Lula confirma que receberá brasileiros repatriados de Gaza


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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que receberá, na noite desta segunda-feira (13), os brasileiros e seus familiares palestinos repatriados da Faixa de Gaza. A previsão é que a aeronave pouse na Base Aérea de Brasília às 23h30. 

Em publicação nas redes sociais, Lula comentou sobre a agenda do dia. “A segunda-feira começa com muito trabalho. Reunião com ministros, cerimônia de sanção do projeto de lei que atualiza a Lei de Cotas e, à noite, vou receber os brasileiros e parentes palestinos que chegam ao Brasil de Gaza”, escreveu.

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A recepção, entretanto, não consta na agenda oficial da Presidência. Os repatriados já estão caminho do Brasil. O avião VC-2, cedido pela Presidência da República para atuar na Operação Voltando em Paz, decolou às 6h51 (horário local) de hoje (13), do Cairo, no Egito, com 32 repatriados. Haverá duas paradas técnicas: em Las Palmas, na Espanha, e na Base Aérea do Recife, já em solo brasileiro. 

Eles cruzaram a fronteira da Faixa de Gaza com o Egito, pelo Portal de Rafah, no início da manhã deste domingo (12). A chegada ao Cairo ocorreu no início da noite. 

>> Relembre os momentos de tensão dos brasileiros em Gaza  

O grupo receberá apoio psicológico, cuidados médicos e imunização e terão um período de repouso em Brasília, em alojamento da Força Aérea Brasileira (FAB), antes de se deslocarem para outras cidades no Brasil. Ao chegarem ao Brasil, também será feita a regularização migratória, pela Polícia Federal, e a emissão de outros documentos que permitam o acesso a serviços públicos e ao emprego. 

O grupo a caminho do Brasil tem 22 brasileiros de nascimento, sete palestinos naturalizados brasileiros e três palestinos familiares próximos. Dos 32 repatriados, 17 são crianças, nove mulheres e seis homens. 

Voltando em Paz 

Este será o décimo voo da Operação Voltando em Paz, do governo federal, que cumpre mais uma missão de repatriação em áreas de conflito no Oriente Médio. A aeronave VC-2, cedida pela Presidência da República, está há quase um mês no Egito para o resgate dos repatriados oriundos da Faixa de Gaza. Os outros voos partiram de Tel Aviv, em Israel, e de Amã, na Jordânia, com brasileiros que estavam no território palestino da Cisjordânia.

Com os dez voos, a Operação Voltando em Paz terá transportado um total de 1.477 passageiros, além de 53 animais domésticos. Do total, foram 1.462 brasileiros, 11 palestinos, três bolivianas e uma jordaniana. 

No dia 7 de outubro, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, lançou um ataque surpresa de mísseis contra Israel e a incursão de combatentes armados por terra, matando civis e militares e fazendo centenas de reféns israelenses e estrangeiros. Em resposta, Israel bombardeou várias infraestruturas do Hamas, em Gaza, e impôs cerco total ao território, com o corte do abastecimento de água, combustível e energia elétrica. 

Os ataques já deixaram milhares de mortos, feridos e desabrigados nos dois territórios. A guerra entre Israel e Hamas tem origem na disputa por territórios que já foram ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e palestinos. 

COP 28: UE promete ajuda substancial a fundo de danos climáticos


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A União Europeia (UE) fará contribuição financeira “substancial” para um novo fundo internacional destinado a combater a destruição causada pelas mudanças climáticas, informou a Comissão Executiva da UE nesta segunda-feira (13).

O primeiro fundo mundial de “perdas e danos” climáticos deverá ser lançado durante a cúpula climática COP 28 das Nações Unidas, a ser realizada de 30 de novembro a 12 de dezembro em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

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“O comissário está pronto para anunciar uma contribuição financeira substancial da UE e de seus Estados-membros para o fundo de perdas e danos na conferência, no contexto de um resultado ambicioso”, disseram a Comissão Europeia e o novo presidente da COP 28 dos Emirados Árabes Unidos em declaração conjunta, referindo-se ao comissário climático Wopke Hoekstra.

A UE não especificou o tamanho da contribuição planejada.

O bloco de 27 nações também pretende comprometer-se com o financiamento na COP 28, para ajudar os países a cumprir a promessa de triplicar a capacidade global de energia renovável até 2030, segundo comunicado.

O financiamento é uma das maiores questões nas negociações climáticas anuais da Organização das Nações Unidas (ONU). A iniciativa da UE poderá incentivar outros acordos na cúpula, onde os países considerarão a possibilidade de eliminar gradualmente os combustíveis fósseis e tomar outras medidas para reduzir as emissões.

Nas negociações climáticas da ONU do ano passado, os países concordaram em lançar o fundo de danos climáticos, acordo considerado um avanço pelas nações em desenvolvimento, que há muito tempo exigem apoio para lidar com os danos causados pelo clima, como secas, inundações e elevação dos mares.

Até agora, nenhum país fez uma promessa financeira específica para o fundo, embora alguns tenham demonstrado interesse.

O enviado dos EUA para o clima, John Kerry, disse que Washington colocará “milhões de dólares no fundo na COP”, durante o Fórum de Nova Economia da Bloomberg, em Cingapura, na semana passada.

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Embrapa inicia construção de nova unidade de pesquisa em Alagoas


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Na manhã desta segunda-feira (13), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, lança a pedra fundamental que marca o início das obras para instalação da nova sede da Embrapa Alimentos e Territórios em Maceió (AL), uma das 43 unidades de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, a estatal Embrapa.

A nova unidade funcionará onde era a antiga Companhia de Fiação e Tecelagem Norte de Alagoas, fechada em 1983, no povoado Saúde, em Ipioca, no litoral norte de Maceió (22 quilômetros do centro da cidade). A área é de 16,6 hectares, quase 17 campos de futebol, e foi doada pelo governo de Alagoas.

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De acordo com a Embrapa, as estruturas arquitetônicas da antiga fábrica serão recuperadas e até reconstruída para a instalação da equipe e de laboratórios voltados a pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) em biodiversidade e patrimônio alimentar; certificações e signos distintivos de qualidade e origem; antropologia e sociologia da alimentação; circuitos de produção e consumo de produtos agroalimentares; sistemas agroalimentares diferenciados; agregação de valor, gastronomia e turismo rural; e nutrição e saúde.”

A instalação da unidade exigirá mais de R$ 100 milhões.

Programa

Para este ano, a bancada federal de Alagoas no Congresso Nacional estabeleceu no Orçamento Geral da União (2023) um aporte de R$ 28,3 milhões. Também neste ano, o Programa de Aceleração ao Crescimento do Brasil (PAC) deverá investir mais R$ 7 milhões para obras civis da Embrapa Alimentos e Territórios. Em 2024 e 2025, mais R$ 62 milhões serão gastos para aquisição de mobiliário, compra de equipamentos de laboratório e de campo, e instalação de casas de vegetação.

A Embrapa Alimentos e Territórios foi planejada em 2016 e entrou em funcionamento em 2018. Conforme a empresa, o propósito do centro de pesquisa em Alagoas é “agregar valor aos produtos agroalimentares brasileiros, com ênfase nas áreas de alimentos saudáveis e funcionais, gastronomia e turismo, segurança alimentar e desenvolvimento sustentável dos territórios a partir dos alimentos tradicionais.”

Segundo o chefe-geral da unidade, o agrônomo João Flávio Veloso Silva, Embrapa Alimentos e Territórios também atua para fortalecer políticas públicas voltadas para a alimentação de qualidade da população, “respeitando as especificidades culturais e regionais dos consumidores.”

O lançamento da pedra fundamental deverá contar com a presença do governador de Alagoas, Paulo Dantas; e da presidente da Embrapa, Silvia Massruhá.

Estados já podem aderir ao programa de segurança da Amazônia


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As regras para a adesão dos estados ao Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Amas), criado em julho com o objetivo de aumentar a segurança na região, foram publicadas nesta segunda-feira (13) no Diário Oficial da União. Poderão participar os estados do Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Rondônia, Roraima, Tocantins, Pará e Oeste do Maranhão, por meio da assinatura de um termo de adesão, pelo governador da unidade federativa, com vigência de 12 meses.

De acordo com as regras, a adesão voluntária dos estados garantirá a adequação dos programas do Ministério da Justiça e Segurança Pública às necessidades de cada lugar, para combater crimes ambientais e outras violações relacionadas. Em contrapartida, o estado deverá disponibilizar efetivo policial para atuar junto com as forças nacionais e permitir a instalação de bases policiais em seus territórios para a integração da segurança pública.

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A capacitação e o fornecimento de equipamentos de proteção individual e coletiva das forças estaduais serão de responsabilidade das unidades federativas. E a adesão ao Plano Amas não gera obrigação de disponibilidade de novos recursos para investimentos, que só acontecerá pela formalização de outros pactos com a União.

Ao aderir ao plano, cada governante também deverá declarar estar de acordo com a participação do estado no Programa Estratégico de Segurança Pública da Amazônia (Pespam), no Plano Tático Integrado de Segurança Pública para Amazônia (PTI) e permitir a atuação da Força Nacional de Segurança Pública independentemente de solicitação, quando a necessidade for relacionada ao Plano Amas.

Os estados também terão que garantir o uso e o consumo adequados dos materiais, equipamentos e insumos fornecidos pelo governo federal para cumprir os objetivos do plano, com controle e elaboração de relatórios de prestação de contas.

A contribuição dos estados para o Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública, Prisionais, de Rastreabilidade de Armas e Munições, de Material Genético, de Digitais e de Drogas (Sinesp) também será obrigatória após a assinatura do termo de adesão, assim como a indicação de representantes nos colegiados e equipamentos de segurança pública como o Centro de Cooperação Policial Internacional (CCPI-Amazônia).

Terminado o período de vigência da adesão, o estado poderá prorrogar a participação no plano, por mais 12 meses, por meio da assinatura de termo aditivo.

Trens se chocam e deixam ao menos sete feridos no Rio de Janeiro

A colisão de dois trens de passageiros, na manhã desta segunda-feira (13), deixou ao menos sete pessoas feridas, no Rio de Janeiro. O acidente foi na estação de Madureira, na zona norte da cidade.  

De acordo com o Corpo de Bombeiros, há registro de sete vítimas leves atendidas pela corporação. Quatro foram liberadas no local, e duas removidas para o Hospital Municipal Salgado Filho, também na zona norte.  

A SuperVia, concessionária que opera o serviço de trens urbanos no estado, informou que sete clientes reclamando de dores no corpo receberam apoio da empresa. Ainda segundo a SuperVia, após o acidente, alguns trens precisaram aguardar ordem de circulação para seguir viagem ou trafegar em velocidade reduzida.  

A colisão foi no ramal Santa Cruz, que liga o Centro do Rio à zona oeste, passando pela zona norte. A estação Madureira atende também o ramal Japeri/Paracambi, que vai até a Baixada Fluminense, na região metropolitana. 

A direção do Hospital Salgado Filho informou, por meio de nota, que sete pessoas deram entrada na unidade, vítimas do acidente envolvendo os trens. Quatro foram atendidas e receberam alta hospitalar, e três encontram-se estáveis.

A Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do estado (Agetransp) informou à Agência Brasil que acompanha a ocorrência e pediu esclarecimentos à Supervia.

*Matéria atualizada às 13h para atualizar o número de pessoas feridas, segundo o Corpo de Bombeiros.

Rio: estudantes lidam com ansiedade e calor forte no 2º dia do Enem


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No segundo dia da edição 2023 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os estudantes que chegaram mais cedo aos locais de prova no Rio de Janeiro tiveram de lidar com um desafio extra: o calor forte, com temperatura acima dos 40 graus. Além do kit básico com documentos, canetas e cartão de confirmação, o lanche teve de ser reforçado com água e, em alguns casos, sorvete para aguentar o sol.

Até duas horas antes da abertura dos portões, que ocorreu oficialmente às 12h, dezenas de estudantes esperavam do lado de fora dos locais de prova. Na região central da cidade, a maioria preferiu antecipar o horário de chegada por morar longe e ter de enfrentar horas de transporte público. Uns estavam mais confiantes, outros mais tensos, mas praticamente todos compartilhavam da ansiedade com as provas de matemática e ciências da natureza (biologia, física e química).

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Maicon Santos, de 18 anos, veio de Teresópolis, na região serrana, para fazer as provas na capital. Foram pelo menos três horas de ônibus. Ele quer fazer faculdade de biologia. O calor é uma preocupação, mas ele está confiante porque se preparou bem para a prova.

“Foquei em tentar manter a cabeça boa, para lidar com a ansiedade e não deixar isso atrapalhar na prova. Uma parte da matéria eu estou mais confiante, outra aproveitei para dar uma revisada e não surtar na hora. Estudei tudo sozinho, pela internet. Acho que estou preparado, pelo menos otimista. Confesso que com um pouco de medo de matemática, mas o restante estou mais tranquilo”, disse Maicon.

Kayene Leite, de 18 anos, mora no bairro do Recreio, na zona oeste da cidade, e também chegou mais cedo com medo de perder a prova. Ela quer cursar relações internacionais e, para enfrentar o Enem, recorreu aos materiais que encontrou na internet.

“Estudei sozinha pelo Youtube, TikTok, assisti a alguns aulões para revisar conteúdo e pedi ajuda aos professores do ensino médio. Eu ainda tinha contato com eles e pedi algumas dicas. Também me preparei para enfrentar esse calor com muita água e uns chocolates para dar uma energia extra durante a prova. Apesar da ansiedade, estou mais confiante nas provas de hoje, das áreas de exatas, do que estava na redação e nas provas de humanas”, afirmou Kayene.

Além de estudantes que estão terminando ou acabaram de concluir o ensino médio, há aqueles mais velhos que querem uma nova carreira ou realizar um sonho antigo. É o caso da Andrea Costa, de 52 anos, que pretender cursar direito. Para ela, ingressar na universidade seria um novo passo em um processo difícil de mudança de vida.

“Depois da separação e de sofrer violência doméstica, decidi que precisava fazer alguma coisa para mudar minha vida. Voltei a estudar, concluí o ensino médio e decidi fazer o Enem. Pedi ajuda de amigos e professores, estudei com livros antigos em casa. Meus filhos me ajudaram também. Muita gente torceu para eu estar aqui hoje. Estou tranquila para as provas. Matemática eu não sou muito boa, mas nas outras matérias eu vou dar um jeito”, disse Andrea.

Márcia Boaventura, de 51 anos, sonha em cursar medicina em uma universidade pública. Ela admite que não estudou muito para as provas, mas que mesmo assim tem esperança de que vai se sair bem

“Eu trabalho, tenho uma filha de 8 anos, mas acho que consegui boa nota no primeiro dia de provas. Hoje, estou um pouco mais nervosa, as disciplinas não são o meu forte. Mas quero muito fazer medicina, é o meu sonho, venho de uma família pobre e quero poder ajudar as pessoas que precisam”, afirmou.