Entenda o que são considerados crimes de guerra


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Na avaliação de observadores independentes das Nações Unidas, o governo de Israel e o comando do Hamas estão cometendo crimes de guerra. Em relatório de avaliação, os observadores condenaram os atentados cometidos pelo Hamas em território israelense e o ataques de Israel que atingiram palestinos em Gaza.

O direito internacional humanitário regula as relações entre organizações e Estados e estabelece regras para limitar a legalidade de guerras, como restrição para uso de armamento químico. 

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A normas só autorizam o conflito armado no caso de autodefesa contra ataques armados ou mediante autorização do Conselho de Segurança da ONU. As regras básicas do direito internacional também estabelecem que as partes envolvidas devem distinguir entre civis e combatentes inimigos.

Soldiers carry the coffin of Adi Zur, a soldier who was slain in the assault on Israel by Hamas gunmen from the Gaza Strip, at their funeral at Mount Herzl Military Cemetery in Jerusalem

REUTERS/Ronen Zvulun

O estatuto do Tribunal Internacional de Haia e as convenções de Genebra definiram os crimes de guerra e as condições julgamento. Entre os crimes de guerra estão ataques à população civil, uso de armas ou métodos de guerra proibidos, homicídio, tortura, uso indevido de uniformes de entidades humanitárias, entre outros.

Em caso de descumprimento, os acusados devem ser processados e julgados pelo Tribunal Internacional.

Violações

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, afirmou que as regras de direito humanitário internacional e os direitos humanos devem ser respeitados e cumpridos durante a guerra entre Israel e o Hamas.

De acordo com informações divulgadas por agências internacionais, o número de mortes após uma semana de guerra chegou a 4 mil, entre israelenses e palestinos. Segundo a ONU, cerca de 1 milhão de moradores da Faixa da Gaza estão fora de suas casas, sem acesso a comida, água, luz, medicamentos e atendimento médico.

A declaração de Guterres foi dada ontem (13) antes da reunião na qual o Conselho de Segurança da ONU não chegou a acordo sobre o texto final sobre a guerra.

Segundo o secretário-geral, os civis envolvidos no conflito devem ser protegidos e não podem ser usados como escudos. Para ele, “até mesmo guerras têm regras”.

No mesmo sentido, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) defendeu que os civis em Gaza devem ter acesso à ajuda humanitária. A entidade trabalha para enviar alimentos, água e medicamentos, mas a fronteira com o Egito continua fechada e não foram criados corredores humanitários. 

“Médicos Sem Fronteiras (MSF) está horrorizada com o brutal assassinato em massa de civis perpetrado pelo Hamas e com os intensos ataques a Gaza que estão sendo realizados por Israel. MSF pede a interrupção imediata do derramamento de sangue, o estabelecimento de espaços e passagens seguros para as pessoas chegarem a eles com urgência”, afirmou a entidade.

O diretor da Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), Fabrizio Carboni, defendeu a proteção dos civis e a autorização para entrada de ajuda humanitária.

“Com a falta de eletricidade em Gaza, falta luz nos hospitais, o que coloca em perigo recém-nascidos em incubadoras e pacientes idosos que precisam de oxigenação. A hemodiálise deixa de funcionar e não é possível tirar raios X. Sem eletricidade, os hospitais correm perigo de se transformar em necrotérios”, alertou o diretor.

* Com informações da Reuters e Lusa.

Eclipse anular do Sol é observado no Norte e Nordeste do Brasil


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O pequeno município de Tefé, no Amazonas, teve o privilégio de ser o primeiro lugar no país a acompanhar neste sábado (14) o eclipse anular do sol. O fenômeno teve início às 13h29 no horário local e atingiu o ápice às 15h11. Durante cinco minutos, sol, lua e Terra ficaram alinhados. Ao olhar para o céu, o disco solar ficou quase todo coberto e escuro, apenas com uma borda fina luminosa à vista, lembrando um anel.

O evento no país e em outras partes do mundo foi transmitido durante o dia no canal do Youtube do Observatório Nacional, órgão ligado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

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Com a ajuda de parceiros locais, e órgãos internacionais como Time and Date e a Nasa, o eclipse anular pôde ser visto numa faixa de 200 quilômetros, que foi da costa oeste dos Estados Unidos até o extremo leste do Brasil. A anularidade também foi vista no México, Belize, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Costa Rica, Panamá e Colômbia. 

No Brasil, o eclipse anular ocorreu em cidades localizadas no Norte e Nordeste: Amazonas, Pará, Maranhão, Piauí, Ceará, Tocantins, Rio Grande do Norte e Pernambuco. No restante do país, o fenômeno foi parcial.  O professor de física Ariel Adorno se emocionou ao acompanhar o eclipse em Juazeiro do Norte, na Universidade Federal do Ceará.

“Um eclipse igual a esse aconteceu em novembro de 1994 e, na época, eu morava em Goiânia. A razão de eu ter feito Física foi esse eclipse. A gente espera que, pela quantidade de pessoas atingidas hoje, esse eclipse também provoque mudanças nas vidas delas para o bem. Especialmente para o lado da ciência. Eu me emocionei algumas vezes. Chorei vendo hoje esse eclipse, lembrando de tudo o que eu passei até chegar aqui”, disse Ariel.

Dúvidas

Josina Nascimento, astrônoma do Observatório Nacional, coordenou a transmissão visualizada por milhares de pessoas, e esclareceu as principais dúvidas sobre o eclipse – notadamente se o fenômeno pode ser considerado raro.

“O que causa essa sensação de raridade é que, quando ele acontece, só pode ser visto em alguns lugares do planeta. Como a sombra da lua é pequena, só atinge a Terra em uma faixa estreita. E aí, poucas pessoas entram nesse caminho da anularidade ou da totalidade do eclipse. A maioria o vê como parcial. Mas ele ocorre de anos em anos, com alguma regularidade no planeta”, disse Josina.

Como referência, o último eclipse anular do sol aconteceu em junho de 2021, mas não foi visível no Brasil. E o próximo vai ser no 2 de outubro de 2024, também sem poder ser observado por aqui. No Brasil, o fenômeno só vai voltar a ser visível no dia 6 de fevereiro de 2027 e, mesmo assim, só de forma completa no Rio Grande do Sul.

COI sinaliza intenção de criar em breve Jogos Olímpicos de E-Sports


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O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), o alemão Thomas Bach, afirmou neste sábado (14) que há planos para a criação de Jogos Olímpicos de E-Sports (esportes eletrônicos) em breve. O mandatário deu a declaração durante mais um encontro da cúpula da entidade em Mumbai (Índia).

“Eu pedi para nossa Comissão de E-Sports para estudar a criação de Jogos Olímpicos destas modalidades”, afirmou Bach.

Segundo o dirigente, estudos mostram que mais de três bilhões de pessoas são adeptos dos games ao redor do mundo, incluindo cerca de 500 milhões de pessoas que têm interesse em competições do tipo, seja em games que simulam esportes ‘convencionais’ ou de outros tipos.

Bach também reiterou o fato de a maioria dos jogadores de E-Sports ter menos de 34 anos de idade, um rol de faixas etárias que é de especial interesse para o COI.

A criação de uma Olimpíada gamer vem na esteira das iniciativas do COI em implementar competições na atmosfera eletrônica. A entidade criou em 2021 a chamada Série E-Sports Olímpica, uma espécie de circuito de competições de esportes eletrônicas e recentemente lançou a Semana de E-Sports, realizada em Singapura, em junho.

Este evento teve mesas de debate e exibições em diversos games, mas também coroou campeões do circuito em dez games, quase todos eles simuladores de modalidades ‘reais’, embora nem todas olímpicas. Alguns exemplos: Tic Tac Bow (tiro com arco), Virtual Taekwondo (taekwondo) e Tennis Clash (tênis). Games de sucesso fora da atmosfera de simulação de esportes, como ‘Just Dance’ e ‘Fortnite’, também fizeram parte da semana.

Segundo Thomas Bach, esses eventos são como os primeiros passos para a instituição de uma Olimpíada de esportes eletrônicos.

Lula pede apoio de presidentes do Egito e da Autoridade Palestina


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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou neste sábado (14), por telefone, com os presidentes do Egito, Abdel Fattah al-Sissi, e da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas. Segundo o Palácio do Planalto, Lula pediu apoio para a saída de brasileiros da Faixa de Gaza e reafirmou a importância da busca pela paz na região. 

Nas conversas, o presidente demonstrou preocupação com os civis palestinos e também condenou os ataques terroristas em Israel. Lula também defendeu a abertura de um corredor humanitário em Gaza e a libertação de todos os reféns. 

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Segundo o presidente, “os inocentes em Gaza não podem pagar o preço da insanidade daqueles que querem a guerra”.

Na quinta-feira (12), Lula conversou por telefone com o presidente de Israel, Isaac Herzog, e reiterou a condenação brasileira aos ataques promovidos pelo grupo Hamas, que o presidente classificou como atos terroristas. 

Repatriação

No diálogo com o presidente egípcio, Lula informou que, após brasileiros cruzarem a passagem de Rafah, eles serão acompanhados pelo embaixador do Brasil no Egito até o Aeroporto de Arish, onde embarcarão imediatamente em aeronave da Força Aérea Brasileira com destino ao Brasil.

Lula informou ainda que o Brasil deve enviar em breve ao Egito, entre outros itens, kits de medicamentos.

O presidente confirmou que o Brasil, no exercício da presidência do Conselho de Segurança da ONU, manterá atuação incansável para evitar um desastre humanitário ainda maior e o alastramento do conflito.

Ambos os presidentes reafirmaram a defesa da solução de dois Estados (israelense e palestino) e acordaram manter consultas frequentes sobre a crise em curso.

Israel e Hezbollah admitem ataques mútuos


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As Forças de Defesa de Israel (FDI) afirmam ter atingido vários alvos militares no Líbano, neste sábado (14). Em um comunicado, os militares israelenses sustentam que as estruturas atingidas pertencem ao grupo libanês Hezbollah, que reivindicou a responsabilidade por alguns dos ataques que Israel sofreu desde essa sexta-feira (13).

“Aeronaves, artilharia e tanques das FDI atingiram vários alvos militares da organização terrorista Hezbollah, no Líbano, em resposta aos morteiros lançados contra o território israelense hoje cedo”, informaram os militares, referindo-se ao ataque militar que a organização libanesa deflagrou, esta manhã, contra postos israelenses perto da tríplice fronteira entre Líbano, Israel e Síria, em áreas disputados pelos dois primeiros países. 

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Em comunicados que divulgou em seu canal de televisão, o Al-Manar, o Hezbollah afirma ter bombardeado “posições do exército” israelense com mísseis teleguiados e granadas. Ainda de acordo com o grupo libanês, parte do posto de vigilância de Burkat Al-Naqqar, um dos alvos atingidos, “foi destruída”.

Guerra

Os ataques do Hezbollah ocorrem oito dias após o governo de Israel ter declarado guerra contra o Hamas, grupo islâmico de resistência ao avanço israelense sobre o território palestino e que controla a Faixa de Gaza. No último sábado (70, o Hamas deflagrou o mais ousado ataque contra o território israelense em décadas, atingindo civis e militares indistintamente, por terra e pelo ar.

A ofensiva do Hamas provocou uma severa reação militar de Israel, que passou a bombardear ininterruptamente a Faixa de Gaza – um estreito pedaço de terra de 41quilômetros de comprimento por 10 quilômetros de largura, banhada pelo Mar Mediterrâneo, onde vivem cerca de 2,2 milhões de palestinos.

Em nota, as Forças de Defesa de Israel afirmam estar preparadas para implementar “uma ampla gama de planos ofensivos operacionais” em Gaza. Segundo as FDI, “as próximas fases da guerra, com ênfase em operações terrestres significativas […] podem incluir ataques combinados e coordenados por via aérea, marítima e terrestre”.

Em Omã, Calderano vira e vence 3º torneio WTT Contender na temporada


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O sábado (14) foi de virada e título para o mesa-tenista brasileiro Hugo Calderano em Mascate, capital de Omã. O número 5 do mundo sofreu, mas bateu Liam Pitchford, da Inglaterra, por 4 sets a 3, na final de mais um torneio do tipo WTT Contender. Esta é a terceira conquista deste porte para Calderano em 2023, depois dos títulos em Durban (África do Sul) e Doha (Catar), ambos ainda em janeiro.

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Na final deste sábado (14) em Omã, o brasileiro repetiu o roteiro de outros dois jogos na campanha em Mascate. Assim como nos duelos contra os franceses Jules Rolland (oitavas de final) e Simon Gauzy (semifinal), Calderano perdeu os dois primeiros sets diante de Pitchford, número 33 do mundo. O mesa-tenista britânico, considerado um azarão ao longo da campanha, fez 11/6 e 11/1 nas duas primeiras parciais.

No entanto, a partir daí o brasileiro se encontrou, vencendo o terceiro set por 11/8, o quarto por 11/0 e o quinto por 11/4. Pitchford recobrou um pouco do fôlego na sexta parcial, que terminou com vitória dele por 12/10 mas Calderano foi mais incisivo no último e decisivo set, vencendo por 11/7.

O calendário do campeão segue cheio. Nesta semana, ele disputa outro torneio WTT Contender, em Antália (Turquia), a partir da próxima quinta-feira (19). Na sequência, Calderano representará o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de Santiago, no Chile, cujas disputas no tênis de mesa começam em 29 de outubro.