Projeto Albatroz abre centro de educação ambiental em Cabo Frio


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Neste domingo (24), o Projeto Albatroz inaugura o seu primeiro Centro de Visitação e Educação Ambiental Marinha, em Cabo Frio, na Região dos Lagos do estado do Rio de Janeiro, que ficará aberto gratuitamente de quinta-feira a domingo, das 11h às 18h, para os moradores das comunidades do entorno. Para turistas, será cobrada taxa de R$ 15.

A festa de inauguração será de 13h às 18h, aberta ao público, em especial as comunidades do entorno, informou à Agência Brasil a fundadora e coordenadora geral do Projeto Albatroz, Tatiana Neves. O evento contará com participação de artistas e expositores locais, atividades de educação ambiental e concerto da Orquestra Petrobras Sinfônica.

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“A ideia é que o centro seja a casa das comunidades do entorno e que as pessoas se sintam apropriadas pelo processo”, disse Tatiana.

Os moradores serão cadastrados para ter acesso gratuito ao Centro de Visitação. O Projeto Albatroz vai dar acesso gratuito para estudantes das escolas públicas municipais, que já recebem o Programa Albatroz nas Escolas, em parceria com as secretarias municipais de Educação. “A gente vai trazer as crianças para dentro do centro também. A nossa premissa básica é dar oportunidade de conhecimento para as crianças que, muitas vezes, não têm”, explicou.

albatroz de Tristão

Albatroz de Tristão – Dimas Gianuca/Projeto Albatroz

Centro de Visitação

“O centro tem pavilhões de exposição, áreas ao ar livre, uma trilha de mangue, onde tem placas mostrando as espécies de Caranguejo Uçá, do Guaiamu. É uma sala de aula ao ar livre, onde as pessoas podem vivenciar um pouco a natureza”,informou Tatiana.

No final da trilha, se vê a Lagoa de Araruama. Em um píer de observação, os visitantes podem acompanhar as aves que se alimentam nos bancos de areia, bem próximos da área. “As pessoas vão conseguir avistar as aves, sem alterar o seu comportamento. São aves migradoras de vários locais e residentes na nossa região também”.

Há também um centro informativo logo no início do projeto. Na calçada dos ecossistemas, há painéis que vão mostrando a sucessão de ecossistemas marinho e costeiro. O primeiro pavilhão foi denominado Oceano e reúne espécies marinhas de alto-mar, como os albatrozes. No local, há uma reprodução da Ilha Geórgia do Sul, que é um dos locais mais importantes de reprodução de albatrozes, que fica na região subantártica, e a réplica de um casal dessas aves em tamanho real, no ninho, em um cenário que reproduz o local onde eles se reproduzem. Há também uma ossada completa de uma baleia jubarte, montada e suspensa.

Tatiana informou que essa é a segunda ossada de baleia jubarte existente no Rio de Janeiro. A primeira está no AquaRio, na Praça Mauá, região portuária da capital fluminense. “É a nossa cereja do bolo”.

No centro há informações também de vários outros projetos, como o Meros do Brasil; o Golfinho Rotador, de Fernando de Noronha; o Coral Vivo; as Tartarugas Marinhas. “É um espaço em que a gente fala de todos esses animais, ícones do oceano. A gente está na década do oceano, decretada pela Organização das Nações Unidas e que vai acontecer entre 2021 e 2030”.

O espaço está integrado à questão da cultura oceânica, com o objetivo de trazer essa cultura para as comunidades que vivem do mar e para o mar, explicou Tatiana.

Projeto Albatroz

O último espaço do Centro de Visitação trata do Projeto Albatroz, abordando sua biologia e características. O Albatroz é uma ave que começa a se reproduzir com 10 anos a 11 anos de idade, são monogâmicas, e dependendo da espécie, podem colocar um único ovo a cada 2 anos, dedicando-se exclusivamente aos seus cuidados por cerca de 1 ano até que o filhote esteja pronto para viver de forma independente.

“São o nosso objeto de trabalho, porque eles sofrem algumas ameaças importantes, como a captura na pesca de espinhel, ou pesca de alto-mar, além do descarte de plásticos nos oceanos. O espinhel consiste em um aparelho de pesca que utiliza iscas para a atração dos peixes. As iscas mais usadas são a sardinha, cavalinha e lula.

O Projeto Albatroz nasceu em 1990, visando entender como acontece a interação entre as aves e os barcos de pesca, de modo a reduzir essa captura, que não é positiva nem para os albatrozes, nem para os pescadores. “Os pescadores querem pescar peixe no alto-mar e acabam capturando os albatrozes. É prejuízo para todo mundo. Por isso, a Petrobras nos patrocina desde 2006, por meio de edital público”, explica Tatiana.

O Centro de Visitação abriga também um playground para crianças, lanchonete e loja. “É um espaço agradável, onde os visitantes vão poder curtir a natureza e aprender também”.

O prédio voltado à educação ambiental não está na rota da visitação. Tatiana Neves informou que o objetivo é fazer cursos de educação ambiental e de capacitação para as comunidades do entorno, abrangendo municípios vizinhos de Cabo Frio, principalmente a capacitação de jovens das comunidades para trabalharem no centro e desenvolverem habilidades profissionalizantes.

Tatiana explicou que o objetivo é desenvolver a capacidade de engajamento desses jovens no mercado de trabalho, em diversas áreas, como a observação e educação ambiental, e também na área da cultura e no aprimoramento profissional de maneira geral. Para isso, serão identificadas as potencialidades das comunidades para que o projeto possa trazer resultados positivos, gere renda e outros benefícios relacionados com a habilidade da região.

Estrutura

Com área útil de mais de 18 mil metros quadrados, o Centro de Educação Ambiental Marinha, do Projeto Albatroz, está situado ao lado do Parque Ecológico Municipal Dormitório das Garças e da Lagoa de Araruama.

A ossada da baleia-jubarte (Megaptera novaeangliae) foi doada ao Projeto Albatroz pelo Instituto Orca, especializado no resgate e manejo de cetáceos. Todas as etapas de limpeza, restauração, montagem e finalização foram feitas pelo biólogo especialista em osteomontagem Antônio Carlos Amâncio. Parceiro de longa data do Projeto Albatroz, o artista plástico Alexandre Huber foi responsável pela criação de painéis especiais para as paredes do centro de visitação, que destacam as características marcantes dessas aves e ajudam a aproximá-las do público.

20/09/2023, Inauguração do 1º Centro de Visitação e Educação Ambiental Marinha do Projeto Albatroz. Foto: Projeto Albatroz/Divulgação

Ossada da baleia Jubarte (Megaptera novaeangliae) doada ao Projeto Albatroz pelo Instituto Orca – Foto: Projeto Albatroz/Divulgação

Projeto

O Projeto Albatroz nasceu em Santos (SP) e desde 1990 trabalha pela conservação das espécies de albatrozes e petréis que se alimentam em águas brasileiras. O projeto é patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Socioambiental, desde 2006, e mantém uma base avançada de pesquisa na Universidade Veiga de Almeida (UVA), no campus de Cabo Frio, desde 2014, que possibilitou a ampliação das pesquisas no Porto de Cabo Frio, que é rota de diversas embarcações de pesca de espinhel com a qual os albatrozes e petréis interagem e pela qual são capturados.

O projeto é coordenado pelo Instituto Albatroz, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) que trabalha em parceria com o poder público, empresas pesqueiras e pescadores.

Final da Copa do Brasil terá campanha de combate ao racismo


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Antes da bola rolar na final da Copa do Brasil, disputada entre Flamengo e São Paulo, neste domingo (24), os torcedores presentes no estádio do Morumbi e os que vão acompanhar o jogo pela televisão terão sua atenção voltada para uma campanha para enfrentar o racismo nos campos de futebol. Batizada de Com Racismo Não Tem Jogo, a ação divulgará canal de denúncias para enfrentamento ao racismo no cenário esportivo.

Campanha contra racismo no futebol

Governo federal aproveitará visibilidade da final da Copa do Brasil para divulgar campanha contra o racismo – Ministério dos Direitos Humanos/Divulgação

A ação contará com as presenças dos ministros Silvio Almeida (Direitos Humanos e da Cidadania), Anielle Franco (Igualdade Racial) e André Fufuca (Esporte). Na ocasião, haverá a exibição de um balão inflável do Disque 100 – Disque Direitos Humanos, canal pelo qual a população pode fazer denúncias contra a violação de direitos humanos, dentre elas o racismo durante as partidas de futebol.

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No centro do gramado do Morumbi, os ministros também entregarão camisetas aos jogadores com mensagem contra o racismo. A campanha faz parte das ações do governo federal para combater o racismo.

“O governo federal está empenhado em promover ações para coibir e reprimir atos de intolerância, discriminação e preconceito racial em arenas esportivas tanto no Brasil quanto no exterior”, disse o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania em nota.

A pasta lembra ainda os episódios de racismo, na Espanha, envolvendo o jogador Vinicius Jr., atacante do Real Madri e convocado para a seleção brasileira. Em maio, Vinicius Jr. foi alvo, mais uma vez, de racismo, durante uma partida do seu time contra o Valencia.

No episódio, torcedores do Valencia chamaram Vinicius de macaco desde a chegada do ônibus no estádio. O comportamento foi repetido ao longo do jogo, fazendo com que a partida fosse interrompida quando o atacante apontou torcedores imitando sons e fazendo gestos de macacos.

Em resposta, o Itamaraty, o Ministério dos Direitos Humanos e Cidadania e o Ministério da Igualdade Racial, em conjunto com outras Pastas, divulgaram uma nota convocando as autoridades governamentais e esportivas da Espanha a tomarem providências para punir os autores dos atos e evitar repetições.

Hoje é dia traz o Dia Nacional da Radiofusão, saúde e direitos humanos

Nunca antes na história da humanidade o acesso à informação foi tão fácil, veloz e múltiplo. Mas isso não significa que a nossa forma de nos informar seja maravilhoso. Do mesmo jeito, nunca antes foi tão necessário estar atento às fontes das informações que consumimos para evitar e enfraquecer a proliferação das fake news. E esta quinta semana de setembro é uma boa ocasião para se refletir sobre isso.

No dia 25 celebramos o Dia Nacional do Rádio e da Radiodifusão. A data foi criada para relembrar o nascimento de Edgar Roquette-Pinto, considerado o pai da radiodifusão no país. Médico, professor, escritor, antropólogo, etnólogo e ensaísta, Roquette-Pinto fundou a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, chamada posteriormente de Rádio MEC após ser doada, em 1936, ao Ministério da Educação. Clicando aqui você poderá acessar um especial sobre a história do rádio. Elaborado pelos profissionais da Radioagência Nacional e publicado pela Agência Brasil as reportagens lembram a importância desse veículo, que continua sendo fundamental na comunicação brasileira. E a programação de todas as rádios da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) pode ser conferida no Portal das Rádios.

Já o 28 é reservado pala lembrarmos o Dia Internacional do Acesso Universal à Informação. A data foi instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), com o objetivo de promover o acesso à informação por meio de todas as plataformas, como uma maneira essencial de cumprir a Agenda de Desenvolvimento 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). A Unesco acredita que o acesso à informação é uma forma de reduzir o fosso das desigualdades sociais no planeta.

E fechamos a semana com uma pergunta: uma boa história contada ao pé do ouvido vale mais que muitas imagens? Não temos uma resposta definitiva para isso, mas o que se sabe é que o crescimento da audiência para podcasts no Brasil tem sido exponencial, de acordo com a Associação Brasileira de Podcasters. E em 2023 a EBC entrou neste mundo. E no Dia Internacional do Podcast, comemorado no dia 30, te convidamos a conhecer Histórias Raras, Copa Delas e Sala de Vacina, produções da Radioagência Nacional. É só clicar aqui!.

Saúde, Direitos Humanos e Cidadania

Abrimos a semana comemorando o Dia Nacional do Trânsito. O tema é pauta constante nos veículos da EBC, e recentemente foi a série de reportagens especiais Trânsito: bons exemplos em movimento levou para os expectadores da TV Brasil o que tem sido inovação para melhorar a mobilidade urbana e quais os desafios a serem superados no trânsito brasileiro. O Caminhos da Reportagem também abordou o tema este ano, no programa Soluções em Trânsito. Assista!

O 26 de setembro é reservado para o Dia Nacional dos Surdos e o Dia Internacional da Linguagem de Sinais. A comunidade surda é formada por mais de dez milhões de brasileiros, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). E mesmo com avanços e tecnologia, essa população ainda enfrenta muitas dificuldades para acessar serviços básicos do cotidiano. Uma das barreiras é a falta de comunicação. O episódio Brasil que usa libras, do Caminhos da Reportagem, mostra que, embora a Libras ( Língua Brasileira de Sinais), seja um idioma oficial no país, apenas dois milhões de pessoas a dominam.

No dia 27 é o Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos. O tema ganhou repercussão recentemente quando o apresentador Fausto Silva, o Faustão, foi submetido a um transplante de coração. Junto com as inúmeras informações relevantes que circularam sobre o tema, as fake news também tiveram seu espaço. Por isso, nessa data, vale destacar que o Sistema Nacional de Transplantes (SNT) brasileiro, ligado ao Sistema Único de Saúde (SUS), é o maior do mundo. A Agência Brasil já explicou como funciona a lista de espera e os transplantes no país  e também deu destaque para os hospitais universitários que têm sido referência nesse trabalho.

Durante a pandemia de covid-19 a doação de órgãos caiu no país, mas de acordo com matéria veiculada pela Radioagência Nacional o número de doadores voltou a crescer nesse ano.. E vale sempre lembrar que não há custos para a família do doador, bem como não há nenhum tipo de pagamento pelo órgão. E que, caso a pessoa queira ser uma doadora, ela deve avisar à família, pois serão os familiares os responsáveis pela autorização da captação.

Uma das metas da Agenda do Desenvolvimento Sustentável é “acabar com a fome, alcançar a segurança alimentar e melhoria da nutrição e promover a agricultura sustentável” até 2030. Mas esse objetivo parece distante de ser alcançado, e um dos motivos é a quantidade de comida jogada fora diariamente em todo o mundo enquanto a fome cresce. Por isso, celebrando o dia 29, Dia Internacional de Conscientização sobre Perda e Desperdício de Alimentos, a Organização das Nações Unidas convida a todos a colaborarem com as estratégias para reduzir a perda de comida. Para contribuir com essa reflexão, a Agência Brasil publicou, em março, o especial Prato Vazio que traça um panorama do Brasil que ainda está no mapa da fome.

Também no dia 29, é o Dia Mundial do Coração. A data é um chamamento para a atenção às doenças cardiovasculares e às formas de preveni-las.

As doenças cardiovasculares são as principais causas de morte em todo o mundo, e um levantamento do Instituto Nacional de Cardiologia (INC) mostra que, entre 2008 e 2022, o número de internações por infarto aumentou no Brasil. Entre os homens, a média mensal passou de 5.282 para 13.645, alta de 158%. Entre as mulheres, a média foi de 1.930 para 4.973, aumento de 157% (). O aumento dos infartos e as formas de prevenção também foram assunto do jornalismo da Rádio Nacional.

Religiosidade

O Yom Kipur, o dia do perdão eterno, é considerada a data mais sagrada para a comunidade judaica. Este dia de reflexão e reconciliação é celebrado sempre no décimo dia após o Rosh Hashaná – ano novo judaico. Então, entre o entardecer do dia 24 e o pôr do sol do dia 25 os judeus de todo o mundo serão convidados a um momento de profunda introspecção, oração, arrependimento e perdão.

Nos dias 26 e 27 de setembro são celebrados os irmãos Cosme e Damião. Para a igreja católica os dois são considerados santos por terem praticado a medicina gratuitamente na comunidade em que viviam. Os dois foram decapitados por volta do ano 300 por não negarem a fé cristã, e são considerados mártires pela igreja romana.

Já para os praticantes da umbanda e do candomblé, a referência aos dois é fruto da necessidade dos africanos escravizados terem que associar seus orixás a santos católicos para praticarem sua fé. Para essas religiões, Cosme e Damião são, na verdade, os Ibejis, filhos gêmeos de Xangô e Iansã. E a tradição de entregar doces vem daí, da oferenda aos orixás crianças. Para saber mais sobre essa história você pode clicar aqui e aqui.

E sobre as duas datas, vale lembrar que até 1969 a igreja católica também celebrava os santos no dia 27, como a umbanda e o candomblé. Mas, desde aquele ano, se alegou que a celebração seria no 26 para não coincidir com a festa de são Vicente de Paula, outro santo da religião.

Confira a lista semanal do Hoje é Dia com datas, fatos históricos e feriados:

Semana de 24 a 30 de Setembro de 2023
24

Morte do geógrafo, sociólogo, pensador e ativista do combate à fome pernambucano Josué de Castro (50 anos)

Dia de Iom Kipur (Dia do Perdão) do Calendário Judaico – começa no crepúsculo que inicia o décimo dia do mês hebreu de Tishrei (que coincide com Setembro, Outubro ou Novembro), continuando até ao seguinte pôr do sol

25

Nascimento da atriz e dubladora paulista Nícia Soares (95 anos)

Nascimento da cantora, compositora e folclorista maranhense Maria de Lourdes Argollo Oliver, a Dilu Melo (110 anos)

Nascimento do compositor francês Jean-Philippe Rameau (340 anos) – um dos maiores compositores do período Barroco-Rococó. Na França, porém, é tido como a maior expressão do Classicismo musical

Dia Nacional da Radiodifusão – comemorado extraoficialmente por brasileiros, para marcar a data do nascimento do Médico legista, professor, antropólogo, etnólogo, ensaísta e pioneiro do Rádio brasileiro, Roquette-Pinto, nascido em 25 de setembro de 1884, e que é considerado o “Pai da radiodifusão” no Brasil

Dia Nacional do Trânsito

Lançamento do programa esportivo “Stadium”, na TVE (47 anos)

26

Nascimento do cantador, violeiro e repentista pernambucano Otacílio (100 anos) – umas de suas músicas de sucesso é “Mulher Nova, Bonita e Carinhosa Faz o Homem Gemer sem Sentir Dor”, composta em parceria com o cantor Zé Ramalho, gravada pela cantora Amelinha para o disco homônimo da canção-título e posteriormente foi gravada pelo próprio Zé Ramalho

Nascimento da cantoria e atriz britânica Olivia Newton-John (75 anos) – tornou-se uma estrela internacional com o sucesso do filme “Grease” (1978), que no Brasil se chamou “Nos tempos da brilhantina”

Dia de São Cosme e Damião (para o catolicismo)

Dia Internacional para Eliminação Total das Armas Nucleares – data reconhecida pela ONU

Dia Nacional dos Surdos/Dia Internacional da Linguagem de Sinais/Semana Internacional dos Surdos – comemoração instituída pela Lei Nº 11.796 de 29 de outubro de 2008; tem por fim marcar a data da criação da 1ª escola brasileira para Surdos, que foi fundada em 26 de setembro de 1857 com o nome de Colégio Nacional para Surdos-Mudos na cidade do Rio de Janeiro e que atualmente é conhecida por Instituto Nacional de Educação de Surdos

27

Dia de São Cosme e Damião (para o candomblé e umbanda)

Dia Mundial do Turismo – comemoração instituída pela 3ª conferência da Organização Mundial do Turismo para marcar a data da adoção dos estatutos da OMT, ocorrida em 27 de setembro de 1970; data reconhecida pela ONU

Dia Nacional da Doação de Órgãos e Tecidos

28

Nascimento do escritor, professor e psicólogo paulista Isaias Pessotti (90 anos)

Morte do papa italiano Albino Luciani, o João Paulo I (45 anos)

Nascimento do automobilista finlandês Mika Häkkinen (55 anos)

Dia Internacional do Acesso Universal à Informação – data reconhecida pela UNESCO

Dia Mundial da Raiva – comemoração para marcar a data da morte do microbiologista e químico francês, Louis Pasteur, que faleceu em 28 de setembro de 1895, e que, com a colaboração de seus colegas, também desenvolveu a 1ª vacina eficaz contra a raiva, uma doença totalmente previnível que, ainda assim, mata uma pessoa a cada 10 minutos em média; data reconhecida pela Organização Mundial de Saúde

29

Morte do escritor fluminense Machado de Assis (115 anos)

Dia Marítimo Mundial – comemoração móvel (última sexta-feira de setembro) instituida pelo Conselho de Administração da Organização Marítima Internacional, anteriormente conhecida como Organização Consultiva Marítima Intergovernamental e que está ratificada pela ONU

30

Morte do escritor, radialista e compositor fluminense Sérgio Marcus Rangel Porto, o Stanislaw Ponte Preta (55 anos)

Nascimento da atriz paulista Dirce Migliaccio (90 anos)

Nascimento do radialista português Hélio do Soveral (105 anos) – roteirista da famosa série de radioteatro da Rádio Nacional “Teatro de Mistério”

Conquista da medalha de ouro por Aurélio Miguel, na categoria meio-pesado do Judô nos Jogos Olímpicos de Seul (35 anos)

Dia Internacional da Tradução – data reconhecida pela ONU

São Paulo e Flamengo decidem título da Copa do Brasil


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Chegou a hora de conhecer o campeão da edição 2023 da Copa do Brasil. Para isso, São Paulo e Flamengo medem forças, a partir das 16h (horário de Brasília) deste domingo (24) no estádio do Morumbi. A Rádio Nacional transmite todas as emoções deste jogão de bola ao vivo.

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Na partida de ida o Tricolor Paulista foi melhor e venceu o jogo por 1 a 0, em pleno estádio do Maracanã. Assim, agora joga pelo empate para ser campeão, o que seria algo inédito para o clube, pois a Copa do Brasil é o único título que ainda falta na sala de troféus do São Paulo.

O Soberano vem motivado para o jogo de volta da final, após vitória fora de casa na partida de ida, com gol do centroavante argentino Jonathan Calleri. O clube vive a expectativa do título inédito, tanto que entrou com os reservas na última quarta-feira (20) diante do Fortaleza, pelo Campeonato Brasileiro, o que culminou na derrota da equipe paulista por 2 a 1. O Tricolor não esconde que o foco de suas atenções é realmente a final da competição de mata-mata, e com a derrota agora ocupa a 13ª posição na tabela do Brasileirão.

O técnico Dorival Júnior tem a possibilidade de ser tricampeão da competição, já que a conquistou em 2010 com o Santos e no ano passado com o Flamengo. Além disso, os jogadores estão fechados e compenetrados para entregar o título que falta ao clube, e consequentemente escreverem seu nome na história da tão tradicional equipe paulista.

“O São Paulo é um dos clubes mais vitoriosos do futebol brasileiro, mas falta a Copa do Brasil, então não deixa de ser um ingrediente que motiva muito. O técnico Dorival Júnior, que saiu inexplicavelmente do Flamengo, reconstruiu o São Paulo, que hoje é novamente um time respeitado”, avalia o comentarista da TV Brasil Rodrigo Campos.

Já o Flamengo vive uma crise sem precedentes. Com o incidente envolvendo o vice-presidente Marcos Braz e um torcedor nesta semana decisiva, além de outros desentendimentos entre membros do elenco nos últimos meses, o Rubro-Negro da Gávea vive um dos anos mais conturbados de sua história no que diz respeito à expectativa versus realidade.

Dentro de campo as coisas também não vão bem. Nos últimos cinco jogos o Flamengo marcou apenas dois gols, e assim caiu na classificação do Brasileirão, onde atualmente ocupa a 7ª colocação. Com isso, o técnico argentino Jorge Sampaoli balança no cargo, principalmente em caso de não vencer a Copa do Brasil neste domingo.

Para o comentarista da Rádio Nacional Waldir Luiz o Flamengo tem uma missão dificílima pela frente: “O Flamengo perdeu todos os títulos do ano, só resta a Copa do Brasil. Acho uma missão difícil, mas não impossível. O Flamengo tem um bom time, porém taticamente desarrumado. Taticamente o São Paulo é muito superior. Além da motivação de ter vencido a primeira partida, joga agora em casa. Penso que o São Paulo tem mais possibilidades de conquistar esse título”.

O Flamengo pode ter os retornos do meia Arrascaeta e do atacante Luiz Araujo. Além disso, a equipe carioca terá que quebrar um tabu para quebrar se quiser ser campeão: nunca na história da Copa do Brasil o time que venceu o primeiro jogo como visitante perdeu o título em casa.

Transmissão da Rádio Nacional

A Rádio Nacional transmite São Paulo e Flamengo com a narração de André Luiz Mendes, comentários de Waldir Luiz, reportagem de Maurício Costa e plantão de Bruno Mendes. Você acompanha o Show de Bola Nacional aqui:

* Colaboração de Pedro Dabés (estagiário) sob supervisão de Paulo Garritano.

Projeto atende mais de 90 famílias refugiadas e imigrantes no Rio


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Mais de 90 famílias que se refugiaram no Brasil ou imigraram para cá em busca de uma vida melhor receberam orientações e tiveram acesso a serviços como regularização migratória no projeto Rota de Direitos, realizado neste sábado (23) pela Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro.

A ação é uma parceria do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da DPRJ (Nudedh) com a Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), a Cáritas RJ, o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare) e outras entidades.

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As famílias atendidas buscavam principalmente auxílio na regularização migratória, inserção em cadastro de emprego e orientações de direitos trabalhistas. Também foram prestados serviços como encaminhamento para matrícula escolar, vacinação, avaliação odontológica, informações sobre saúde e outros temas ligados à assistência social, assim como inclusão no Cadastro Único e demais benefícios sociais.

Entre os atendidos, as histórias são de famílias que deixaram seus países devido a crises econômicas, desastres naturais e conflitos armados. A Acnur define refugiados como pessoas que estão fora de seu país de origem pelo temor de sofrer perseguições ou por uma grave e generalizada violação de direitos humanos e conflitos armados.

O número de pessoas que sofre deslocamentos forçados por esses motivos mais que dobrou na última década, passando de 40 milhões, em 2010, para 100 milhões em 2022, segundo a Acnur. Cerca de 40% desse número são crianças e adolescentes.

De acordo com o relatório Refúgio em Números, do Conare, somente em 2022 foram feitas mais de 50 mil solicitações de refúgio no Brasil. As principais nacionalidades solicitantes em 2022 foram venezuelanas (67%), cubanas (10,9%) e angolanas (6,8%).

A situação de crise econômica vivida na Venezuela e as dificuldades em criar seus três filhos motivaram Viviane Del Valle a imigrar para o Brasil. Ao buscar o projeto Rota de Direitos, ela relatou dificuldade para obter medicamentos e tratamento para um dos filhos, que tem autismo e epilepsia.

“Eu comia apenas uma vez ao dia. Meus filhos comiam três vezes no dia, mas em pouca quantidade”, contou Viviane Del Valle aos integrantes do projeto. A venezuelana está no Brasil há cinco anos, sendo um ano e meio no Rio.

O atendimento deste sábado ocorreu na Escola Juan Montalvo, na Taquara, bairro da Zona Oeste carioca. Também participaram da ação órgãos do Governo do Estado e da Prefeitura do Rio de Janeiro, além das organizações Aldeias Infantis SOS Brasil, Mawon, Pacto pelo Direito de Migrar, Organização Internacional para Migrações e Cátedra Sérvio Vieira da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio).

Fiocruz: plataforma facilita conexão de parcerias para projetos


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O Escritório de Captação de Recursos da Fundação Oswaldo Cruz lançou, nesta semana, uma plataforma de parcerias, que vai facilitar a conexão com parcerias para projetos desenvolvidos pela instituição.

A ausência do canal dificultava a construção da parceria do público com o privado, afirmou nesta sexta-feira (22), à Agência Brasil, o gerente-geral do Escritório da Fiocruz, Luis Fernando Donadio. “É o que faltava para facilitar a compreensão dos projetos e dos programas que estão disponíveis para parceria, como funciona, com quem deve falar, quais são os principais resultados.”

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A plataforma funciona como um portfólio digital das ações da Fiocruz que estão abertas para a construção de parcerias, ou seja, cadastradas para financiamento. Além da lista completa dos projetos, o portal traz uma sessão para novas iniciativas, onde coordenadores da Fiocruz encontram o passo a passo para inscrever seus projetos com datas previstas para composição de futuros portfólios.

Não reembolsáveis

O canal é dividido por categorias de parcerias em potencial. Uma das categorias, por exemplo, objetiva dialogar com empresas e fundações; outra, com parceiros internacionais; uma terceira, com a sociedade civil.

“Da mesma forma que a sociedade civil apoia o programa do Médicos Sem Fronteiras, pode apoiar o desenvolvimento de projetos científicos ou ações em um hospital de referência infanto materno da Fiocruz”. Outra linha visa o diálogo com o Ministério Público Federal (MPF) ou o Ministério Público do Trabalho (MPT). As categorias são para recursos não reembolsáveis.

Segundo Donadio, o que se procurou fazer foi construir uma plataforma “focada no usuário final, para facilitar o acesso à informação, o contato, a navegabilidade”. A ideia é apresentar os resultados, impactos e alcances dos projetos que estão sendo apoiados. “Para nós, tão importante quanto receber apoio financeiro é prestar contas desse apoio. Mostrar o que a gente realizou com o recurso recebido”.

Maior adesão

A plataforma já registra dezenas de contatos, dos quais 38 são diferentes parcerias em negociação para projetos não reembolsáveis. A expectativa é que 45 parcerias sejam efetivadas este ano. Dentre os projetos não reembolsáveis, o que tem adesão maior de pessoas físicas é o do Instituto Nacional da Mulher da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF), maternidade da Fiocruz, onde são desenvolvidos programas de humanização hospitalar, suporte para crianças que já tiveram alta hospitalar e possam voltar para casa com estrutura de home care (cuidado em casa).

“É um perfil que atrai mais o interesse da sociedade civil”, disse Donadio.

Para empresas e fundações, mais na linha de parcerias internacionais, a procura é para projetos que conectem a questão de saúde e de ambiente. Ou seja, como a questão dos impactos ambientais afetam a saúde. “E o contrário também”. Para o MPT, informou que a procura mais comum é para projetos relativos ao processo de saúde do trabalhador.

Entre as fundações e empresas nacionais, o gerente-geral revelou que a procura tem sido mais para projetos de pesquisa em desenvolvimento com alto grau de aplicação na ponta em novos métodos, novas tecnologias e novas soluções para a saúde da população, como vacina de mRNA, a plataforma de vigilância precoce que pretende fazer a identificação do início de um surto geral respiratório em todos os municípios brasileiros.

As questões acabam despertando maior interesse das empresas e fundações do país devido, também, à ligação com os objetivos do desenvolvimento sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), e de ações mais efetivas na área da saúde. A vacina mRNA usa uma cópia feita pelo homem de um químico natural chamado RNA mensageiro para produzir uma resposta imune.

Codesenvolvimento

A plataforma direciona também parceiros interessados para uma linha de financiamento de cooperação. A diferença entre essa e as demais linhas citadas é que, nesse caso, os recursos aplicados pelo parceiro potencial são reembolsáveis. A linha é destinada para codesenvolvimento.

“São parcerias de codesenvolvimento produtivo no início de maturação que necessitam de parceiros de mercado. É feito um desenvolvimento do projeto em cooperação com o financiador, com perspectiva de mercado futura”.

Isso significa que, o projeto dando certo, o parceiro vai ter sua participação de ganho e a Fiocruz terá participação de royaltie (espécie de taxa paga pelo direito de usar, explorar ou comercializar um bem). Luis Donadio esclareceu que a lógica da parceria reembolsável é mais lenta do que das parcerias não reembolsáveis.

A plataforma para parcerias (Portifólio de Inovação da Fiocruz), lançada pela Coordenação de Gestão e Tecnologia da Fundação (Gestec) busca dar visibilidade às tecnologias desenvolvidas na instituição que buscam parceiros para licenciamento, desenvolvimento conjunto e financiamento.

A Gestec cuida das patentes e da proteção patentária da Fiocruz. Isso abre caminho para o lançamento de produtos e serviços na área de saúde, que poderão impactar positivamente o bem-estar de toda a comunidade. Majoritariamente, são dispositivos e pesquisas voltados mais para a área da saúde mas que podem ter desdobramentos para outras áreas.

Escritório

Desde o início de sua operação, em 2008, o Escritório de Captação da Fiocruz mobilizou centenas de parcerias, viabilizando mais de 150 projetos da Fundação. “Nessa trajetória, alcançamos resultados sem o suporte de uma comunicação externa mais ampla”. Donadio acredita que a nova plataforma ajudará muito a promover a divulgação dos projetos e programas abertos para financiamento.