ao convidar a nova intérprete para a Parada LGBTI+, o Grupo Arco-Íris, organizador do evento, informou que a intenção é que a cantora continue nas próximas edições.

Valéria está no ar na TV aberta na novela Terra e Paixão, como Luana Shine.

Atriz Jane Di Castro

Eterna

A posição de intérprete do Hino Nacional na Parada LGBTI+ do Rio de Janeiro, a mais antiga do Brasil, ganhou notoriedade pela presença marcante de Jane Di Castro (foto), que abria a parada com sua interpretação.

Jane estreou na noite carioca em 1966, no espetáculo Les Girls, e, desde então, não saiu mais dos palcos. Foi dirigida por grandes nomes como Ney Latorraca, Bibi Ferreira, Marlene, Berta Loran. Atuou também em vários trabalhos na televisão e no cinema. No documentário Divinas Divas, dirigido por Leandra Leal, Di Castro conta sua luta junto a outras grandes artistas trans, como Rogéria, para romper padrões em uma época de grande repressão.

Durante o programa Atos, da TV Brasil, Jane relembrou esse período difícil, em que chegou a ser presa várias vezes por se vestir de mulher, mas ressaltou a felicidade que a arte lhe trouxe desde então.

A atriz e cantora morreu aos 73 anos, vítima de um câncer, em 23 de outubro de 2020.