Enem: escritores e músicos comentam questões que citam suas obras


Logo Agência Brasil

Nas redes sociais, quem teve um trecho da própria obra transformado em questão do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2023 neste domingo (5) comentou a prova e até deu palpites de qual seria a resposta certa. Entre as publicações que se destacaram nas redes, estão a do músico Caetano Veloso, dos escritores Itamar Vieira Vieira Junior e Jarid Arraes e da liderança indígena Txai Suruí.

Foi Paula Lavigne, esposa de Caetano que gravou o músico analisando a prova. “Alô, turma! Eu perguntei a Caetano Veloso qual alternativa é a correta de uma questão que caiu no Enem 2023 e que usou trechos das músicas Alegria, Alegria e Anjos Tronchos!”, disse no X. 

 

06/11/2023, Enem: Escritores, lideranças e músicos comentam questões que citam suas obras. Foto: Enem

“Quando eu li, eu achei que são todas”, responde Caetano, acompanhado pelas risadas de Lavigne. Depois de analisar com mais cuidado, o músico conclui que a letra B e a letra D “são as mais apuradas”.

A questão traz trechos de duas canções de Caetano, Alegria, Alegria e Anjos Tronchos e pergunta o que essas letras, que são de momentos históricos diferentes, têm em comum. Para Caetano, elas têm a “percepção da profusão de informações gerada pela tecnologia” ou a “busca constante pela liberdade de expressão individual”.  

No Instagram, o escritor Itamar Vieira Junior também publicou o palpite para a questão que traz um trecho do livro Torto Arado. A publicação foi feita em conjunto com o perfil tortoaraders, comunidade na rede social dedicada ao escritor.

“E aí, Itamar Vieira Jr? Acertarias?”

O palpite deixado na publicação é a letra B, seguido de uma explicação:

“A narradora quer arar a terra e falar. O arado torto, troncho está metaforizando a linguagem que ela não dispõe e é sentida por ela como um arado velho que dilacera a terra, assim como a sua língua fora dilacerada, impedindo-a de ter voz”.  

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Comunidade dedicada ao escritor Itamar Vieira Jr. (@tortoaraders)

06/11/2023, Enem: Escritores, lideranças e músicos comentam questões que citam suas obras. Foto: Enem

A escritora Jarid Arraes também publicou a questão na qual aparece um trecho de Redemoinho em Dia Quente no Instagram.

“Eu e meu livro Redemoinho em Dia Quente no Enem! Em 2010, o Enem foi um dos caminhos que peguei para mudar minha vida. É incrível me encontrar no presente entre essas páginas. E com minha literatura. Que é nossa. Do nosso sertão, do nosso Cariri, do nosso Ceará, do nosso Brasil. Muito obrigada!”, diz.

Foram os seguidores que deixaram os palpites nos comentários. A resposta que parece gerar mais consenso é a letra A: “revelam as marcas da violência de raça e de gênero na construção da identidade”.

O Enem também contou com trechos de Paulo Freire, de Conceição Evaristo, de Carolina Maria de Jesus, com uma tirinha de Laerte, com imagem e descrição do espetáculo Gira do Grupo Corpo, entre outros.  

06/11/2023, Enem: Escritores, lideranças e músicos comentam questões que citam suas obras. Foto: Enem

A liderança indígena Txai Suruí comemorou, no Instagram, a questão que cita trecho do discurso que proferiu na Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima de 2021 (COP26).

“Povos indígenas no ENEM!”, diz.

Duas questões são citadas na publicação, a primeira, traz um trecho do discurso de Txai: “O clima está esquentando, os animais estão desaparecendo, os rios estão morrendo e nossas plantações não florescem como no passado. A Terra está falando: ela nos diz que não temos mais tempo”.  

Já a segunda, cita o primeiro grupo de rap indígena do Brasil, Brô Mc’s e aborda a produção cultural contemporânea ligada à realidade dos povos originários do país.

Gabarito oficial  

Nesse domingo (5), os candidatos fizeram as provas de linguagens, ciências humanas e redação. No próximo dia 12, farão as provas de matemática e ciências da natureza.

Os gabaritos oficiais serão publicados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) após o segundo dia de exame, até o dia 24 de novembro.

No Canal Educação, no programa Caiu no Enem, professores comentaram as questões do Enem e fizeram a correção ao vivo. O programa está disponível online.

As notas das provas podem ser usadas para concorrer a vagas no ensino superior público, pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu); a bolsas de estudo em instituições privadas de ensino superior, pelo Programa Universidade para Todos (ProUni); e a financiamentos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O Enem também pode ser usado para estudar no exterior.

Festival Internacional de Cinema de Arquivo começa nesta quarta-feira


Logo Agência Brasil

O Arquivo Nacional (AN) abre, nesta quarta-feira (8), o 9º Festival Internacional de Cinema de Arquivo – Arquivo em Cartaz. Realizado anualmente, o evento deste ano oferece atividades gratuitas presenciais no Rio de Janeiro e em Brasília, e também online, englobando exibição de filmes, debates e trocas de experiência sobre preservação, pesquisa e produção audiovisual com documentos de arquivo. A programação completa o festival, que vai até o dia 18, pode ser acessada aqui.

Segundo o curador do festival, Uilton de Oliveira, cineasta e servidor do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, que é o gestor do Arquivo Nacional, este é um dos poucos festivais que debatem a preservação e a utilização de documentos de arquivo em produções audiovisuais.

Notícias relacionadas:

A programação é composta de oficinas, debates e exibição de filmes nas formas presencial e online. No parte presencial, serão mostrados filmes de longa-metragem que usam documentos de arquivo de instituições diversas, no país e no exterior. A Mostra Filmes ocorrerá na televisão, na programação da UnBTV, Canal Educativo e Canal Gov, sempre às 23h, e na plataforma de streaming, envolvendo produções que estão em instituições como as cinematecas Brasileira, Pernambucana e do Museu de Arte Moderna (MAM) e a Filmoteca Baiana, entre outras.

“O Arquivo Nacional vai participar junto com outras instituições. E os filmes que serão exibidos presencialmente são longas-metragens que circularam em festivais e mostras de cinema pelo mundo, com base em acervos de arquivos públicos ou privados. A base da Mostra Arquivo em Cartaz é essa: utilização de documentos de arquivo, sejam eles iconográficos, audiovisuais, pessoais, nos filmes.”

Diferencial

A ideia é valorizar a memória do cinema brasileiro e a importância da preservação dos acervos audiovisuais. Segundo Uilton de Oliveira, os filmes produzidos com esse tipo de material são fundamentais para a compreensão das condições políticas, históricas e sociais do passado e do presente, além de pertencerem à identidade do povo.

Para ele, o grande diferencial deste evento em relação a outros festivais é que o foco são peças de arquivo, como filmes e documentos, usados como fonte para realização das produções.sejam realizadas. Além da apresentação de filmes, o evento inclui oficinas de preservação e encontro de pesquisadores. “É um festival para públicos diversos, mas de pessoas envolvidas no universo do cinema, da preservação, da pesquisa. É um festival muito legal e uma oportunidade para que cineastas, pesquisadores e estudantes compartilhem experiências e conhecimentos sobre o tema do arquivo.”

Para participar dos debates e assistir aos filmes, não há necessidade de inscrição. “São abertos ao público. É só chegar”, disse o curador. Para as oficinas técnicas, as inscrições estão encerradas.

Prédio histórico

No Rio de Janeiro, os filmes serão exibidos nos jardins do prédio histórico do Arquivo Nacional, localizado na Praça da República, região central do município. A abertura será nesta quarta-feira (8), às 9h, seguida de mesa de debate sobre Política de digitalização: o que, por que e como digitalizar. Nas noites de 8 a 10 deste mês, o festival exibe os filmes da mostra Cine Pátio, com produções recentes do cinema brasileiro que utilizaram arquivos pessoais e públicos como fio condutor de suas narrativas.

O principal destaque da mostra será o documentário Retratos Fantasmas, do premiado diretor Kleber Mendonça Filho, escolhido para representar o Brasil no Oscar 2024 concorrendo na categoria de melhor filme estrangeiro. O longa, que será apresentado no dia 10, às 18h30 no Rio de Janeiro, conta a história da cidade de Recife a partir das salas de cinema e pontos de exibição que marcaram época na sociedade local. Outro documentário, Black Rio! Black Power!, dirigido por Emílio Domingos e premiado no último Festival do Rio, aborda a influência do movimento Black Rio na cultura, na sociedade e nos processos de luta por justiça racial no Rio de Janeiro e no Brasil entre as décadas de 1970 e 1980. O filme será exibido também no dia 8, no mesmo horário.

No Arquivo Nacional de Brasília, a programação presencial do festival inclui os filmes Não É A Primeira Vez que Lutamos pelo Nosso Amor, de Luiz Carlos de Alencar, no dia 9, às 14h, que mostra a luta da comunidade LGBTQIA+ por seus direitos, e O Caso do Homem Errado, de Camila de Moraes, no dia 10, às 10h, que conta a história de um homem negro preso por engano.

Online

Quem não puder estar presente poderá acompanhar, a partir de amanhã, a exibição de filmes em plataforma de streaming e, pela primeira vez, na TV aberta. Serão exibidos filmes com conteúdo do Arquivo Nacional e de outras instituições públicas e privadas na Mostra Acervos.

Também no formato online, o festival promoverá o Encontro de Pesquisadores, no dia 10, às 14h. Este é um espaço já consagrado na programação do evento e dedicado ao debate dos profissionais do setor de arquivos. A edição deste ano contará também com pesquisadores de músicas e sons.

Para ampliar as ações educativas do festival, serão exibidos na Mostra Lanterninha Mágica, no dia 8, às 14h, três filmes de curta-metragem. Os curtas foram produzidos durante a segunda edição da oficina Lanterninha Mágica, que é focada no uso consciente dos equipamentos para gravação de vídeos e nas possibilidades da criação de roteiros. A oficina foi realizada com alunos dos colégios estaduais Souza Aguiar e Júlia Kubitschek, do Rio de Janeiro.

Acervos

O Arquivo Nacional tem um dos maiores acervos do Brasil. A instituição preserva documentos públicos e privados que representam a história e a cultura do país, entre os quais os papéis originais com a assinatura da Lei Áurea e imagens da construção de Brasília.

Já o conjunto de imagens em movimento da instituição ocupa 40 mil latas de película cinematográfica e 4 mil fitas videomagnéticas que são usadas para pesquisas e produções de filmes e documentários.

Lula e líderes alinham votação da reforma tributária no Senado


Logo Agência Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva coordenou uma reunião com líderes partidários da base do governo no Senado, na noite desta segunda-feira (6). O objetivo foi traçar estratégias finais para a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da reforma tributária, a PEC 45/2019. O texto está pautado para ser votado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa nesta terça-feira (7) e também no plenário, no dia seguinte.

Estiveram no Palácio do Planalto os seguintes senadores: o relator Eduardo Braga (MDB-AM), Confúcio Moura (MDB-TO), Davi Alcolumbre (União-AP), Efraim Filho (União-PB), Fabiano Contarato (PT-ES), Jacques Wagner (PT-BA), Omar Aziz (PSD-AM), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Weverton Rocha (PDT-MA), Otto Alencar (PSD-BA), Eliziane Gama (PSD-MA), além dos ministros Fernando Haddad (Fazenda) e Alexandre Padilha (Relações Institucionais). O encontro, que começou às 19h30, terminou um pouco antes das 23h.

Notícias relacionadas:

“Cada votação tem um corpo a corpo, que a gente está fazendo desde de manhã. Conversamos com líderes da oposição, não dá pra dizer que é matéria do governo. Muitas coisas dessa reforma tributária já estavam sendo pensadas antes. Pessoalmente, estou muito confiante”, declarou o senador Jacques Wagner a jornalistas, após o encontro.

“Como disse o ministro Haddad, segundo o Banco Mundial, o sistema tributário brasileiro é o sétimo pior do mundo entre 190 países”, acrescentou o senador, reforçando que a PEC, por ter um longo período para sua entrada em vigor, vai além do atual governo e é uma medida de Estado.

Votos e marco temporal

Para ser aprovada em plenário, o governo precisa do mínimo de 49 votos. Jacques Wagner afirmou que a principal arma do governo é o convencimento. Outro acordo costurado entre governo e oposição é que o Congresso Nacional também analise, essa semana, os vetos do presidente Lula pendentes de análise, principalmente o marco temporal. A previsão é que o veto esteja na pauta da sessão do Congresso de quinta-feira (9).

“O [veto ao] marco temporal em algum momento vai ter que entrar. Não tem nenhum compromisso do governo de trabalhar pela derrubada, o compromisso é botar para votar. Quem tem que botar votos são eles”, afirmou o líder do governo no Senado.

Perguntado sobre se o governo tem votos suficientes para aprovar a reforma, Jacques Wagner evitou contabilizar, mas demonstrou confiança. “Eu não vou dizer quantos votos eu tenho, estou dizendo a vocês que eu vou aprovar a reforma tributária”, destacou o líder.

Parecer da reforma

Entregue pelo senador Eduardo Braga (MDB-AM) na semana passada, o parecer da PEC da reforma tributária manteve a maior parte da proposta para simplificar e reformular os tributos sobre o consumo, aprovada no início de julho pela Câmara dos Deputados. Por exemplo, está mantida a unificação de tributos federais na Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) e dos tributos estaduais e municipais no Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), e a cobrança no destino (local do consumo), com uma regra de transição longa para os tributos regionais e rápida para os tributos federais.

O texto, no entanto, trouxe alterações. De 663 emendas apresentadas no Senado, Braga acolheu, parcialmente ou totalmente, 183. As principais foram a criação de uma trava para a carga tributária (peso dos tributos sobre a economia), a revisão periódica dos setores incluídos em regimes específicos de tributação, a ampliação do Fundo de Desenvolvimento Regional (FDR) e a inclusão de serviços de profissionais liberais na alíquota reduzida de CBS e de IBS.

Outras 7 ou 9 novas modificações, no formato de emendas, devem ser incluídas ao parecer de Eduardo Braga ainda antes da votação na CCJ.

Nunes ameaça processar Enel se energia não for restabelecida até terça


Logo Agência Brasil

O prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes, afirmou hoje (6) que irá entrar na Justiça caso a concessionária Enel Distribuição São Paulo não restabeleça a energia elétrica de 100% da população da cidade até o final desta terça-feira (7).

De acordo com Nunes, a empresa assumiu um compromisso público de religar a energia, até amanhã, dos 185 mil clientes que ainda estão sem luz no município. “Eu vou entrar na Justiça. Ele [Max Xavier Lins, diretor-presidente da Enel Distribuição São Paulo,] fez um compromisso público comigo. Isso tem valor de contrato”, disse Nunes.

Notícias relacionadas:

A declaração do prefeito ocorreu após reunião com o governador do estado, Tarcísio de Freitas, no Palácio dos Bandeirantes. A reunião contou com a presença também de deputados estaduais, diretores da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e executivos de cinco empresas de distribuição de energia que atuam no território paulista.

Cerca de 1,4 milhão de endereços chegaram a ficar sem energia na capital paulista em decorrência das chuvas e rajadas de vento que atingiram a cidade na última sexta (3).

“Essa reunião foi para colocar um pouco da nossa preocupação e da nossa insatisfação. Entendemos o esforço de cada um para poder restabelecer a energia, para fazer suas ações, mas está muito claro que não haveria essa reunião se nós estivéssemos satisfeitos e contentes com a resposta que foi dada para esse evento”, disse o prefeito.

Nunes cobrou as concessionárias de energia e pediu uma regulação mais rígida das empresas privadas que fazem o serviço de distribuição de energia elétrica. “A gente precisa avançar um pouquinho mais na questão da regulação. Me parece que é preciso melhorar um pouco mais o nível de responsabilização e o nível de exigência das respostas no momento em que a gente percebe que as mudanças climáticas elas estão aí postas”, disse.

Max Xavier Lins confirmou o compromisso de restabelecer a energia até o final do dia de amanhã e classificou como “fantástica” a atuação da empresa.

“Nós assumimos o compromisso de zerar ou reduzir significativamente os eventos dos clientes que ficaram sem energia”, disse o diretor-presidente da Enel Distribuição São Paulo. Segundo ele, às 17 horas desta segunda-feira, 6% dos clientes afetados pelo apagão ainda estavam sem energia. “Uma recuperação muito, muito extraordinária, fantástica. Nosso objetivo é chegar no final do dia com isso zerado”, disse.

O diretor Geral da Aneel, Sandoval de Araujo Feitosa Neto, disse que a agência irá abrir investigação para saber se as concessionárias prestaram adequadamente os serviços, e que multas poderão ser aplicadas. Ele ressalvou que as concessionárias não tinham informações prévias sobre a gravidade das chuvas que atingiram o estado na sexta-feira.

“As distribuidoras não tinham nenhuma previsão da gravidade desse evento. De alguma forma, sabia-se que haveria uma chuva, os próprios sistemas de detecção também do estado identificaram a chuva, mas não conseguiram precisar a sua extensão e a sua gravidade”, disse.

Já o governador do estado, Tarcísio de Freitas, disse que a queda de árvores foi o principal causador do problema. “O grande vilão desse episódio foi a questão arbórea. Foi a questão da quantidade de árvores que por falta de manejo adequado acabaram caindo sobre a rede. A gente precisa de um plano conjunto de manuseio arbóreo”.

“O plano de manejo arbóreo é uma solução das mais baratas, é efetiva e uma coisa que a gente pode fazer imediatamente. Nós vamos estudar um projeto de lei para Assembleia Legislativa para facilitar o esforço das prefeituras”, acrescentou.

Exposição fotográfica no Rio conta trajetória de Marielle Franco

Uma exposição fotográfica lançada nesta segunda-feira (6) na Câmara Municipal do Rio de Janeiro conta a história pessoal e política de Marielle Franco, vereadora do PSOL assassinada em 2018. As imagens ficarão expostas até o dia 30 de novembro. Os interessados poderão realizar a visita gratuitamente de segunda a sexta-feira, das 10h às 18h.

A iniciativa é do mandato da vereadora Monica Benicio, em parceria com o Instituto Marielle Franco, entidade sem fins lucrativos. O instituto foi criado pela família de Marielle e desenvolve ações para potencializar mulheres negras, pessoas LGBTQIA+ e periféricas. O objetivo é manter vivo o legado a vereadora.

Monica Benicio é viúva de Marielle. Em 2020, foi eleita para o mesmo cargo que foi ocupado por sua companheira. Ela é a atual líder da bancada do PSOL na Câmara Municipal.

“Essa exposição mostra como foi a vida de Marielle por meio de fotos lindíssimas que nos despertam muitas emoções. É um trabalho fundamental para manter viva a memória da minha mulher e sua luta incansável por direitos humanos”, disse Monica, em nota divulgada pelo seu mandato. A exposição já passou pela UERJ [Universidade do Estado do Rio de Janeiro] e chega à Câmara, local onde, como destaca a vereadora, “Marielle exerceu seu mandato de forma brilhante, mas não pôde concluir porque teve a vida interrompida por um crime brutal, até hoje sem solução”.

Marielle Franco havia sido a quinta vereadora mais votada do Rio de Janeiro nas eleições de 2016 e estava em seu primeiro mandato quando o crime ocorreu. Ela voltava de uma atividade política quando o carro onde estava foi alvo de tiros disparados a partir de outro veículo. O motorista Anderson Gomes também morreu. Os ex-policiais Élcio Queiroz e Ronnie Lessa, acusados de serem os executores, estão presos e aguardam o julgamento do caso. Os mandantes do crime, no entanto, ainda são desconhecidos. As investigações continuam em andamento.

Embora já esteja acessível ao público, a exposição terá uma inauguração oficial no dia 17 de novembro. Na ocasião, a vereadora Monica Benicio entregará o 1º Prêmio de Cria pra Cria, que busca descolar da favela a imagem de território estigmatizado pela violência e ressignificá-lo a partir de uma perspectiva artística. Mais de 40 artistas, coletivos e mobilizadores favelados da área da cultura serão homenageados no plenário da Câmara Municipal.

Por 2º dia consecutivo, estrangeiros não são autorizados a deixar Gaza


Logo Agência Brasil

As autoridades israelenses e egípcias não divulgaram nenhuma lista de estrangeiros que estariam autorizados a deixar a Faixa de Gaza nesta segunda-feira (6). Este é o segundo dia consecutivo que nenhuma pessoa consegue deixar o enclave palestino, alvo de constantes bombardeios de Israel. 

As saídas foram suspensas após um ataque de Israel contra ambulâncias em Gaza usadas para transportar feridos, segundo informou a agência de notícias Reuters. Autoridades egípcias, estadunidenses e do Catar disseram que estão tentando retomar a saída de estrangeiros e feridos de Gaza após o ataque às ambulâncias. 

Notícias relacionadas:

A última lista divulgada no sábado (4) tinha o nome de 599 estrangeiros, entre esses, 386 com passaporte dos Estados Unidos, 112 do Reino Unido, 51 da França e 50 da Alemanha. Este foi o quarto grupo de estrangeiros ou residentes com dupla nacionalidade que as autoridades egípcias e israelenses, com a anuência do governo estadunidense, autorizaram a ingressar em território egípcio.

O ministro das Relações Exteriores do Brasil Mauro Vieira conversou com o ministro do Exterior de Israel, Eli Cohen, na última sexta-feira (3). Segundo o chanceler brasileiro, o ministro israelense deu garantias de que até esta quarta-feira (8) os brasileiros na Faixa de Gaza passariam pela fronteira com o Egito.

Um grupo de 34 brasileiros espera desde o início da guerra autorização para deixar Gaza. Eles estão divididos entre as cidades de Rafah e Kahn Yunis, no sul do enclave palestino. O brasileiro Hasan Rabee, de 30 anos, informou nesta segunda-feira (6) que está muito difícil achar comida e que não há água potável para beber. Já os alimentos são cozidos em fogões a lenha.  

“Cada dia é pior que o outro. Água não tem mineral, estamos tomando água encanada. Hoje 31 dias sem energia. O mais difícil agora é encontrar alimentação. Além da guerra e do bombardeiro, outro sofrimento é a comida. Muita gente passa fome”, afirmou.