Festival Refugia mostra cultura e alerta sobre situação de refugiados


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O festival Rio Refugia iniciou ações neste sábado (17) para lembrar o Dia Mundial do Refugiado, que ocorrerá na próxima terça-feira (20). As atividades, que incluem desde uma feira gastronômica a oficinas culturais, brincadeiras para crianças, música, moda e artesanato de vários países do mundo, movimentou o Sesc Tijuca, na zona norte do Rio. É a sétima edição do evento, realizado anualmente pelo Abraço Cultural, Pares Cáritas RJ e Sesc RJ, com o apoio da Agência da ONU para Refugiados (Acnur).

Conforme os organizadores, a intenção é destacar a luta e as conquistas de pessoas que foram obrigadas a deixar seus países de origem em consequência de guerras, graves violações de direitos humanos ou perseguições diversas.

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“A gente quer fazer com que as pessoas reflitam sobre as condições de refúgio, promover a integração entre os povos e a cultura da paz. É um grande evento para unir pessoas do mundo inteiro em situação de refúgio, trabalhar bem a questão do respeito, do acolhimento e do próprio abraço”, disse a gerente de assistência do Sesc RJ, Thais Castro.

A parceria do Sesc com a Cáritas começou na segunda edição do festival. A gerente afirmou que nesse período foi possível observar que o evento é super esperado durante o ano. Os visitantes retornam e trazem outras pessoas, ajudando a dar mais divulgação ao encontro. “As crianças que vinham há cinco anos, hoje já se conhecem e entendem a questão dos direitos humanos, a importância de receber bem todos os povos, que devem ser contra a xenofobia e o racismo. Então, por aí, a gente começa a perceber a eficácia da ação”. 

Rio de Janeiro (RJ), 17/06/2023 - Feira cultural Rio Refugia celebra o dia mundial do refugiado no Sesc Tijuca, zona norte da cidade. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 17/06/2023 – Feira cultural Rio Refugia celebra o dia mundial do refugiado no Sesc Tijuca, zona norte da cidade. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Na programação de hoje houve palestras de refugiados – um deles falou sobre o livro que escreveu e que está à venda no encontro. Além disso, o público pôde conhecer pratos típicos da gastronomia da Nigéria, Venezuela, Síria, Colômbia, do Haiti e da República Democrática do Congo. “A culinária também promove esse respeito, esse conhecimento que liberta. Então, vamos conhecer a alimentação de outro país, como é o processo, respeitar quem está aqui no nosso país em situação de refúgio e traz um prato típico para apresentar. A gastronomia também é um caminho para respeitar esses povos”, observou.

O público pôde participar ainda de oficinas culturais e conhecer os trabalhos de artistas de ritmos latinos e de países do continente africano, com apresentações do DJ angolano Joss Dee e das bandas Saoko e Coral do Rei. “A gente tem multilinguagem, já trabalhou percussão, música, caligrafia, que é muito importante em alguns países, representações específicas como turbantes e artesanato. Trazemos a multilinguagem para mostrar pluralidade no evento”, disse.

A gerente explicou que, durante o ano, a parceria continua para atender aos refugiados que chegam ao Brasil, com serviços como a regularização de documentos e o aprendizado do português. “Unimos parceiros importantes, cada um com sua expertise de atuação. Tem o Abraço Cultural na questão da língua, tem a Cáritas com a documentação e o Sesc com toda a multilinguagem. Trabalhamos com o refugiado de forma holística, tentamos fechar o círculo para que ele se sinta bem no país. Sabemos que a geração de renda é super importante e, por isso, é fundamental que eles apresentem os seus produtos para gerar renda”.

Rio de Janeiro (RJ), 17/06/2023 - Feira cultural Rio Refugia celebra o dia mundial do refugiado no Sesc Tijuca, zona norte da cidade. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil

Rio de Janeiro (RJ), 17/06/2023 – Feira cultural Rio Refugia celebra o dia mundial do refugiado no Sesc Tijuca, zona norte da cidade. Foto:Tânia Rêgo/Agência Brasil – Tânia Rêgo/Agência Brasil

Deslocados

De acordo com a Cáritas, o relatório Tendências Globais da Organização das Nações Unidas (ONU), lançado este mês e que apresenta dados sobre o refúgio no mundo, apontou a existência de 108,4 milhões de pessoas deslocadas globalmente em função de perseguições, conflitos, violência, violações dos direitos humanos ou eventos que perturbam a ordem pública.

Entre essas pessoas 35,3 milhões são refugiadas e 62,5 milhões são deslocados internamente em seus países. Em maio deste ano, o total de deslocados superou os 100 milhões. Havia ainda 5,4 milhões solicitações de refúgio e 2,6 milhões com novos pedidos.

ONG espanhola resgata 117 imigrantes que deixaram a Líbia de barco

A organização não governamental espanhola Braços Abertos disse que resgatou 117 migrantes neste sábado (17), aglomerados em um precário barco de madeira que saiu da Líbia, na mais recente travessia desse tipo pelo Mar Mediterrâneo.

O naufrágio da semana passada na costa da Grécia, que matou pelo menos 78 pessoas entre centenas que estavam em um barco de pesca, colocou os holofotes novamente na morte de milhares de imigrantes que todos os anos fogem da pobreza e dos conflitos na África e no Oriente Médio.

A Braços Abertos afirmou em comunicado que resgatou 117 pessoas, incluindo 25 homens e um menino de três anos, a maioria da Eritreia, do Sudão e da Líbia.

A operação de resgate foi realizada em águas internacionais, a 30 km da costa da Líbia, após o barco deixar o porto de Sabratha de madrugada.

Todos os passageiros passaram por avaliação médica a bordo do barco, informou a ONG, sem dar mais detalhes sobre para onde eles seriam levados.

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Ciclone extratropical provoca morte de oito pessoas no RS


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Oito pessoas morreram e 19 permanecem desaparecidas no Rio Grande do Sul após temporais provocados pelo ciclone extratropical que atinge o estado ndesde quinta-feira (15). Mais de 2.330 pessoas estão desabrigadas. As informações foram divulgadas pelo o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, em entrevista coletiva neste sábado.

Segundo Leite, entre as vítimas fatais está um bebê de quatro meses, que estava em uma área alagada e não conseguiu ser retirado a tempo para tratar de problema de saúde anterior às chuvas.  

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A Defesa Civil do estado emitiu alerta para a chuva intensa e ventos fortes nas regiões da Serra, Litoral Norte e Metropolitana de Porto Alegre neste fim de semana. Leite ressaltou a importância de moradores do estado em fazer o cadastro para receberem os alertas por SMS. Basta enviar mensagem de texto para 40199, com o CEP do morador.  

De acordo com o ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, as cidades afetadas atuam em conjunto com governo local e federal para agilizar a elaboração de planos de trabalho. O documento é um pré-requisito para liberação de recursos federais. Cidades em situação de emergência ou estado de calamidade pública reconhecido pela Defesa Civil Nacional estão aptas a solicitar recursos do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para atendimento à população afetada.  

“Nós costumamos, quando trabalhamos conjuntamente com estados, município e União, reconhecer e aprovar sumariamente [os planos de trabalho] porque evita diligências. Fez um plano de reconstrução de uma ponte e quando entra no sistema, a gente aprova em até 48 horas já está disponibilizando o recurso para o município tocar as atividades”, afirmou Góes. As ações envolvem socorro, assistência às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução de infraestrutura destruída ou danificada. 

No início da tarde, os ministros Waldez Góes, e da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Paulo Pimenta, sobrevoaram neste sábado (17) cidades do Rio Grande do Sul.  

“Visitamos o município de Caraá, onde muitas famílias foram atingidas pelo ciclone e chuvas dos últimos dias. Presidente Lula nos deu a missão de apoiarmos as regiões afetadas com os recursos necessários para amparar quem perdeu bens e abrigo nesse momento difícil. Estamos juntos!”, publicou Pimenta em sua conta no Twitter

Santa Catarina

A comitiva ministerial também visitou áreas atingidas pelo ciclone em Santa Catarina. O estado foi atingido com menor intensidade, mas registrou rajadas de vento entre 50 e 70 km/h.

Segundo a Defesa Civil do estado,  21 cidades registraram ocorrências, sem danos consideráveis. Somente o município de Praia Grande decretou situação de emergência.

*Matéria atualizada às 17h50 de hoje (17/06)

Judô: Guilherme Schimidt volta à boa fase com prata no Cazaquistão


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O judoca brasileiro Guilherme Schimidt, atual número nove do mundo na categoria 81 quilos, faturou a medalha de prata neste sábado (17), no Grand Slam de Astana (Cazaquitão).  Após vencer três lutas seguidas por ippon, o brasiliense de 22 anos foi superado na final por Somon Makhmadbekov (Tadjiquistão), ao sofrer três punições da arbitragem. Promessa do judô nacional, Schimidt volta a subir ao pódio quase um ano depois de conquistar dois ouros em Grand Slams (Turquia e Hungria) e ascender ao top 5 do ranking mundial da Federação Internacional de Judô (IJF, na sigla em inglês). 

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Para chegar à final contra Makhmadbekov, o brasileiro bateu na estreia o cazaque Aibol Nyssanali com dois waza-ari (ippon). Na luta seguinte, pelas quarta de final, Schimidt levou a melhor sobre o espanhol o espanhol Jose Maria Mendiola Izquieta,por hansokumake (desclassificação). A semifinal foi contra o georgiano Nugzari Tatalashvili, que competiu pelos Emirados Árabes Unidos. Schimidt chegou a ter um ippon retirado, após avaliação de vídeo pela comissão de arbitragem, mas acabou avançando à final após o adversário somar três punições, contra duas do brasileiro. Na última luta, valendo a medalha de ouro, Makhmadbekov teve mais facilidade nas estratégia de pegas, e Schimid ainda sofreu três punições, deixando escapar o topo do pódio. 

Neste domingo (18), o Brasil volta ao tatame com Rafael Macedo, número 11 do mundo nos 90 kg, que estreará nas oitavas contra o vencedor da luta entre o vencedor da luta entre Bakar Erashvili (Georgia) e Ayan Baigazy (Cazaquistão). As preliminares começam às 2h30 (horário de Brasília) com transmissão ao vivo do site judotv.com. Já a disputa por medalhas, a partir das 8h, será transmitida pelo Canal Olímpico do Brasil.  

De olho em Paris 2024

Os Grand Slams somam pontos para o ranking mundial, que vale como parâmetro para a classificação à Olimpíada de Paris. O próximo será em Ulanbaatar (Mongólia), a partir da próxima sexta-feira (23). 

O Brasil busca assegurar vaga em cada uma das 14 categorias individuais, além do torneio por equipes em Paris.

A totalização de pontos no ranking da IJF teve início em julho de 2022 e só termina em junho do ano que vem. A modalidade reunirá 372 atletas em Paris (igualmente divididos entre homens e mulheres).  Os 17 primeiros colocados no ranking de categoria asseguram vaga em Paris 2024 (com o limite de um judoca por país). A partir das 18ª colocação no ranking, as vagas serão distribuídas por continente: Américas (21 vagas), Africa (24), Europa (25), Ásia (20) e Oceania (10).

Aeroporto desativado em Belém será sede da COP30 em 2025


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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou neste sábado (17), em Belém, do anúncio oficial da realização da Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 30), que será sediada na capital paraense, em 2025. O evento é considerado a maior e mais importante cúpula mundial relacionada ao clima do planeta e deve reunir cerca de 50 mil visitantes na cidade, incluindo dezenas de chefes de Estado e representantes diplomáticos.

“Não existe nada do Brasil mais falado no mundo do que a Amazônia”, afirmou Lula, durante discurso no evento, ao lembrar que a COP será uma oportunidade para que visitantes do mundo inteiro conheçam a realidade da Amazônia e do povo que vive na região.

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“É muito importante cuidar do ecossistema, da biodiversidade e da floresta, mas é muito importante a gente cuidar do nosso povo que vive na Amazônia. É importante saber que aqui moram 28 milhões de seres humanos que precisam trabalhar, comer, precisam ganhar salário e viver dignamente”, enfatizou o presidente.

Durante o evento, o governador do Pará, Helder Barbalho, e a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, assinaram o contrato de cessão do Aeroporto Brigadeiro Protásio Oliveira para a implantação da sede da COP30. As tratativas para a cessão do local estavam em curso há três anos, sem desfecho, mas foram resolvidas na gestão Lula. No local do extinto aeroporto, que era usado para aviação geral, fica o Parque da Cidade. Há também um centro de convenções importante nos arredores, que deve ser um dos principais polos da COP daqui a dois anos. A cessão do terminal será por 20 anos, prorrogáveis por igual período.

“A COP é a mais extraordinária oportunidade que temos para encontrar a solução, seja para a agenda ambiental, fazendo com que o Pará e o Brasil protagonizem a mudança do uso do solo, a valorização da floresta viva, a geração de emprego verde, a viabilização de um modelo econômico que faça com que a floresta esteja em pé, e que as pessoas possam ter emprego, renda e sustento”, destacou o governador em discurso.

A candidatura do Brasil foi proposta em novembro de 2022, durante a COP 27, realizada em Sharm El-Sheik, no Egito. No mês passado, a candidatura recebeu apoio formal do Grupo dos Estados da América Latina e do Caribe (Grulac) praticamente unânime dos demais países sul-americanos, uma exigência da Organização da Nações Unidas (ONU). A escolha deve ser oficialmente confirmada no fim do ano, durante a COP28, em Dubai. Apesar disso, o processo de organização já está em curso.

Estão previstos projetos ambientais para dotar a capital paraense de melhor estrutura de transporte, limpeza urbana e saneamento básico.

Agenda

Mais cedo, em Abaetetuba (PA), Lula participou da entrega de 222 moradias do programa Minha Casa Minha Vida. O presidente e comitiva voltam para Brasília ainda neste sábado. Na segunda (19), ele embarca em mais uma viagem internacional – vai a Roma, para um encontro com o papa Francisco. De lá, segue com destino a Paris, onde participará de cúpula sobre meio ambiente convocada pelo presidente francês, Emmanuel Macron. Lula retorna ao Brasil no fim da semana.

Programa No Mundo da Bola na TV Brasil faz 10 anos com edição especial


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O programa No Mundo da Bola, transmitido pela TV Brasil, vai comemorar dez anos neste domingo (18), às 21h, com um debate sobre o preconceito no futebol e em outras modalidades de esportes, tendo como tema o combate ao racismo. 

No estúdio, o apresentador Sérgio Du Bocage (foto) receberá os jornalistas Leandro Lacerda, Rachel Motta e Cláudia Silva, que foi a primeira jornalista a acompanhar uma seleção brasileira feminina no exterior, em 1988. Por vídeo, vai participar o paratleta Clodoaldo Silva, nadador, e a jornalista Márcia Silveira, jornalista que sofreu racismo na Espanha, como o jogador de futebol do Real Madrid, Vini Jr.

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O programa passou a ter este nome no dia 16 de junho de 2013, em sinergia com a Rádio Nacional, que há 75 anos tem um programa com o mesmo nome e comemora 76 anos em 1º de setembro de 2023. A história da mesa de debates, considerada a mais tradicional da televisão brasileira, no entanto, começou muito antes da troca de nome.

Primeira edição

A primeira edição foi ao ar em 27 de junho de 1976 pela antiga TV Educativa do Rio de Janeiro, que atualmente se chama TV Brasil. Ao longo do tempo houve muitas mudanças. Na estreia, a apresentação era feita pelo saudoso jornalista Luiz Mendes, conhecido como “o comentarista da palavra fácil”, e o programa tinha o nome de Terceiro Tempo.

Depois de Mendes, a apresentação ficou por conta de Luiz Orlando e a produção se chamava Esporte Total. Na sequência, veio o narrador Januário de Oliveira e a atração esportiva passou a ter o nome de Esporte Visão.

Rio de Janeiro - Equipe de esportes do programa No Mundo da Bola no estúdio da TV Brasil. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

O apresentador Sérgio du Bocage e o jornalista Márcio Guedes  – Fernando Frazão/Agência Brasil

Com um enfarto que afastou temporariamente Januário, o atual apresentador Sérgio Du Bocage ficou à frente do programa por cerca de dois anos, até a volta do titular.

“Eu fui chamado meio às pressas, na véspera, para apresentar o programa pela primeira vez. Foi um dia depois da data de aniversário de Januário, que era 19 de setembro. e fiquei apresentando a mesa.”

Na época, não tinha o TP [teleprompter, equipamento onde é possível ler o texto da apresentação sem aparecer na imagem]. Até hoje eu não uso. Acho que aprendi por conta disso e tomei gosto pela nova função, que nunca tinha cogitado”, contou Bocage, que naquele tempo era repórter.

Mesa Redonda

Em 1990, foi a vez de Raul Quadros comandar a mesa de debates. O jornalista foi sucedido pelo veterano narrador esportivo José Carlos Araújo, conhecido como Garotinho, que se transferiu para a TVE/RJ para apresentar o programa que trocou de nome e se tornou Mesa Redonda. Na saída de Garotinho, o comando ficou com o jornalista Maurício Menezes e era chamado, então, de Debate Esportivo. A partir de 1996, o programa dominical ficou sob o comando do narrador Ricardo Mazella, que dividia a apresentação com Bocage.

Já em 2001, com a parceria da TVE/RJ e do jornal O Dia, destaques da imprensa esportiva da época, como Márcio Guedes, Paulo Stein e Alberto Léo foram para a emissora e integraram o  caderno de esportes do jornal, o Ataque. A apresentação era feita na redação de O Dia, na Rua do Riachuelo, no Centro da cidade. Além dessas estrelas, a bancada contava com participações fixas de Renato Gaúcho, Francisco Horta e Isabel, do vôlei, além de Bocage.

No ano seguinte, as transmissões voltaram para a sede da TVE, na Rua Gomes Freire, na Lapa, centro do Rio, tendo à frente Márcio Guedes, com o nome de EsporTVisão. A partir deste momento, o programa teve ainda na apresentação Paulo Stein, Sérgio Maurício e Henrique Marques, além de Ricardo Mazella e do próprio Bocage novamente.

16/06/2023 Comentarista esportivo Waldir Luiz, programa No Mundo da Bola, da TV Brasil. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Comentarista esportivo Waldir Luiz – Foto:  Fernando Frazão/Agência Brasil

Em 2011, o titular da mesa redonda era o jornalista Flávio Winicki. Ele dividia a bancada com Sergio du Bocage, que assumiu a apresentação no ano seguinte. Em 2013, a atração teve renovação no cenário e ganhou o atual nome de No Mundo da Bola que se mantém até hoje na grade de programação da TV Brasil. Quando teve esta última mudança para No Mundo da Bola, o também jornalista Alberto Léo fazia parte do grupo de comentaristas fixos do programa que sucedeu ao EsporTVisão.

Estrelas

Um time de comentaristas passou pela bancada da mesa de debates dominical. Durante este período, a bancada teve profissionais de destaque da imprensa esportiva como Achilles Chirol, Oldemário Touguinhó Sérgio Noronha, Ruy Porto, Roberto Porto, Washington Rodrigues, o jornalista Sérgio Cabral, e ainda personalidades como o ex-jogador e comentarista Gérson, o Canhotinha de Ouro.

Desde a sua criação, o programa conquistou o público. Para o gerente de Esportes da TV Brasil, Paulo Garritano, o programa desperta a memória afetiva dos telespectadores, que em grande parte assistem ao programa desde a infância.

“Cria essa memória afetiva e uma espécie de tradição. Lembro como se fosse hoje. Eu, como torcedor, saía do Maracanã e ia correndo para casa para assistir o debate na TV Brasil e o compacto do jogo. Isso continua com as pessoas que vão ao Maracanã. Tenho certeza que essas pessoas, ao assistirem o programa, lembram um pouco do passado”, relatou.

“Hoje, com a facilidade de internet é fácil ver como foi o jogo, mas naquela época não, poucas emissoras passavam o compacto do jogo. Então, essa história da memória afetiva é não só com telespectador, mas com os atletas que jogavam e corriam para assistir o jogo e se ver na televisão”, concluiu.

“A gente tem que atribuir hoje muita audiência do programa à força do formato dele no passado.”

Garritano contou que o formato do programa que tinha a mesa de debates e, na sequência, apresentava o compacto de um jogo da rodada, foi fundamental para ele decidir o que faria profissionalmente. “Ver esses programas que meu pai assistia teve um papel importantíssimo para fazer jornalismo e jornalismo esportivo. Depois de algum tempo, estar trabalhando em um programa no mesmo formato, com as pessoas que conhecia da televisão, e poder fazer parte e debater, para mim, pessoalmente, é um prêmio”, revelou.

Tanto Garritano como Bocage acreditam que o sucesso e o interesse do público, mesmo sendo tão longevo, se dá também pela renovação pela qual passa o programa.

“Tentar trazer coisas diferentes como a gente está fazendo agora, com um programa temático. Isso é renovação, um programa com temas que hoje são factuais como racismo e homofobia e trazer isso para a mesa”, destacou Garritano.

Garritano acrescentou que este formato também atrai um público, que não está só interessado no comentário sobre os jogos da rodada. “Acho que este programa de domingo, para quem não assiste futebol é interessante, porque vai formar uma opinião e vai fazer a pessoa refletir um pouco. A gente mantém o programa tradicional, mas a gente consegue hoje dar uma inovada e um outro olhar para o programa”, completou.

Para Bocage, outro fator que mantém o interesse do público é que o programa, mesmo sendo de debates, não reproduz discussões acaloradas para serem discutidas em redes sociais.

“Não se vê no nosso programa, não quero usar o termo baixaria, mas não se vê gritaria, discussão, tem polêmicas, mas cordiais. Acho que como somos desde a nossa criação uma TV educativa, temos que ter uma postura voltada para isso também. Comunicação pública, sejamos educados no ar, sem atropelar um ao outro, sem bate boca. Isso não faz com que o programa não seja divertido e atraente”, defendeu.

Participação

O público pode participar enviando mensagens de texto pelo WhatsApp com o número (21) 97148-9270. Ao longo do programa, as respostas são lidas ao vivo. Os telespectadores podem ainda manifestar suas opiniões pelas redes sociais.

Além da TV Brasil, pelo canal aberto, a programação pode ser assistida pela TV por assinatura e parabólica. Para saber as opções de sintonia pode acessar o endereço.

Os programas são reproduzidos também no TV Brasil Play, pelo site ou por aplicativo no smartphone. O aplicativo pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Quem preferir tem a opção ainda pela WebTV.