Haddad diz que Congresso tem papel-chave na agenda econômica


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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse neste sábado (2), em São Paulo, que o governo federal, o Banco Central e o Congresso Nacional precisam andar juntos para que os resultados econômicos brasileiros sejam produtivos. Durante evento promovido pela XP, o ministro destacou principalmente o papel do Congresso Nacional nessa trajetória de crescimento econômico. 

“O Congresso tem um papel-chave. Se o Congresso somar forças e aprovar medidas na direção correta, afastar pauta bomba, o populismo, afastar o risco e aprovar uma agenda consistente, penso que vamos terminar o ano muito bem”, disse o ministro. “Se os resultados legislativos vierem na direção correta, teremos um segundo semestre alvissareiro e que trará ganho”, completou. 

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Para o ministro, essa parceria funcionou bem no primeiro semestre. “Até aqui, o Congresso tem sido bastante parceiro”, falou ele. 

Haddad classificou também como normais as divergências entre o governo e o Banco Central a respeito da política de juros. “Isso acontece no mundo inteiro. O ideal é o diálogo permanente e tentar harmonizar as políticas”, destacou. 

Durante o evento, o ministro da Fazenda voltou a fazer críticas às desonerações que foram feitas nos últimos anos e ressaltou a intenção do governo em “revisitar” parte delas. “Quando se faz uma aposta e não se colhe frutos disso, você tem que rever  essa política. Tivemos uma série de políticas que deveriam ter sido revistas há muito tempo”, falou. 

Ele também voltou a falar hoje que prevê que o Brasil cresça 3% neste ano. “Esse ano está acontecendo um milagre. Vamos crescer 3%”. 

Haddad participou hoje do evento Expert XP, que foi realizado na São Paulo Expo, na capital paulista. No evento, Haddad falou sobre a visão do Ministério da Fazenda sobre o futuro do país. 

Kayky Brito é transferido para hospital particular na zona sul do Rio


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O ator Kayky Brito, 34 anos, foi transferido na tarde deste sábado (2) para o hospital Copa d’Or, na Zona Sul do Rio de Janeiro. O artista foi atropelado no início da madrugada de hoje, ao atravessar a Avenida Lúcio Costa, na Barra da Tijuca, Zona Oeste da cidade. Ele estava em um quiosque na orla da praia com amigos e atravessou a pista para ir ao carro. Quando retornou, foi atropelado por um motorista de aplicativo que tinha saído do Recreio dos Bandeirantes levando como passageiras uma mulher e uma criança. As passageiras e o motorista não se machucaram.

O motorista parou o carro e aguardou a chegada da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. O ator foi transferido para o Hospital Miguel Couto, na Gávea, zona sul do Rio. O motorista foi à delegacia da Barra da Tijuca prestar depoimento e, em seguida, foi levado ao Instituto Médico Legal, onde foi submetido a teste de alcoolemia no sangue. O exame deu negativo para bebida alcoólica.

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Kayky Brito foi diagnosticado com vários traumas, além de traumatismo craniano. O estado de saúde do ator é considerado grave.

Caxias-RS bate Portuguesa-RJ no fim e garante acesso inédito à Série C


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No encontro dos goleadores da Série D, só um deles poderia sair de campo feliz. E foi Eron. O atacante do Caxias-RS marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre a Portuguesa-RJ, neste sábado (2), no estádio Luso Brasileiro, no Rio de Janeiro, que garantiu o acesso do time gaúcho à Série C do Campeonato Brasileiro de 2024. De quebra, com 14 gols, o jogador deixou para trás Marcelo Toscano, da equipe carioca, e se isolou como principal artilheiro do campeonato. Nunca um jogador havia marcado tantas vezes em uma mesma edição da Série D. A classificação para a terceira divisão do Brasil foi o primeiro acesso conquistado pelo Caxias em uma competição nacional em seus 88 anos de história. A partida foi transmitida ao vivo na TV Brasil.

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Movida pela expectativa de retornar à Série C, competição que não disputa desde 2004, a Portuguesa barateou os ingressos e o resultado se viu nas arquibancadas do Luso Brasileiro: torcida comparecendo em peso. A confiança era grande pelo retrospecto positivo em casa. A Portuguesa jogara nove vezes como mandante, com oito vitórias e apenas um empate.

Durante o primeiro tempo, os donos da casa criaram as melhores oportunidades. Um chute de fora da área de Luã obrigou Fabian Volpi a fazer boa defesa. Em outro lance pela direita, Fernandes encontrou Marcelo Toscano completamente livre de frente para o gol, mas o (então) artilheiro da competição perdeu gol incrível.

Caxias sai mais e mata o jogo no fim

No segundo tempo, o Caxias procurou propor mais o jogo, mas a Portuguesa continuou criando as melhores chances. Em uma delas, Luã, novamente, finalizou pelo lado esquerdo com um chute cruzado e a bola passou raspando a trave esquerda do gol do Caxias.

O lance que definiu o duelo aconteceu aos 38. Após levantamento na área, a bola sobrou para Augusto Galvan. O camisa 10 do Caxias tentou o drible e a bola encontrou o braço de Wellington Cezar. Após consulta ao VAR, foi marcado pênalti para o time gaúcho. Eron bateu alto e forte no canto direito, o goleiro Dida ainda desviou mas não conseguiu impedir o gol.

Os dez minutos de acréscimos apontados pela arbitragem renderam algumas oportunidades para a Portuguesa, que rondou a área adversária mas parou sempre no goleiro Volpi. O Caxias, em uma esticada, quase marcou mas Dida fez grande defesa.

Aos 56 minutos, enfim, o apito final que trouxe decepção aos quase 5 mil torcedores presentes ao Luso-Brasileiro, em grande maioria do time da casa, e proporcionou lágrimas de alegrias aos visitantes.

O Caxias, que chegou a disputar a Série A do Campeonato Brasileiro por quatro vezes na década de 1970, nunca havia subido de divisão. Caiu da Série B para a C em 2005, e dez anos depois foi rebaixado para a Série D. 

Donos da 123 Milhas deverão comparecer à CPI na quarta-feira


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Os sócios-administradores da empresa 123 Milhas, os irmãos Ramiro Soares Madureira e Augusto Julio Soares Madureira, não poderão deixar o Brasil até terem prestado depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Pirâmides Financeiras da Câmara dos Deputados. A decisão é do juiz federal Edison Grillo, da 3ª Vara Federal Criminal de Belo Horizonte (MG), que atendeu pedido do presidente da CPI, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ). 

Em sua decisão, o juiz autorizou a condução coercitiva caso os empresários deixem de comparecer. Os sócios e principais administradores da plataforma digital de vendas de passagens aéreas garantem que comparecerão à audiência da CPI das Pirâmides Financeiras na próxima quarta-feira (6), às 10h. 

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“As testemunhas estão sujeitas à aplicação das sanções previstas no artigo 219 do Código Penal, imposição de multa, condenação ao pagamento das custas da diligência e eventual persecução pelo delito de desobediência, na hipótese de não comparecimento injustificado”, lembrou o juiz, antes de determinar que a Polícia Federal (PF) seja informada da restrição à saída dos empresários do território brasileiro antes da 0 hora do dia 7. Caso os sócio-administradores da empresa faltem e a CPI julgue necessário, caberá à corporação conduzi-los à Brasília.

“Na hipótese de ausência com justificativa, caberá à CPI avaliar a razoabilidade dos motivos apresentados pelos intimados, a fim de deliberar pela conveniência da condução coercitiva já autorizada por este juízo”, acrescentou Grillo. 

Consultada pela Agência Brasil sobre a decisão judicial desta sexta-feira, a assessoria da empresa se limitou a responder que “a 123milhas informa que seus sócios, Ramiro e Augusto Soares Madureira, estarão na sessão da CPI sobre Pirâmides Financeiras, marcada para o próximo dia 6 de setembro, às 10h.”

Os empresários já faltaram às duas reuniões da comissão a que foram convocados para prestar esclarecimentos sobre os problemas que a empresa enfrenta e as medidas que está adotando para evitar prejuízos aos clientes. Na última quarta-feira (30), os advogados dos irmãos Madureira enviaram um ofício alegando que seus clientes não compareceriam à audiência por ter uma reunião previamente agendada no Ministério do Turismo, no mesmo horário.

Na ocasião, a defesa assegurou que os empresários estavam à disposição da CPI a partir de 4 de setembro. Apesar disso, o presidente da comissão, deputado Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), pediu à Justiça Federal que autorizasse a condução coercitiva, ou seja, à força, dos empresários caso eles voltassem a não atender à convocação de comparecimento.

Suspensão

Alegando “motivos alheios à sua vontade”, no dia 18 de agosto a 123 Milhas anunciou a suspensão da emissão de passagens para embarques previstos entre setembro e dezembro deste ano. Doze dias depois, já tendo se tornado alvo de uma ação civil pública e de ações individuais, a empresa protocolou um pedido de recuperação judicial no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJ-MG). 

“A medida tem como objetivo assegurar o cumprimento dos compromissos assumidos com clientes, ex-colaboradores e fornecedores. A Recuperação Judicial permitirá concentrar em um só juízo todos os valores devidos. A empresa avalia que, desta forma, chegará mais rápido a soluções com todos os credores para, progressivamente, reequilibrar sua situação financeira”, informou a empresa, em nota, no mesmo dia.

A juíza da 1ª Vara Empresarial de Belo Horizonte, do TJ-MG, Cláudia Helena Batista, aceitou o pedido de recuperação judicial na última quinta-feira (31). Em sua decisão, a magistrada sustenta que “as empresas recuperandas merecem ter preservado o exercício de suas atividades empresariais, a fim de que possam continuar a cumprir a função social que lhes incumbe”.

A empresa terá que apresentar um plano de recuperação em até 60 dias a partir da publicação da decisão da juíza. Segundo a justiça mineira, as dívidas somadas da 123 Milhas chega à casa dos R$ 2,3 bilhões.

Na última terça-feira (29), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ajuizou uma Ação Civil Pública contra a empresa. Na ação, o MP estadual pede o bloqueio de pelo menos R$ 20 milhões pertencentes à empresa. A quantia, segundo os promotores, visa a garantir ao menos parte de eventuais futuras indenizações aos consumidores lesados.

Para evitar novos danos e novas vítimas, o MP mineiro também pede à Justiça estadual que a empresa seja proibida de realizar as chamadas “promoções flexíveis”, com datas abertas. E que seja condenada a pagar R$ 10 milhões por danos morais, além de outros danos individuais.

Segundo os promotores, a 123 Milhas lesou os consumidores ao oferecer passagens e pacotes de viagens a baixo custo, “explorando a inexperiência de julgamento de consumidores com a ideia de que é possível venda de passagens aéreas no preço anunciado […] Uma verdadeira cilada. Vê-se, assim, a quebra da confiança, por parte da empresa”, aponta o promotor de Justiça de Uberlândia (MG), Fernando Martins.

Taekwondo: Netinho Pontes conquista prata no Grand Prix de Paris


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O brasileiro Edvaldo Pontes, mais conhecido como Netinho, faturou a medalha de prata neste sábado (2), no Grand Prix de Taekwondo, em Paris (França), e conquistou pontos importantes na busca da vaga olímpica para os Jogos no ano que vem na Cidade Luz. Nascido em João Pessoa (PB), Netinho venceu hoje quatro lutas seguidas, até ser superado pelo uzbeque Ulugbek Rashitov, por 2 a 0, na final da categoria dos 68 quilos. O brasileiro ocupa atualmente a oitava posição no ranking mundial – os cinco primeiros colocados até dezembro asseguram presença em Paris 2024.

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Antes da luta final, valendo a medalha de ouro, Netinho derrotou Eyad Barakt (Egito), Levante Josza (Hungria), Dennis Baretta Itália) e Zaid Alhalawani (Jordânia) – em todas as lutas venceu por 2 a 0.

O atleta paraibano foi vice-campeão mundial no ano passado nos 74kg, mas a categoria não faz parte do programa olímpico dos Jogos de Paris.

Outro três brasileiros competem neste domingo (3) último dia do Grand Prix: Maicon de Andrade e Ícaro Miguel – ambos nos 80kg masculino – e Gabriele Siqueira lutando, no 67kg feminino.

Classificação para Paris 2024

O taekwondo reunirá aos 128 atletas na Olimpíada de Paris (vagas igualmente divididas entre homens e mulheres). Além do ranking mundial – os cinco melhores (feminino e masculino) em cada categoria garante vaga direta – também terão presença em Paris os melhores em cada peso no ranking do circuito mundial. A data limite é dezembro deste ano. 

As outras oportunidades de os atletas brasileiros carimbarem a vaga olímpica é conquistar, ou ser vice-campeão, do Torneio Pan-Americano de 2024. Estão em  jogo ainda quatro convites (dois por gênero) que serão distribuídos pela Federação Internacional de Taekwondo (World Taekwondo).

Aula em praça pública homenageia legado de Paulo Freire

Uma aula pública em São Paulo marcou o fim do ciclo de comemorações do centenário do educador Paulo Freire, promovido pelo grupo de teatro Companhia do Tijolo, e a estreia de uma nova montagem teatral sobre aprender e ensinar.

O palco, na última quarta-feira (30) de agosto, foi a Praça da República, centro da capital paulista. Ao fundo, o prédio de uma das primeiras escolas da cidade, hoje a sede da Secretaria Estadual de Educação. De um lado, a unidade móvel do Bom Prato, serviço do governo do estado, que oferece refeições a R$ 1. Do outro, as tendas da Operação Baixas Temperaturas, com cobertores para as pessoas em situação de rua enfrentarem o inverno paulistano.

No centro da praça, cercada por uma plateia acomodada em cadeiras de praia, duas mulheres com cerca de 80 anos falam sobre educação popular, religiosidade, feminismo e liberdade. Ivone Gebara e Maria Valéria Rezende são freiras da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora e trazem uma experiência de religiosidade e educação que foge a qualquer estereótipo.

O encontro foi organizado pelo grupo de teatro Companhia do Tijolo, que, em 2021, ano do centenário de Paulo Freire, iniciou um ciclo de atividades para celebrar o patrono da educação. A aula das duas religiosas, que são também educadoras, pensadoras e escritoras, encerrou esse ciclo. Karen Menatti, atriz e integrante da companhia, explica porque Ivone e Maria Valéria foram as protagonistas do ato.

“A Ivone conviveu muitos anos com Dom Helder [Câmara], em Recife, e a Maria Valéria com o professor Paulo Freire, quando ele fazia seus projetos de alfabetização de adultos, ela é educadora popular também. A gente queria ouvir o que elas tinham para falar em relação à educação popular, mas também pelo viés da palavra escrita, da palavra falada, das histórias de vida delas que, afinal de contas, é o nosso pensamento também da Companhia do Tijolo, que é aprender a partir do nosso chão, e do chão do outro que está do lado”, explicou Karen Menatti.

O encontro também foi a abertura de uma nova etapa. Em setembro, a companhia estreia uma peça nova: o Vôo da Guará Vermelha, baseada no livro homônimo de Valéria. O livro conta a história de Rosálio e Irene. Ele, um pedreiro que anda pelo Brasil com uma caixa de livros, que não consegue ler porque é analfabeto. Ela, uma prostituta com Aids, que sabe ler e escrever. Quem conta mais sobre os sentidos desse encontro é a própria Valéria.

“Ele conta histórias pra ela, e ela tem vontade de viver mais um dia para ver a continuação da história e ensina ele a escrever. É uma espécie de Mil e Uma Noites ao contrário. É a educação, mas uma forma de educação que não é a escolaridade tradicional, que supõe que a cabeça do outro é vazia”, relata a escritora.

Ela destaca que esta é uma percepção da educação como troca de saberes. “Que é sempre mútua, de inspiração freiriana. [Uma história que] Toca as pessoas que têm interesse na transformação social, na justiça social, que têm uma esperança que o Brasil seja mais justo”, acrescenta.

Ivone também é educadora, mas o foco dela é filosofia e teologia e propõe uma leitura bíblica baseada na ética e contra as opressões. “Para mostrar o quanto as crenças religiosas também precisam ser retrabalhadas, porque podem tanto fortalecer os impérios opressores quanto a liberdade necessária para a vida.”

Para ela, a aula no meio da praça foi uma experiência nova. “Eu não sei o que captaram, mas pra mim foi interessantíssimo poder falar de educação numa praça pública. É de uma originalidade incrível, me remete aos tempos em que a gente tinha mais segurança de falar nas praças públicas e de discutir coisas políticas.”

Desempregado, Paulo Henrique deixou a fila do restaurante popular para assistir à aula. “Eu acho que toca na questão muito crucial para o Brasil, não só o Brasil, que é a questão da religião. Se Jesus voltasse hoje, eles matariam Jesus de novo. E esse tipo de coisa parece que é um consenso coletivo de uma resistência”, avaliou.